0 Ma donna mia!

domingo, 28 de agosto de 2011
Boa noite Blogueiros,

Tô meio sem inspiração.
Tenho um monte de trabalho acumulado, e simplesmente não consigo pensar, juridicamente falando.
Resolvi então, compartilhar mais um pouco da viagem que fiz pela Europa mês passado. Talvez, espairecendo um pouco, consigo trabalhar melhor, não é mesmo!?
Vou postar umas fotos da Itália, espero que gostem.

Itália



As duas últimas fotos* merecem um destaque especial. Eu e minha companheira de viagem, conhecemos dois brasileiros em Roma, um carioca e um paulista.

Adorei-os!
Passamos um tempo super agradável em Roma, que definitivamente deixou saudades... Mas, por razões diversas, tivemos alguns contratempos, e acabei perdendo o contato com os rapazes nos dias em que estava ali, mas uma impressão ficou, e uma dúvida também...

Houve algo, que não sei explicar o que é, entre eu e o Paulista (codinome perfeito, e que será utilizado para identificá-lo). Não ficamos, nem nada, mas ficou uma coisa no ar, um clima, uns olhares diferentes, me entende?

Pois bem, eis que a internet é uma benção! E, onde quer que vc esteja ela pode te ligar a outra pessoa, onde quer que ela esteja, e assim aconteceu.

Já de volta ao Brasil, eis que num belo dia abro o facebook e me deparo com uma msg do dito cujo! hahaha. Nem acreditei no que li. Foi um turbilhão de pensamentos e emoções, coisa mais louca... rs.
Começamos a conversar pelo face, depois pelo msn. E para minha surpresa, a impressão causada em Roma não foi só minha... rs.

Passados dias de conversas decidimos nos encontrar aqui no Brasil.
Passagens compras. Pra ambos.
Agora em setembro o Paulista vem me ver, e em outubro é minha vez de encontrá-lo...

Confesso que isso tudo soa meio irracional e improvável, mas e daí!? Qual o problema?! Afinal de contas, não temos nada a perder, só a ganhar. Decidimos pagar pra ver e agora, é só esperar. Em menos de três semanas ele chega, e cerca de um mês após sua vinda, eu vou.

Ainda que não dê em nada, já me sinto feliz por estar novamente interessada em alguém, experimentando aquele friozinho na barriga, a ansiedade pela chegada do outro, a curiosidade, o riso preso e disfarçado, o salivar por um beijo novo, enfim...

Pra terminar o post deixo uma frase que gosto muito, e super apropriada para a situação noticiada acima (adEvogada, adEvogada, hahahaha):

"E de surpresa em surpresa, o inesperado. E quando o inesperado lhe sorri, como não lhe sorrir de volta?" (Camila Custodio)

E então, o que acham de minha mais nova aventura?!??! rsrs.

Bjo, bjo e uma excelente semana pra vc!

OBS: Retirei as fotos com a companheira de viagem, o carioca e o paulista por motivos um tanto quanto óbvios: exposição de pessoas que não sabem da existência do blog. Me expor, tudo bem, os outros, nem tanto... Uma pena, é verdade, mas é por prudência.

0 Semaninha animada

sábado, 27 de agosto de 2011
Olá Blogueiros,

A semana foi animada e levemente sensual... E como valeu a pena! rsrsrs.

Segunda-feira

Caipirinha
  
Terça-feira

Suco de frutas

Quarta-feira

Champagne

Quinta-feira
Querido José Cuervo
                                                                   
Sexta-feira

Taça de vodka com frutas

Ao tchêtchêtchê!!!
Isso é o que eu chamo de animação... rsrsrs.
Quero ver como será o sábado e o domingo! rs

Bjo, bjo e muita festa galera!


0 Nada como o tempo

sábado, 20 de agosto de 2011
"O tempo é o mais sábio dos conselheiros" (Plutarco)

Boa noite queridos,

É sábado a noite, mas a gripe me deixa mal pela segunda semana consecutiva e não dá pra sair de casa assim, bom pra descansar, pra recuperar as energias integralmente utilizadas durante a semana punk e agitada, que teve direito a novas amizades - uns franceses em intercâmbio no Brasil, uiuiuiui! hahaha.

Tô meio mal fisicamente, mas alegre e radiante no coração.

Plutarco estava certo.
O tempo queridos, é o mais sábio dos conselheiros e, definitivamente, é a melhor coisa que existe. Ele ajusta tudo na vida, e dia a dia posso ver tudo com calma e mais clareza.

Tá certo que o tempo em si mesmo não é milagreiro, mas aliado a outros fatores vira uma fórmula mágica! rs. No meu caso o tempo, a terapia, a viagem dos sonhos, os amigos, a família, um novo curso, e especialmente Deus, transformaram muito minha realidade.
O tempo me fez ver que o amor é importante a medida que eu me amo. Eu me redescobri. Me reinventei. Me fiz de novo. Me encontrei.

Agora, com paz no coração, a cabeça no lugar, posso escolher o que é melhor pra mim. Ter a "sorte" e, principalmente, o poder de decisão sobre "um amor tranqüilo com sabor de fruta mordida".


video

Quero sim matar a sede na saliva, mas nada destrutivo ou devastador. Quero romancear, quero lisongeios, quero conquista, quero um cavalheiro, quero surpresas, várias surpresas...

... e assim caminho dia após dia. Surpreendida pela vida e por tantas coisas boas que ainda podem acontecer. Que eu esteja pronta para cada uma delas!

Alegria seja bem vinda! Não deixe mais esse lugar, que é todo seu...

Bjo, bjo

1 Desconhecido

quarta-feira, 17 de agosto de 2011
"Ninguém se apaixona por escolha, mas por acaso. Ninguém permanece apaixonado por acaso, é um esforço diário. E ninguém se desapaixona por acaso, É UMA ESCOLHA."

Boa noite Blogueiros,

Tudo bem?

Vez ou outra gosto de compartilhar com vcs bons textos que leio, e hoje é dia de elogiar a Mah Silveira, dona do blog Fragmentos da Mah.

Esse texto foi publicado no começo do ano, mas acho super válido postar aqui. Indico o blog que é recheado de posts sinceros, repletos de emoção e super autenticos.

Parabéns Mah! E blogueiros, espero que gostem.

 "DESCONHECIDO 
Ele não tinha o direito de lhe fazer chorar. Nem sequer bateu na porta, não pediu licença para entrar e ainda roubou o seu bem mais precioso. Quem é ele que trouxe consigo o sofrimento, o poder de destruir os sonhos? De subestimar a razão? Quem é ele?

Falavam que era bonito, que enchia os olhos d'água e os lábios de ternura. Diziam que ele até conseguia mudar a pessoa para sempre e que assim, ela não conseguiria mais viver sem tê-lo por perto. Chegaram a definí-lo inclusive, como insubstituível!

Quando chegou, à primeira vista, realmente era tudo aquilo que ouvira falar e mais um pouco. Era encantador... Causava suspiros por onde passava, mas tinha um certo mistério, até então, não desvendável.

Ele foi conquistando o seu espaço e todos que estavam a sua volta. Era incrível a paz que transmitia, o carinho, a confiança, a alegria... Seus jeitos e trejeitos eram sinônimos de beleza. O que mais querer? O que mais desejar?

Mas com o tempo, ou do dia para noite, ou por questões de segundos, sem perceber, ele mudou. Mudou como nunca se imaginou, como nunca se esperou... Tornou-se insuportável!

Começou a machucar quem lhe queria bem, a ferir sem nenhuma compaixão. Não pensou em ninguém, a não ser em si mesmo. Não quis ir embora mesmo quando se implorava pela sua saída e também não deixou ir... Aprisionou, torturou, magoou enquanto tinha força.

Quando não esperava reação, ainda com muita dor, conseguiu expulsá-lo. Colocou para fora aquele que tanto a fazia mal e estava determinada a nunca mais aceitá-lo de volta, nem que para isso fosse necessário abrir mão de sua felicidade.
Ao jogar suas coisas pela janela, ainda teve coragem de gritar e perguntar qual o verdadeiro nome daquele desconhecido tão próximo, e, ao ouvir a resposta, decepcionou-se ainda mais. Descobriu que quem lhe causou tamanha desilusão, na verdade, se chamava Amor."
Putz! Adoro esse texto! Leio e releio mil vezes e não me canso de elogiar. Parabéns Mah! Vc arrasa!

Não se esqueçam de visitar o blog da Mah Silveira que é show!!!

Bjo, bjo

1 Consciência da morte e a lucidez

domingo, 14 de agosto de 2011
"A consciência da morte nos dá uma maravilhosa lucidez. (...) O fato é que, sem que o saibamos, todos nós estamos enfermos de morte e é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca." (Rubem Alves)

Olá Blogueiros,

Apesar do atual estado "zen" de espírito, tenho vivido dias de constantes oscilações, o que me faz repensar muito minha vida.

Crescer dói.

Descobrir algumas verdades que vc se nega a crer, dói ainda mais.

As pessoas mentem, e mentem o tempo todo. Juro que isso não entra na minha cabeça.
Oras, porque mentir? Pra quê enganar? Pra quê vestir uma máscara, a fim de burlar seu próprio eu?
Que tipo de pessoa é vc que não tem coragem, nem mesmo, de se enfrentar? De se olhar no espelho?

Gente, como pode ser isso?

Sei lá...
Sempre aprendi a dizer a verdade, a assumir as consequências, a ser sincera e leal, mas que praga é essa que me rogaram e que só me traz pessoas falsas, mesquinhas, egoístas, mentirosas e hipócritas?

E o pior de tudo: como é que me deixo enganar?
Por acaso existe algum sensor, um alerta, um alarme que soa quando pessoas ruins, do tipo "lobo em pele de cordeiro" se aproximam?

Existe?!

Se houver, EU QUERO! Quero comprar logo uma penca dessa parafernália preventiva, isso sim.

Comecei a ler "Variações sobre o prazer" de Rubem Alves essa semana, e estou amando. A citação de hoje, foi extraída justamente desse livro.


Gosto de ler, e quando vejo e sinto minh'alma conversando com o autor, gosto ainda mais, e com Rubem Alves não tem sido diferente.

A ideia da "consciência da morte" vinculada diretamente a "lucidez" é algo desafiador. E como mencionado alhures,  o fato é que, sem que o saibamos, todos nós estamos enfermos de morte e é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca.

A loucura que nos cerca, nos adoece. Nos mata, paulatina e sutilmente e eu não quero mais viver assim.


Quero ter consciência da morte, para dar valor somente ao que importa, para aproveitar melhor o meu tempo e me dedicar àquilo e, àqueles, que são essenciais.

A vida não é fácil e as pessoas, são quase impossíveis, mas não vale a pena viver pensando e sofrendo invariavelmente por isso.

Tô tentando mudar.

Tô tentando me libertar das dores e decepções.

Eu só quero viver minha vida com sabedoria, a fim de evitar a ruína pela loucura que me cerca.

Sabedoria amigos, para todos nós.

Bjo, bjo

2 Confusão...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011
“Hoje não escondo nada do que sinto e penso, e às vezes também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento." (Martha Medeiros)

Oi de novo Blogueiros,

Dois posts no mesmo dia. Eu sei.
Sinal de tormenta e loucura.
Como se fosse novidade me sentir assim...

Acordei com vontade de amar.
Com vontade de ser amada outra vez.
Com vontade de acreditar que é possível acontecer de novo, e agora, do “jeito certo”.
Será mesmo possível?
Será que existe “certo x errado” no amor?

Acordei cheia de tantas vontades, medos e desejos.

Não, não estou com ninguém (até porque me soava como afronta, uma mutilação, uma invasão de mim e eu não me sentia - e ainda não me sinto -, pronta pra isso de novo).

Não sei por que, mas de um tempo pra cá os pretendentes estão brotando alucinadamente, rs, e querendo compromisso, namoro, casório, tudo (rsrs)! Tudo o que sempre procurei, mas que agora desprezo, afasto, afugento, corro em sentido oposto, em total desespero e não olho pra trás.

Como pode ser isso?

Fico impressionada em como uma desilusão nos mata, mesmo nos deixando vivos, mas como diz a querida Martha Medeiros: "Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente."

Sinto que o amor passado, bem... é passado. Não está mais dentro de mim, por mais que algumas vezes ele queira dar a impressão que ainda existe, digo e afirmo sempre, que é mentira! E que agora o meu coração é meu de novo.

Ocorre que essa semana tive um encontro que mexeu demais comigo. Tanto, que estou “incomodada”, o que me fez voltar a escrever compulsivamente no blog.

Quem é ele?

Bem... é meu “Primeiro Amor”.

Um amor da adolescência, com quem quase me casei (mesmo!), com quem convivi alguns anos e hoje continua sendo um importante e querido amigo. Estranho né?!

Fato é que nunca nos desligamos por completo um do outro.

Afastamo-nos, especialmente enquanto eu namorava. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, rs. Afinal, como se explica esse tipo de relação pra um namorado atual? Não dá pra entender. Eu não entenderia, e também não gostaria.

Também não “ficamos” desde o término, que aconteceu há pouco mais de 03 anos. Só que agora, com essa reaproximação, sinto-me ligeiramente confusa...

My “First Love” é uma pessoa incrível. Nunca conheci alguém que fosse a metade do que ele é. E ele é, exatamente, o “meu tipo”. Em tudo.

Talvez vc possa me perguntar: “Mas porque vcs não voltam? Por que não tentam outra vez?”

Sinceramente eu não sei.

Parece que não tem clima.
Somos tão amigos.
Não conversamos sobre “nós”, até porque não existe “nós” há muito tempo...
Existe um carinho, um afeto, um querer bem único, mas “só”.

Enfim...
Não sei como terminar o post. Então vou terminar assim mesmo, deixando a questão em aberto... Até porque, eu não tenho solução ou um final pra isso.

“É confuso. Tudo que sinto é enorme e ao mesmo tempo me faz sentir pequena. A solidão é gigantesca e me faz sentir mínima” (Martha Medeiros)

Bjo, bjo

0 Depois, não adianta reclamar

Olá queridos,

Uma amiga me mandou esse texto, porque viu "certa semelhança" nos fatos ali descritos.
Postar aqui seria então, inevitável.

Os homens reclamam muito da mulherada, mas não vêem que são os responsáveis diretos pelo novo comportamento.

É mon chèr, vc precisa entender e assumir as consequências dos seus atos. Uma vez que vc destrói por inteiro o coração de uma mulher, ela, mais cedo ou mais tarde, vai mandar tudo a puta que pariu mesmo, e com razão.

Depois, não adianta reclamar.


RELATO DE UM HOMEM

"Tudo bem..queremos meninas legais, sexy, saradas, bonitas, inteligentes e boazinhas. Muito fácil falar, pois quando aparece uma assim, de bandeja, a primeira coisa que a gente pensa é: Oba, me dei bem. Ficamos com elas uma vez, duas. Começamos a pensar que essa é a mulher que nossas mães gostariam de ter como noras. Se sair um relacionamento, vai ser uma relação estável. Você vai buscá-la na faculdade, vocês vão ao cinema, num barzinho, vai ter sexo toda semana...Tudo básico, até virar uma rotina sem graça.

Você vai olhar os caras bem vestidos e bem humorados indo pra noite arrasar com a mulherada e vai morrer de inveja. Vai sentir falta de dar aquelas cantadas infalíveis na noite, falta de dar umas olhadas pra uma gata, ou de dar aquela dançadinha mais provocativa na pista...

Você pensa: Acho que não estou pronto pra isso, pra me enclausurar pro resto da vida nesse relacionamento. E a boa menina se transforma numa MALA, e aos poucos vai surgindo um nojo dela, uma aversão. Quando você vê o nome dela no celular, não dá vontade de atender... JÁ ERA. Daí aquela promessa de vida estável vai por água abaixo, se a menina não se dá conta, a gente começa a ser grosso, muito grosso. E a pobre menina pensa: O que eu fiz?? Coitada, ela não fez nada, a culpa é nossa mesmo.

Aí, a gente volta pra nossa vidinha, que a gente odiava até semanas atrás. A gente não vê a hora de sair e arrasar na noite ou pegar aquela mulher gostosona que sempre quisemos.

GRANDE DESILUSÃO. Você chega em casa depois da balada, sozinho e fica tentando descobrir porque você não está satisfeito. De repente foi porque a menina da night, a linda, gostosa, misteriosa, fico contigo, mas nem sequer pediu o número do teu telefone.

FRUSTAÇÃO. Daí, por mais que não queira, você pensa na sua menina boazinha que você deixou pra trás, ela podia ter seus defeitos mas era uma menina legal, que ficaria ao seu lado te dando valor. Enquanto isso a boa menina, chateada, lesada, custa a entender o que ela fez pra ter te afastado dela... daí essa dúvida vira ANGÚSTIA, que vira RAIVA. Daí, a menina manda tudo a PUTA QUE PARIU!!!

Não quer mais saber de nada, só de sair, zuar, dançar e beijar outros caras!! Resolve não se envolver mais, pra não sair lesada ou chateada. Muito bem! Acabamos de criar uma MONSTRA...O tempo passa e a gente continua na mesma, volta a reclamar da vida e das mulheres. Elas só querem as coisas com homens cachorros e não estão nem aí pra nós ou será que nós é que fomos os cachorros ????

Elas são assim por culpa nossa. A mulher da night de hoje, era a boa menina de outro homem ontem, e assim sucessivamente. Provavelmente essa nossa ex-boa menina, deve estar enlouquecendo a cabeça de outro homem por aí. Eu a perdi pra sempre, ela virou uma mulher enlouquecedora e a encontrei na balada e ela???

Nem olhou pra mim, mas estava mais linda do que nunca."
Pra finalizar, deixo o link de uma música que gosto muito: O Sol - Jota Quest. Não postei o video pq o programa que utilizo está com problemas, mas logo logo ajeito isso. Só destaco o seguinte:

"Ei, dor eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei, medo eu não te escuto mais
Você não me leva a nada

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou"

Bjo, bjo e boa sexta!

0 Ela me inspira

Gente,

Se eu pudesse escrever tudo que gosto de Martha Medeiros ocuparia todos os posts fazendo isso, mas não posso.
Resolvi então, selecionar algumas frases ou trechos de livros que gosto muito.

"Assim como tem gente que para vencer o alcoolismo evita dar o primeiro gole, algumas pessoas precisam aprender a evitar o primeiro beijo para não reincidir num amor que faz mal à saúde."

"Hoje não escondo nada do que sinto e penso, e às vezes também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento."

"Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente."

"O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções."

"Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima.
Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar"

"Saudade a gente tem é dos pedaços de nós que ficam pelo caminho"

"Canso menos, me divirto mais, e não perco a fé por constatar o óbvio: tudo é provisório, inclusive nós."

 
"O que eu fui ontem e anteontem já é memória. Escada vencida degrau por degrau, mas o que eu sou neste momento é o que conta, minhas decisões valem para agora, hoje é o meu dia, nenhum outro."
"Amor de verdade liberta. Vício é jaula."
Martha Medeiros

0 11 de Agosto: Dia do Advogado

quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Bom dia Blogueiros,

Hoje, 11 de Agosto, é Dia do Advogado, e eu tenho muito orgulho da minha profissão.
Gostaria de fazer grandes reflexões, mas como não é possível por hora, deixo um texto interessante que encontrei na net: "Os mandamentos do Advogado".
Espero que gostem.



OS MANDAMENTOS DO ADVOGADO

ESTUDA - O Direito se transforma constantemente. Se não seguires seus passos, serás cada dia um pouco menos advogado;

PENSA - O Direito se aprende estudando, mas exerce-se pensando;

TRABALHA - A advocacia é uma luta árdua posta a serviço da Justiça;

LUTA - Teu dever é lutar pelo Direito, mas no dia em que encontrares o Direito em conflito com a Justiça, luta pela Justiça;

SÊ LEAL - Leal com teu cliente, a quem não deves abandonar senão quando o julgares indigno de ti. Leal com o adversário, ainda que ele seja desleal contigo. Leal com o Juiz, que ignora os fatos e deve confiar no que dizes.

TOLERA - Tolera a verdade alheia na mesma medida em que queres que seja tolerada a tua;

TEM PACIÊNCIA - O tempo se vinga das coisas que se fazem sem a sua colaboração;

TEM FÉ - Tem fé no Direito como o melhor instrumento para a convivência humana; na Justiça, como destino normal do Direito; na Paz, como substituto bondoso da Justiça; e sobretudo, tem fé na Liberdade, sem a qual não há Direito, nem Justiça, nem Paz;

ESQUECE - A advocacia é uma luta de paixões. Se a cada batalha, fores carregando a tua alma de rancor, dia chegará em que a vida será impossível para ti. Terminando o combate, esquece tanto a vitória como a derrota; e

AMA A TUA PROFISSÃO - Trata de considerar a advocacia de tal maneira que, no dia em que teu filho te peça conselhos sobre o destino, consideres uma honra para ti propor-lhe que se faça advogado.

(Eduardo J. Couture)

Para finalizar, deixo a frase do "Guru" do escritório onde trabalho:

"Advogar é 5% inspiração e 95% transpiração".

E põe transpiração nisso! Jesus me ajude! rs

Bjo, bjo
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Oi Marta!


Vc não imagina a alegria de ler sua msg!

Sei que o que nos aproximou foi um momento de muita dor pra mim, mas vc me trouxe tantas palavras amigas, que de verdade, guardei vc dentro do meu coração!

Mas falemos sobre a viagem...

MEUDEUSDOCÉU!!!!!!!!!!!!! Foi perfeito! P-e-r-f-e-i-t-o!!!!

Eu tinha colocado muitas expectativas na viagem, mas não poderia imaginar que me faria tanto bem.

Eu fiquei deslumbrada com tudo o que vi e por todos os lugares onde passei.

A Suíça é linda. Lá cada esquina é um verdadeiro cartão postal! Tudo organizado, limpo, lindo e um clima agradável no verão. Foi o lugar onde mais fiz amigos, amigos mesmo! Como a garota que viajou comigo morou por lá durante muito tempo, acabei conhecendo muita gente, e estabeleci alguns vínculos super especiais.

A Itália é maravilhosa! O povo ficava louco comigo! hahahaha. Como uma típica brasileira, até sambar eu sambei! e no meio da rua, sem música alguma! a pedido da italianada! hahahaha. Foi o lugar onde comi melhor, e onde fiquei mais bem hospedada e onde fui mais assaltada! rs. Tudo muito caro e, realmente fui furtada.

Odiei Milão! Odiei! Lá não há nada o que fazer, a não ser compras. Já Veneza é maravilhosa! Tudo lá é maravilhoso! Quero voltar mil vezes! E Roma então! Minina lá é super super maravilhoso! rsrsrs. Uma palavra pra Roma: esplendor! Tudo é magnifíco e monumental. Lindo, lindo demais!

A França, bem, França pra mim é um capitulo a parte. Sempre sonhei em conhecer, e estar ali mexeu demais comigo!

Foi em Paris que aconteceu minha libertação, minha cura da dor. Estar em frente a Torre Eiffel, ouvir música ao vivo do lado do rio Sena, comer os melhores doces, chocolates e croissant do planeta não teve preço!!!!!!!!! Nunca pensei que pudesse ser tão feliz outra vez! Pra mim, de todos os lugares por onde passei, PARIS é definitivamente o melhor e o mais incrível!

Nice, que fica na Riviera Francesa, do lado do Principado de Mônaco é o lugar mais belo! Nunca vi um mar tão lindo quanto aquele! Um azul incrivelmente lindo, e a água é transparente! Nunca vou me esquecer da sensação de estar no meio do mar e ver meu pé lá no fundo... As praias são vulcanicas, formadas por pedras, super exótico! Sem contar a aventura de andar de "parapenti" (acho que é isso)! Foi tudo de bom!

Esses dias na Europa me fizeram acreditar outra vez em mim. Descobri que um sonho pode SIM se tornar verdade. Descobri que me basto. E o principal de tudo é que REAPRENDI a me amar.

Sabe, se eu pudesse voltar no tempo, jamais me envolveria com o ex, jamais. Todavia, não é possível voltar no tempo, e é preciso encarar de frente a dor de uma desilusão, que não se restringe ao quesito "amor"...

Infelizmente, acabei descobrindo coisas ainda piores sobre o ex, sobre a forma como ele conduziu o namoro e o pós namoro, algumas atitudes que me surpreenderam, negativamente. Fiquei muito, mas muito triste, mas depois lembrei que não vale a pena sofrer por alguém que não te quer mais.

Hoje, tenho novas metas, novos focos, novos sonhos. E é nisso que tenho me apegado! É a terapia, a pós, o curso de inglês que começo ainda essa semana, a dança, novos amigos, outras viagens, e Deus... Deus na minha vida outra vez!!!!

A vida é cheia de altos e baixos. Eu cheguei ao fundo do poço, e acreditei que nunca mais sairia dali, mas eu SAI! Eu sai. Agora, posso ver as coisas com mais calma, e sem a tormenta da dor e da paixão.

Posso dizer que estou feliz e tenho certeza de que muita, mas muita coisa boa ainda está por vir!

0 É tempo de lembrar direito

segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Boa noite Blogueiros,

Tudo bem com vcs?
Saudade de escrever e não, não tô tendo tempo pra nada nessa vida. Parece que desde que voltei de viagem as coisas perderam o controle. Não consigo finalizar meus prazos, não consigo rever todos os amigos, ainda não apareci na Academia de Dança.
Aff... uma correria louca!!!!!
Mas tudo bem, a vida segue.

Então, acho que já notaram minha nova paixão: MARTHA MEDEIROS.
Nada dotado de cunho sexual, mas sim, espiritual, intelectual, emocional, tragicômico, de tudo um pouco! rs. Às vezes me pego pensando: Oooh meu pai, que mulher é essa?!!?

Martha Medeiros é a escritora com quem mais me identifico atualmente. É ela quem me descreve com extrema precisão e detalhe, sobre o que penso, sinto e acredito, a ponto de me assustar. O cargo era presidido com certa excluisividade por Clarice Lispector, mas preciso abrir um espaço todo especial pra Martha.


Martha Medeiros

Semana passada foi o niver de uma amigona, e pra mim, livro é sempre um presente maravilhoso! Resolvi comprar o livro de crônicas "Doidas e Santas" para presenteá-la, e acabei comprando pra mim o romance "Fora de Mim". Num próximo post quero falar desse livro, que é perfeito! Mas hoje, só quero compartilhar e comentar mais uma crônica com vcs.

"LEMBRANÇAS MAL LEMBRADAS

A maioria dos nossos tormentos não vem de fora, está alojada na nossa mente, cravada na nossa memória. Nossa sanidade (ou insanidade) se deve basicamente à maneira como nossas lembranças são assimiladas. "As pessoas procuram tratamento psicanalítico porque o modo como estão lembrando não as libera para esquecer". Frase do psicanalista Adam Phillips, publicada no livro "O flerte".

Como é que não pensamos nisso antes? O que nos impede de ir em frente é uma lembrança mal lembrada que nos acorrenta no passado, estanca o tempo, não permite avanço. A gente implora a Deus para que nos ajude a esquecer um amor, uma experiência ruim, uma frase que nos feriu, quando na verdade não é esquecer que precisamos: é lembrar corretamente. Aí, sim: lembrando como se deve, a ânsia por esquecimento poderá até ser dispensada, não precisaremos esquecer de mais nada. E, não precisando, vai ver até esqueceremos.

Ah, se tudo fosse assim tão simples. De qualquer maneira, já é um alento entender as razões que nos deixam tão obcecados, tristes, inquietos. São as tais lembranças mal lembradas.

Você fez 5 anos, sonhava ganhar a primeira bicicleta, seu pai foi viajar e esqueceu. Uma amiga íntima, que conhecia todos os seus segredos, roubou seu namorado. Sua mãe é fria, distante, e percebe-se que ela prefere disparadamente sua irmã mais nova. E aquele amor? Quanta mágoa, quanta decepção, quanto tempo investido à toa, e você não esquece - passaram-se anos e você, droga, não esquece.

Essas situações viram lembranças, e essas lembranças vão se infiltrando e ganhando forma, força e tamanho, e daqui a pouco nem sabemos mais se elas seguem condizentes com o fato ocorrido ou se evoluíram para algo completamente alheio à realidade. Nossa percepção nunca é 100% confiável.

O menino de 5 anos superdimensionou uma ausência que foi emergencial, não proposital.

Você nem gostava tanto assim daquele namorado que sua amiga surrupiou (aliás, eles estão casados até hoje, não foi um capricho dela).

Sua mãe tratava as filhas de modo diferenciado porque cada filho é de um modo, cada um exige uma demanda de carinho e atenção diferente, o dia que você tiver filhos vai entender que isso não é desamor.

E aquele cara perturba seu sono até hoje porque você segue idealizando o sujeito, recusa-se a acreditar que o amor vem e passa. Tudo parecia tão perfeito, ele era o tal príncipe do cavalo branco sem tirar nem pôr. Ajuste o foco: o coitado foi apenas o ser humano que cruzou sua vida quando você estava num momento de carência extrema. Libere-o desta fatura.

São exemplos simplistas e inventados, não sou do ramo. Mas Adam Philips é, e me parece que ele tem razão. Nossas lembranças do passado precisam de eixo, correção de rota, dimensão exata, avaliação fria - pena que nada disso seja fácil. Costumamos lembrar com fúria, saudade, vergonha, lembramos com gosto pelo épico e pelo exagero. Sorte de quem lembra direito."

Martha Medeiros
Gente, fico impressionada com o que Martha Medeiros escreve.
Hoje levei mais uma rasteira da vida, mas foi bom, bom pra "lembrar direito".
Na última sexta-feira, ao abrir os convites de MSN levei um susto. Adivinha quem me add???

Isso mesmo meu bem, o ex.

Primeira reação: Surpresa.
Segunda reação: Dúvida. Afinal, o que ele quer comigo?
Terceira reação: Medo.
Quarta reação: Ausência de reação, hahaha.

O fds de semana passou e eu não tomei atitude alguma nesse particular. Preferi deixar o convite em aberto, e esperar minhas ideias se organizarem. Hoje, depois de falar com a Dra. Jolie, decidi que seria melhor esperar um pouco. Resolvi deixar o convite em aberto, até que me fizeram "lembrar direito".

Oooooo ser #$%¨&*!@#$$%!

Gente, pois vcs não acreditam que o ex, desde os tempos do namoro, vivia tecendo comentários impróprios, inadequados, inoportunos sobre mim, sobre o relacionamento e sobre nossa intimidade para os amigos, ex namoradas/peguetes/piriguetes e compania ilimitada!??!?!

Que ÓDIO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Puta que pariu! Como fui tão estúpida! Como fui tão idiota, tola, crédula, imbecil e cega de amor assim????? Me explica isso, porque não consigo entender!

Sinceramente, eu não reconheço a pessoa com quem dividi meu tempo, entreguei meu coração e minha alma, os meus sonhos, projetos, anseios, desejos, tudo. Tudo. Quem é vc ex???? Eu nunca te conheci! Como pode ser isso? Como nunca vi quem vc realmente era??!?? Como isso é possível????

Depois de saber tudo que ele andou falando, fazendo e me difamando, mais do que depressa rejeitei o maldito convite no MSN. E, Deus me livre dessa hora, mas caso surja outra coisa, outro convite, qualquer tipo ou tentativa de aproximação, quero e vou continuar rejeitando tudo, sem pensar duas vezes.

Olha, dia após dia descubro que me relacionei com um estranho; com uma pessoa que aparentava ser algo, mas que na verdade é totalmente o oposto de tudo o que eu pensei.

Mas foi bom saber disso. Melhor saber a verdade do que continuar enganada, iludida, enfeitiçada ou acreditando numa mentira. E é nisso que a crônica "Lembranças mal lembradas" se encaixa com perfeição.

De fato, o que nos impede de ir em frente é uma lembrança mal lembrada que nos acorrenta no passado, estanca o tempo, não permite avanço.

A medida que nossas lembranças do passado encontram seu eixo, correção de rota, dimensão exata, avaliação fria, liberta do gosto pelo épico e pelo exagero, é que lembramos direito. E é assim que tenho enxergado agora.

Enxergado não, lembrado direito.

Bjo, bjo

0 Raiva do Blogger#

quinta-feira, 4 de agosto de 2011
PS: Gente que RAIVA do blogger!
Eu não coloquei essa porcaria de propaganda no blog! Já exclui várias vezes, mas sempre que abro a página, automaticamente a publicidade tá ae.
Vcs sabem o que eu posso fazer para acabar definitivamente com isso????

Obrigado.

Beeeeijo!

0 A Arte de Advogar

Olá Blogueiros,

Recebi um e-mail com os 15 Mandamentos do Advogado e eu tinha que postar aqui, porque é tudo verdade! Uma comédia!

Espero que se divirtam tanto quanto eu.

Ooooh vida! hahahahaha

A ARTE DE ADVOGAR
Conta a lenda que, quando Deus liberou o conhecimento para os homens de como advogar, determinou que aquele "saber" ficaria restrito a um grupo muito selecionado de sábios. Porém, neste pequeno grupo, onde todos se achavam "semi-deuses", alguém traiu as determinações divinas...

Aí, o pior aconteceu!!!!!!........ Deus, bravo com a traição, resolveu fazer valer alguns mandamentos:

1º - Não terás vida pessoal, familiar ou sentimental.

2º - Não verás teus filhos crescerem.

3º - Não terás feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga.

4º - Terás gastrite, se tiveres sorte. Se for como os demais terás úlcera.

5º - A pressa será teu único amigo e as suas refeições principais serão os lanches, as pizzas e o china in box.

6º - Teus cabelos ficarão brancos antes do tempo, isso se te sobrarem cabelos.

7º - Tua sanidade mental será posta em cheque antes que completes 5 anos de trabalho.

8º - Dormir será considerado período de folga, logo, não dormirás.

9º - Trabalho será teu assunto preferido, talvez o único.

10º - As pessoas serão divididas em 2 tipos: as que entendem de direito e as que não entendem. E verás graça nisso.

11º - A máquina de café será a tua melhor colega de trabalho, porém, a cafeína não te fará mais efeito.

12º - Happy Hours serão excelentes oportunidades de ter algum tipo de contato com outras pessoas loucas como você.

13º - Terás sonhos, com petições e decisões judiciais, e não raro, resolverás problemas de trabalho neste período de sono.

14º - Exibirás olheiras como troféu de guerra.

15º - E o pior........ inexplicavelmente gostarás de tudo isso...

Tudo verdade!!!!!! Tudinho meeeeeesmo! hahahaha

Bjo, bjo

0 É hora de Crescer

terça-feira, 2 de agosto de 2011
Boa noite Blogueiros,

Recebi esse texto de uma amiga e achei super interessante. É longo, mas vale a pena ler.
Ótima terça!
"Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor. 
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba."

ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
É isso ae galera.
Vamos crescer e aproveitar nosso tempo, porque a vida é muito curta.
Lembre-se que, as escolhas são suas. Sempre suas...

Bjo, bjo