0 Seja bem vindo

domingo, 29 de janeiro de 2012
"O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa."

Seja bem vindo novo amor.

Bjo, bjo Blogueiros queridos!

0 Amar é fletar com a Morte

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Mais uma verdade Blogueiros...




Ela é Andrea Beheregaray, dona do blog TPM - Manifestação Criativa de Impulsos Homicidas. Vale a pena conferir!

Bjo, bjo!

0 O quereres...

sábado, 14 de janeiro de 2012
Boa noite Blogueiros,

Gostaria de compartilhar com vcs, o vídeo de uma música que ocupou minha mente por toda semana: "O quereres", interpretada por Caetano Veloso e Maria Gadú.

Acho que já comentei em outro post, mas nunca é demais registrar o quanto gosto do som da Maria Gadú. Gosto da voz doce, segura, confiante e melódica, dos arranjos musicais, das letras poéticas e singulares, ainda que vez ou outra possa parecer sem sentido algum; enfim, gosto.


Maria Gadú

Mas por uma série de fatos sem importância, estava meio desatualizada e, até então, não conhecia os últimos albúns lançados em 2011: "Maria Gadú e Caetano Veloso - Multishow ao vivo" (CD e DVD) e "Mais Uma Página".





Nessa semana me atualizei um pouco, ouvi ambos os cds e adorei!!!!!
O albúm gravado com o Caetano, em especial, está maravilhoso! Gostei de todas as músicas, mas "O quereres" ganhou um espaço vip na minha mente e na minha boca, que a cantarolou todo o tempo, rs. Resolvi então, postar o vídeo aqui.

Espero que gostem.


video


Para quem ainda não conhece os albúns citados acima, INDICO! São muito bons, mesmo.

"O quereres e o estares sempre a fim
Do que em ti é em mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente impessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há, e do que não há em mim"

(O quereres)

Bjo, bjo e excelente fds!

0 Ricardo Pereira: AURORA

domingo, 8 de janeiro de 2012
Ricardo Pereira: AURORA: PARTE I Era perto de meia noite e, até aquele momento, ela não percebera. Era o último dia do ano, e, para ela - que se esquece...

0 Contagem regressiva

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Blogueiros,

Tomar uma, duas... caipirinhas em plena quarta-feira não tem preço!!!
Contagem regressiva para meu niver, e os preparativos da festa só estão começando...
O convite já tá pronto! O tema?!?!? Hummm... Me lembra pin ups!!!

Adoooooro!


Bjo, bjo!

0 Comer, rezar, amar

terça-feira, 3 de janeiro de 2012
“Tenho um histórico de tomar decisões muito rápidas em relação aos homens. Sempre me apaixonei depressa e sem avaliar os riscos. Tenho tendência não somente a ver apenas o que há de melhor nas pessoas, mas a partir do princípio de que todo mundo é emocionalmente capaz de alcançar o potencial máximo. Já me apaixonei pelo potencial máximo de um homem mais vezes do que consigo enumerar, em vez de me apaixonar pelo homem em si, e em seguida agarrei-me ao relacionamento durante muito tempo (algumas vezes, tempo demais), esperando que o homem chegasse à altura de sua própria grandeza. Muitas vezes, no amor, fui vítima do meu próprio otimismo. Casei-me jovem e depressa, cheia de amor e esperança, mas sem conversar muito sobre o que significariam as realidades do casamento. Ninguém me deu conselhos sobre meu casamento. Meus pais haviam me criado para ser independente, auto-suficiente, para tomar as minhas próprias decisões. Quando cheguei aos 24 anos, todos partiam do princípio de que eu era capaz de fazer minhas próprias escolhas de forma autônoma. E claro que o mundo nem sempre foi assim, Se eu houvesse nascido durante qualquer outro século do patriarcado ocidental, teria sido considerada propriedade do meu pai, até que ele me entregasse ao meu marido para que eu me tomasse propriedade sua pelo casamento. Eu teria rido muito pouca coisa a dizer sobre as grandes questões da minha vida. Em outro período da história, caso um homem houvesse se interessado por mim, meu pai poderia ter se sentado com esse homem e desfiado uma longa lista de perguntas para verificar se aquela seria uma união adequada. Ele teria perguntado: "Como você vai sustentar a minha filha? Qual a sua reputação nesta comunidade? Quais são as suas dívidas e bens? Quais são os pontos fones do seu caráter?" Meu pai não teria simplesmente deixado eu me casar com qualquer um pelo simples fato de eu estar apaixonada pelo sujeito. Na vida moderna, porém, quando tomei a decisão de me casar, meu moderno pai não se intrometeu em nada. Ele não teria interferido nessa decisão, da mesma forma como não teria me dito que penteado usar. Acreditem em mim: não tenho nenhuma nostalgia do patriarcado. Mas o que passei a perceber foi que, quando o sistema do patriarcado foi (felizmente) desmantelado, ele não foi necessariamente substituído por outra forma de proteção. O que quero dizer é o seguinte: nunca me passou pela cabeça fazer a um pretendente as mesmas perguntas difíceis que meu pai poderia ter-lhe feito, em uma época diferente. Eu me entreguei ao
 amor muitas vezes, unicamente em nome do amor. E algumas vezes, ao fazer isso, entreguei também tudo que eu tinha. Se eu quiser realmente me tornar uma mulher autônoma, então preciso assumir esse papel de ser minha própria protetora. Em uma frase famosa, Gloria Steinem certa vez aconselhou às mulheres que elas deveriam se transformar nos homens com quem gostariam de se casar. O que só percebi recentemente foi que não apenas eu preciso me transformar no meu próprio marido, mas preciso me transformar também no meu próprio pai. E é por isso que, nessa noite, fui para a cama sozinha. Porque sentia que ainda não estava na hora de eu aceitar um pretendente.”

"Comer, rezar, amar" de Elizabeth Gilbert.

O texto dispensa cometários.

Como eu tô adorando esse livro!

Bjo, bjo blogueiros!

0 Aquariana, aquariana...

Seu Aquarius Horóscopo Diário: January 02 2012

"Você viverá em um estado de espírito decididamente romântico e comunicativo hoje. A sensação de estar feliz por nada estará muito presente no seu astral. Se você está solteiro, vá a algum lugar de paquera, onde as conversas e a comunicação seja incentivada. Um novo hobby, curso ou esporte também fariam maravilhas na sua vida amorosa."

Sabe que esse horóscopo está mesmo combinando comigo!?!
Adorei as sugestões que me levariam a "maravilhas na vida amorosa", hahahaha.
Só podia ser horóscopo mesmo viu... rs.

Bjo, bjo blogueiros!

0 A impontualidade do Amor

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
"Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender."

Martha Medeiros

Blogueiros,

Transcrevi uma sequência de crônicas da Martha Medeiros pois revelam o que sinto agora. Não quero escrever muito. Não agora. Minha cabeça está quente com os últimos acontecimentos. Depois explico melhor;

Boa primeira semana em 2012!

Bjo, bjo

0 O contrário do Amor

"O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto."

Martha Medeiros

...DBoy