11 de Agosto: Dia do Advogado

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A Constituição Federal afirma em seu artigo 133, que o advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei, prestando serviço de interesse coletivo e conferindo a seus atos múnus público.

O dia 11 de agosto, data da criação dos cursos jurídicos no Brasil, representa também o Dia do Advogado, oportunidade em que tais profissionais, defensores da cidadania, combatentes incontestes do arbítrio e da violência, são carinhosamente homenageados por seus pares, amigos, familiares, clientes e toda gama de profissionais do Direito e correlatos.

Eu, como boa advogada que sou (e acima de tudo, modesta [hehehe]), não poderia deixar de prestar uma homenagem, mesmo que singela, aos meus queridos colegas de profissão.

Para sair um pouco da formalidade que nos é exigida diariamente, transcrevo dois textos super engraçados que recebi por e-mail. Um deles, somente será compreensível ao conhecedor do Direito, o outro, com uma linguagem coloquial servirá como bom divertimento aos demais.

Parabéns Advogados do Brasil!

Bjo, bjo



Carência de ação

Desajeitado, o magistrado Dr. Juílson tentava equilibrar em suas as mãos, a cuia, a térmica, um pacotinho de biscoitos, e uma pasta de documentos.

Com toda esta tralha, dirigir-se-ia para seu gabinete, mas ao dar meia volta deparou-se com sua esposa, a advogada Dra. Themis, que já o observava há sabe-se lá quantos minutos. O susto foi tal que cuia, erva e documentos foram ao chão. O juiz franziu o cenho e estava pronto para praguejar, quando observou que a testa da mulher era ainda mais franzida que a sua.

Por se tratarem de dois juristas experientes, não é estranho que o diálogo litigioso que se instaurava obedecesse aos mais altos padrões de erudição processual.

– Juílson! Eu não agüento mais essa sua inércia. Eu estou carente, carente de ação, entende?

– Carente de ação? Ora, você sabe muito bem que, para sair da inércia, o Juízo precisa ser provocado e você não me provoca, há anos. Já eu dificilmente inicio um processo sem que haja contestação.

– Claro, você preferia que o processo corresse à revelia. Mas não adianta, tem que haver o exame das preliminares, antes de entrar no mérito. E mais, com você o rito é sempre sumaríssimo, isso quando a lide não fica pendente... Daí é que a execução fica frustrada.

– Calma aí, agora você está apelando. Eu já disse que não quero acordar o apenso, no quarto ao lado. Já é muito difícil colocá-lo para dormir. Quanto ao rito sumaríssimo, é que eu prezo a economia processual e detesto a morosidade. Além disso, às vezes até uma cautelar pode ser satisfativa.

– Sim, mas pra isso é preciso que se usem alguns recursos especiais. Teus recursos são sempre desertos, por absoluta ausência de preparo.

– Ah, mas quando eu tento manejar o recurso extraordinário você sempre nega seguimento. Fala dos meus recursos, mas impugna todas as minhas tentativas de inovação processual. Isso quando não embarga a execução.

Mas existia um fundo de verdade nos argumentos da Dra. Themis. E o Dr. Juílson só se recusava a aceitar a culpa exclusiva pela crise do relacionamento. Por isso, complementou:

– Acho que o pedido procede, em parte, pois pelo que vejo existem culpas concorrentes. Já que ambos somos sucumbentes vamos nos dar por reciprocamente quitados e compor amigavelmente o litígio.

– Não posso. Agora existem terceiros interessados. E já houve a preclusão consumativa.

- Meu Deus! Mas de minha parte não havia sequer suspeição!

– Sim. Há muito que sua cognição não é exauriente. Aliás, nossa relação está extinta. Só vim pegar o apenso em carga e fazer remessa para a casa da minha mãe.

E ao ver a mulher bater a porta atrás de si, Dr. Juílson fica tentando compreender tudo o que havia acontecido. Após deliberar por alguns minutos, chegou a uma triste conclusão:

– E eu é que vou ter que pagar as custas...

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Piadinha

Na Inglaterra um réu estava sendo julgado por assassinato...

Havia evidências indiscutíveis sobre a culpa do réu, mas o cadáver não aparecera.

Quase ao final da sua sustentação oral, o advogado, temeroso de que seu cliente fosse condenado, recorreu à um truque:

- "Senhoras e senhores do júri, senhor Juiz, eu tenho uma surpresa para todos!" - disse o advogado olhando para o seu relógio...

- "Dentro de dois minutos, a pessoa que aqui se presume assassinada, entrará na sala deste Tribunal."

E olhou para a porta.

Os jurados, surpresos, também ansiosos, ficaram olhando para a porta.

Decorreram-se dois longos minutos e nada aconteceu.

O advogado, então, completou:

- "Realmente, eu falei e todos vocês olharam para a porta com a expectativa de ver a suposta vítima. Portanto, ficou claro que todos têm dúvida neste caso, se alguém realmente foi morto. Por isso insisto para que vocês considerem o meu cliente inocente". (In dubio pro reo).

Os jurados, visivelmente surpresos, retiraram-se para a decisão final.

Alguns minutos depois, o júri voltou e pronunciou o veredicto:

- "Culpado!"

- "Mas como?" perguntou o advogado... "Eu vi todos vocês olharem fixamente para a porta, é de se concluir que estavam em dúvida! Como condenar na dúvida?"

E o juiz esclareceu:

- "Sim, todos nós olhamos para a porta, menos o seu cliente..."

"MORAL DA HISTÓRIA: NÃO ADIANTA SER UM BOM ADVOGADO SE O CLIENTE FOR BURRO".

PS: Quanta maldade... hahaha

1 comentários:

Mulheres Neura Says:
22 de agosto de 2010 18:07

hahahaha adorei a Piada do Dr Juílson e da dra. Themis, isso só prova que as mulheres são melhores como advogadas e sempre ganham os litígios hahahahaha

Ai que me emocionei com o que escreveste no dia 05 de agosto, obrigado!

Lovezão e eu estamos super felizes com a planificação e execução de nossos projetos, como pesquisadora que sou já sabes que tudo precisa ser muito bem avaliado, assim que as novidades são essas:

1) estamos montando uma escola, ia ser uma creche para a pequena Esther ter onde estudar, mas não encontramos casa grande o suficiente e também o processo para uma creche seria mais dispendioso e levaria mais tempo...

2) estou esperando Lovezão chegar para praticarmos o processo de fecundação e fertilização para o pleno desenvolvimento de Esther...

3) Estou providenciando a nossa festa de casamento, como ainda não tivemos uma, vamos realizá-la aqui, assim que se quiseres conhecer-nos será uma oportunidade, garanto a hospedagem.

Mas depois que estiver tudo pronto, escola funcionando, Esther no meu útero, e vestido de noiva comprado, me mandas teu endereço e envio o convite.

queres vir pra inauguração da escola? será em 13 de setembro...

até lá, vamos esperar, torcer e tentar criar tempo pra visitar as amigas blogueiras e postar alguma coisa que não seja falando de tijolos e cimentos hahahah

beijos

D. Patifa