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0 Outra vida

domingo, 19 de agosto de 2012
"Depois do desastre e mil pedaços,
 recompusemos nossos destroços
 e do que sobrou - um novo começo.

Nossas mãos unidas
ganharam outra força
e reinventamos outra vida."

 (Restauração. Sempre, Darcy França Denófrio).
 
Bom dia blogueiros,
 
Como é bom estar de volta às palavras.
 
Hoje, relendo Darcy França D., me deparei com esse poema que tanto gosto: Restauração.
Está aí algo que busquei com muito afinco e dedicação. Restauração; um novo começo; reinvenção; outra vida.
 
Outra vida.
 
É maravilhoso perceber que, ainda que muitas coisas estejam exatamente no mesmo lugar, eu não estou.
Os conselhos que todas as pessoas do mundo dão e que você, tenta seguí-los (em vão, pois, sem convicção), de repente se tornam sua própria escolha e decisão.
 
Nessa outra vida, você se torna senhor de si e dono da sua razão.
 
Você descobre que não adianta se sabotar, viver melindrosamente, construindo-se em cima de emoções passadas e não mais relevantes.
 
Você percebe que a outra vida é outra mesmo, e que você já não se encaixa naquele velho molde apertado e desgastado. Você cresceu. Na verdade, você se agigantou; está do tamanho certo, o seu.
 
Pois, "depois do desastre e mil pedaços, recompusemos nossos destroços e do que sobrou - um novo começo. (...) e reinventamos outra vida."

Bjo, bjo!

0 Fazendo as pazes com meu passado

domingo, 12 de agosto de 2012
Palavra Adiada

Eu sempre quero lhe dizer a palavra certa
ou quem sabe, a que você mais espera,
no entanto ela fica presa e represa
e mais uma vez protelo o instante.

O que houve entre nós não foi um equívoco,
foi a moenda dos dias moendo o remôo da mó
que moía o nosso macerado trigo de cada dia,
esmagando nossos dois grãos exaustos da moagem.

E vendo seus gestos de remissão e esforço,
eu quero perdoar, mas não sei se posso,
porque antes de nada foi feito para preservar
dentro de mim o incenso de flor-de-laranjeiras.

Nada foi feito para alargar o leito
tão raso e tão cheio de peixes-seixos
por onde fluía o pequeno fio
de meu minguado rio interior.

Darcy França Denófrio in Amaro mar, 1988.



Boa tarde Blogueiros,

Domingo, dia dos Pais, dia de comemoração. Coisa boa.
Parabéns dados ao meu Pai, com direito a presente, almoço com a família reunida, etc e tal. Desejo igualmente muitas alegrias a todos os Pais desse Brasil tão vasto e lindo.

Parabéns Pais!

Destarte, o que me traz ao blog hoje não está ligado ao meu Pai, tampouco aos festejos do dia. Estou aqui para compartilhar com vcs uma situação, no mínimo, cabulosa e quem sabe, surpreendente.

Pois bem.

Para aqueles que já acompanham o blog há algum tempo, peço licença para fazer um "brief history" de 2010 até hoje:

Conheci alguém; me apaixonei; amei: 2010/2011; rompemos: março/2011; desespero, tristeza generalizada por meses a fio; terapia; viagens; atitudes impulsivas e desregradas; romance cinematográfico direto da Itália para o Brasil; perda de uma das pessoas mais amadas em toda minha vida, meu avôzinho; "alta" na terapia (saudades da linda Dra. Jolie): 2011; redescobrimento de mim; superação; equilíbrio emocional; novos propósitos de vida; alegria; paz: 2012.

Em 2012, acerca de dois/três meses, inicio o processo de coaching, e coloco um ponto final, de uma vez por todas, em qualquer vestígio pernicioso na minha vida; incluindo o antigo relacionamento e, por óbvio, o ex.
 
Vencidas todas essas etapas e voltando aos dizeres de um certo e-mail, enviado em meados de abril/2011, eis que decido: Agora sim, estou pronta.
 
Pronta pra quê?! Pra ter contato com a pessoa que desencadeou muitos dos acontecimentos relevantes em pelo menos, dois anos da minha vida.

Como isso aconteceu? Face; what's up; reencontro, como ele mesmo disse: cara a cara.
Sim queridos blogueiros, nos reencontramos.
Ontem. No "lugar de sempre", não é mesmo ex?! (Sim, ele está lendo; na verdade me questionou se seria motivo de um post novo e, atendendo a pedidos, é, rs).
 
O que eu quero dizer com isso tudo queridos é que fiz as pazes com meu passado.
Depois de um ano e meio, nos encontramos, conversamos, civilizadamente, como dois adultos, com emoções e ânimos acalmados.
 
O resultado disso tudo foi descobrir que a raiva, a ira, o amor contrariado e mal resolvido, a decepção, a tristeza, enfim, passa. Com o tempo, tudo passa e tudo toma a forma devida.
O amor existiu, para ambos; e acabou, também para ambos. Ele seguiu sua vida e eu, a minha.
 
Hoje, eu só tenho a agradecer; a Deus, por me fazer forte; a vida, por me tornar cada dia mais humana; a família, que me deu suporte; aos amigos, que não me deixaram sozinha um instante sequer; e a vc, ex, que apesar de todos (e não são poucos) os pesares, mudou a forma de eu ver o mundo e de encarar a minha própria existência.
 
Eu sou a soma dos momentos bons e maus, alegres e tristes, divertidos e raivosos; sou um conjunto de coisas, sentimentos, percepções e experiências. 
 
Eu sou "uma metamorfose ambulante"...

Bjo, bjo.

1 A alegria fugidia

segunda-feira, 18 de junho de 2012
ORAÇÃO A TERESINHA DO MENINO JESUS

Perdi o jeito de sofrer.
Ora essa.
Não sinto mais aquele gosto cabotino da tristeza.
Quero alegria! Me dá alegria,
Santa Teresa!
Santa Teresa não, Teresinha...
Teresinha... Teresinha...
Teresinha do Menino Jesus.

Me dá alegria!
Me dá a força de acreditar de novo
Pelo Sinal
Da Santa
Cruz!
Me dá alegria! Me dá alegria,
Santa Teresa!...
Santa Teresa não, Teresinha...
Teresinha do Menino Jesus.

(Manuel Bandeira)

Pois bem Blogueiros,

Quero alegria, me dá alegria!
Alegria que há muito se perdeu

por tantos caminhos tentou voltar,
chegou bem perto, pertinho,
mas como num piscar de olhos se fez fugidia,
desertora, esquiva...

Oh sentimento impalpável e tempestuoso!
volte a fazer morada aqui!
dentro de mim.

Ainda que por breve lapso de tempo
traga o sorriso maroto,
aquele gostoso que sempre escapava
entre risos e beijos nervosos


e olhares que mais diziam do que viam...

0 Blog das 30 pessoas: É dia dos namorados ( mas também é dia do meu post...

terça-feira, 12 de junho de 2012
Impossível não compartilhar. Prometo que farei também meu próprio post sobre o dia dos namorados, mas é que ainda não digeri algumas coisas, preciso um pouco mais de tempo...

Bjo, bjo blogueiros queridos e de quem morro de saudades!

Blog das 30 pessoas: É dia dos namorados ( mas também é dia do meu post...:

Hoje é dia dos namorados!
Mas azar o deles, porque é o dia do meu post e não vou escrever em rosinha nem distribuir flores. Aviso que não vai ter algodão, beijos e corações voando.Também não vou sortear uma caixa de bombons, nem publicar mensagens de amor aqui.
Segundo minhas contas hoje é dia 12, que vem depois do 11 e antes do 13, ou seja, nada mudou, o famoso dia dos namorados não significa nada para mim .
A minha questão é a seguinte - Não acredito nas relações humanas. Simples assim.
Todo aquele cristal de almas gêmeas, amores eternos, acho tudo conversa mole.
E como cheguei a essa conclusão? Bom, não foi nos braços do George Clooney.
Ralei pra caramba em relacionamentos amorosos, de trabalho, familiares e com estranhos.
Eu tinha boas intenções e acreditava que os outros também tinham. Com o tempo aprendi que todos nós somos movidos por interesses próprios e isto nem sempre inclui o bem estar do outro.
Isso é crime? Não, é a natureza humana. Não estamos aqui movidos pelo amor, estamos aqui pela biologia. Se meus pais se amassem loucamente, mas nunca tivessem tido sexo, eu não existiria, então não é o amor que move o mundo.
E existe amor? Não sei, mas é lindo de acreditar nessa corrente do bem, o amor universal que nos une e nos faz melhor, também acho fofo pensar assim.
Por outro lado essa noção de amor cristaliza e esconde muitas coisas, crescem expectativas e o amor faz o ser humano parecer maior do que é.
Quem ama perdoa, quem ama cuida, quem ama protege, quem ama faz o impossível.
Mentira. Somos todos humanos e nossa idéia de amor pode nos guiar, mas nem sempre indica o caminho e nem por isso deixamos de ser o que somos, pessoas, e sendo assim estamos sujeitos as nossas paixões e vontades e para conseguir o objeto do nosso desejo somos capazes de disfarçar nossas más intenções, nossos impulsos egoístas, nossos objetivos suspeitos.
Quando eu acreditava no amor, lá pelo século XV, quando era uma inocente garota, o amor parecia acima de qualquer coisa e escolher um príncipe era divertido. Mas com o tempo o amor começou a fechar meu círculo de exigências e ficou tudo mais difícil. O meu príncipe me amava, mas fazia questão de ter um comportamento humano, então conclui que não era amor. Como pode ser amor se ele é humano e comete erros que apenas os humanos cometem?
Demorei para entender, o amor não canoniza ninguém, não santifica, a maneira como agimos continua mais ligada a seres rasteiros do que a anjos.
Depois de um longo período de agonia, quando percebi o motor das relações humanas, renasci e vi a maravilha que era estar livre de idéias cristalizadas e noções distorcidas de amor .
Não sei se é amor, mas gosto de príncipes desencanados, com facilidade de admitir suas fraquezas. Não preciso de frases de efeito, nem de promessas eternas, prefiro mesmo conhecer o ser humano que está diante de mim.
Sem essa noção de amor o que resta é muita diversão. Ver que todos são humanos, todos erram e cada um age de acordo a sua vontade me deixa livre para ser quem eu sou, já que minha roupa de princesa se perdeu no meio do caminho.
Os outros querem alguma coisa de mim? Bom, eu também quero deles. Mas assim dito de maneira transparente é um bom negócio, somos isso, pessoas em um planeta tentando sobreviver e se divertir um pouco .
Tem os românticos que curtem flores, frases e coisas assim. Tudo bem, cada um escolhe como viver, para mim não deu certo, não foi um caminho agradável.
Gosto de coisas mais cruas, mais diretas. Relacionamentos entre dois seres mortais, cheios de erros e de defeitos. É amor? Não sei. Talvez seja humana demais para saber, mas quando não corremos atrás desse famoso amor, dessa idéia vendida, percebemos como a vida pode ser divertida, seres humanos são um caos ambulante e viver no meio disso em vez de sonhar com tempos melhores pode ser libertador.

(Lara D.)

0 Esperança

"Saúdo-te, esperança, tu que vens de longe,
inundas com teu canto os tristes corações,
tu que dás novas asas aos sonhos mais antigos,
tu que nos enches a alma de brancas ilusões.

Saúdo-te, Esperança.
Tu forjarás os sonhos
naquelas solitárias desenganadas vidas,
carentes do possível de um futuro risonho,
naquelas que inda sangram as recentes feridas.

Ao teu sopro divino fugirão as dores
como tímido bando de ninho despojado,
e uma aurora radiante,
com suas belas cores,
anunciará às almas que o amor é chegado."

(Pablo Neruda)

Algum dia, talvez...

0 O risco das palavras

domingo, 10 de junho de 2012
(Para Moema de C. e Silva Olival)
Ah! a miséria da oficina das palavras!
Onde pescar a que melhor convém?

Maiakovski

Diante de você sempre emudeço.
Tenho as palavras batendo, ba-ten-do
ao peito mais que à garganta.
Mas é tão grande o risco das palavras
que, delas, finjo que me esqueço.
Ah, as palavras, se não houvesse o risco,
eu diria todas, tropeçando em pedras
como algumas cachoeiras, mas jorrando
sem parar a urgência de suas águas.
Mas as palavras acordam até mesmo
os deuses mais adormecidos
e é melhor não dizê-las, guardá-las
como pedras, mesmo ferindo o peito.
Se eu não as disse algum dia,
alguém lhe dirá sem medo do risco,
porque há os que abrem as comportas
e extravasem sem reservas suas águas.
Mas eu sou dessas barragens
que não se entregam nem extravasam,
mesmo com a maior das enchentes.

(Darcy França Denófrio)

0 Procura-se

Quero um amigo verdadeiro
a quem possa vomitar
a alma e o coração inteiro.

Que me ouça sem interromper,
sem condenar nem defender,
que apenas me ouça o mais profundo.

E depois, sem nada cobrar,
seja terno, seja puro, só amigo,
bebendo comigo, sem dividir nem multiplicar,
a grande solidão de meus segredos.



(Darcy França Denófrio)

0 Incertezas

domingo, 18 de março de 2012
Como sempre, ocupada.
Como sempre, com saudade de escrever.
Como sempre, trabalhando muito.
Como sempre, tentando entender um pouco a vida (pelo menos a minha).

Ao que tudo indica, meus 26 anos estão sendo mais marcantes do que o previsto.

Algo novo?
Não, nem tanto.
O que é então?
A incerteza generalizada.

Incerteza na vida profissional.
Incerteza na vida com Deus.
Incerteza no coração.

É como disse a incrível Florbela Espanca no soneto Interrogação:

“Neste tormento inútil, neste empenho
De tornar em silêncio o que em mim canta,
Sobem-me roucos brados à garganta
Num clamor de loucura que contenho.

Ó alma da charneca sacrossanta,
Irmã da alma rútila que eu tenho,
Dize para onde eu vou, donde é que venho
Nesta dor que me exalta e me alevanta!

Visões de mundos novos, de infinitos,
Cadências de soluços e de gritos,
Fogueira a esbrasear que me consome!

Dize que mão é esta que me arrasta?
Nódoa de sangue que palpita e alastra.... 

Dize de que é que eu tenho sede e fome?!”

Sim, dize de que é que eu tenho sede e fome, pois estranhamente sinto fome e sede de tudo. 
Tudo.

Me sinto como na citação de Apollinaire, a beira do abismo, com medo, sem saber se posso ou melhor, se consigo, voar.
"Venham até a borda, ele disse.
Eles disseram: Nós temos medo. 
Venham até a borda, ele insistiu.
Eles foram. 
Ele os empurrou e eles voaram."


Bjo, bjo 

0 O Nosso Mundo

domingo, 11 de março de 2012
O nosso mundo

Eu bebo a Vida, a Vida, a longos tragos
Como um divino vinho de Falerno
Poisando em ti o meu olhar eterno
Como poisam as folhas sobre os lagos...

Os meus sonhos agora são mais vagos

O teu olhar em mim, hoje é mais terno...
E a Vida já não é o rubro inferno
Todo fantasmas tristes e presságios!

A Vida, meu amor, quero vivê-la!

Na mesma taça erguida em tuas mãos,
Bocas unidas hemos de bebê-la!

Que importa o mundo e as ilusões defuntas?...
Que importa o mundo e seus orgulhos vãos?...
O mundo, Amor! ... As nossas bocas juntas!...
(Florbela Espanca. Livro de Soror Saudade. 1923.)

Então blogueiros,

A vida é imprevisível. Nós somos imprevisíveis.
O que é o “hoje”? E o “amanhã”? O que é o “presente”? E o “futuro”?
Quem sou? Quem eu gostaria de ser? Quem eu posso ser?
Quem está na minha vida hoje? Quem estará amanhã?
Quem eu amei? Quem ainda amo? Quem ainda irei amar?
Concordo com Florbela Espanca ao dizer que "A Vida, meu amor, quero vivê-la!", mas como, quem me acompanhará, ou se deverei seguí-la sozinha, é uma grande incerteza.
A vida é incerta.
Eu sou incerta.
Eu me perco. Eu me confundo.
Eu me interrogo. Eu não me entendo.
Eu não sei aonde ir. Eu não sei se devo ficar.
Eu não sei se devo tentar. Será que devo recuar?

Eu não sei tanta coisa e, sinceramente, não tenho a quem perguntar.

...

0 Devagar, o tempo transforma tudo em tempo

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Boa noite Blogueiros,

Encontrei esse vídeo, meio por acaso no youtube e adorei.
De fato,

"Devagar, o tempo transforma tudo em tempo. O ódio transforma-se em tempo. O amor transforma-se em tempo. A dor transforma-se em tempo. Os assuntos que julgamos mais profundos, mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis, transformam-se devagar em tempo. Mas, por si só, o tempo não é nada, a idade não é nada, a eternidade não existe."

(Poema de José Luis Peixoto).




O tempo é uma benção e não uma maldição.

Bjo, bjo

0 Seja bem vindo

domingo, 29 de janeiro de 2012
"O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa."

Seja bem vindo novo amor.

Bjo, bjo Blogueiros queridos!

0 Feliz 2012!

sábado, 31 de dezembro de 2011
"Te desejo uma fé enorme.

Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que 2012 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Que seja bom o que vier, pra você."

(Dizem que é do Caio Fernando Abreu, se é mesmo, eu não sei... rs)

 
 
 
Blogueiros,
 
Inicialmente quero agradecer a DEUS por mais um ano que se passou.
 
2011 foi um ano difícil, tempo de crescimento e amadurecimento, mas também foi palco de momentos de felicidade, glória e regozijo únicos!
 
Agradeço aos AMIGOS que fiz, os quais me deram forças e seguraram a minha mão, me incentivando a continuar.
 
Agradeço a Dra. JOLIE, quem desempenhou um papel fundamental na minha vida em 2011.
 
E, não menos importante, agradeço a CADA UM DE VOCÊS, seguidores, blogueiros, leitores, curiosos, que estão sempre por aqui, que me leem, me seguem, me ajudam , torçem por mim, pela minha felicidade, assim como torço pela de vcs.
 
O meu MUITO OBRIGADO!
 
Que o ano vindouro seja, em todas as áreas, melhor que o presente.
Me quero ver feliz, me quero ver sem melancolia nenhuma. Quero, da mesma forma, vê-los felizes e sem melancolia alguma!
 
Tudo, mas tudo de bom pra todos nós!
 
Bjo, bjo e Feliz Ano Novo galera!!!

0 E mais um ciclo se fecha... Dra. Jolie!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
“Mas não sei se tenho muita escolha. Procurei freneticamente o contentamento durante tantos anos, de tantas maneiras, e todas essas aquisições e realizações - elas no fim acabam com a sua energia. Se você correr atrás da vida com sofreguidão demais, ela leva à morte.

O tempo - quando perseguido como um bandido - se comporta como um bandido; está sempre uma fronteira ou uma sala na sua frente, mudando de nome e de cor de cabelo para enganar você, saindo pela porta dos fundos do hotel no mesmo instante em que você chega ao lobby com seu mais recente mandado de busca, deixando apenas um cigarro aceso no cinzeiro como provocação. Em determinado momento, você precisa parar, porque ele não vai parar. Você precisa reconhecer que não vai pegá-lo. Que a idéia não é pegá-lo. Em determinado momento, como Richard não pára de me repetir, você precisa relaxar, ficar sentado e deixar o contentamento vir até você.


Relaxar, obviamente, é uma empreitada assustadora para aqueles de nós que acreditam que o mundo só gira porque tem uma alavanca em cima que nós mesmos giramos e que, se largássemos essa alavanca por um instante que fosse, bem — seria o fim do universo. Mas tente largar, Sacolão. Essa é a mensagem que estou recebendo. Fique sentada bem quietinha agora e ponha um fim à sua participação incessante. Veja o que acontece. No final das contas, os pássaros não despencam mortos do céu no meio do vôo. As árvores não murcham nem morrem, os rios não se enchem de sangue rubro. A vida continua. Até mesmo o serviço de correio italiano prossegue na sua marcha trôpega, tocando sua vida sem você — o que lhe dá tanta certeza de que o seu microgerenciamento de cada instante deste mundo é tão essencial? Por que você não esquece isso?

Ouço essa argumentação e ela me atrai. Intelectualmente, acredito nela. Acredito mesmo. Mas, em seguida, eu me pergunto - com todo meu afã incansável, com todo meu fervor exaltado e com toda essa minha natureza estupidamente faminta: o que devo fazer com minha energia, então? A resposta também chega: Procure Deus, sugere minha Guru. Procure Deus como um homem com a cabeça em chamas procura por água.”

(Mais um trecho do livro "Comer, rezar, amar" de Elizabeth Gilbert)



Boa noite Blogueiros queridos,

Segunda-feira, 26/12: mais uma, dentre tantas datas marcantes no ano de 2011.

Hoje minha terapia teve fim.

Como me perguntaram mais cedo: "vc teve alta?" 
- Sim, respondi. Eu tive. Rsrsrs.

Confesso que estou e, contraditoriamente não estou, feliz com isso.

Me acostumei, me apeguei, aprendi a amar, de fato, a querida e maravilhosa Dra. Jolie - minha psico, o anjo que Deus colocou no meu caminho para me auxiliar nessa travessia tortuosa e surpreendente.


Nesses 9 meses de terapia pude aprender a enxergar a vida, a minha própria vida, com outros olhos.

Hoje, no encerramento desse processo analítico de auto-conhecimento, de valorização do "eu", de redescoberta de "quem sou", consegui elaborar e reconhecer pontos importantes e específicos dessa trajetória.

Ao contrário do que proferia aos quatro ventos, minha vida em 2011 não foi um caos. Claro, tive muitos altos e baixos, momentos de dor e sofrimento atroz, porém, também experimentei e vivenciei o sentimento de alegria e júbilo únicos.

Quis compartilhar esse texto com vocês porquanto me vejo refletida nele.
Em 2011, talvez, mais do que nunca, busquei freneticamente o contentamento, de várias maneiras, em inúmeros lugares e em muitas pessoas... contudo, todas essas aquisições e realizações, no fim, acabaram com minha energia.

Chego ao final desse ano estafada, exausta, sobrecarregada, mas em PAZ, comigo e com Deus.

Paz!

Quanto tempo eu a procurei, sem saber que estava todo o tempo ao alcance das minhas mãos...
E não somente a paz, mas a calmaria, o contentamento, o bem estar de se encontrar próximo, protegido e amado por aquele que nunca nos deixa sós.

Deus.

Não dá para maximizar constantemente os problemas.
Não dá para ver a vida de forma tão pessimista e sem esperança.
Não dá para se perder no sentimento de auto-comiseração e afundar, junto dele.

Não dá para fechar os olhos para tanta coisa boa que aconteceu e que continuará acontecendo.
Não dá para desprezar as chances de viver algo novo, pelo simples fato de temer o sofrimento outra vez.
Não dá para deixar de sorrir, sonhar, desejar, crer numa vida melhor.

Não dá pra parar no tempo.
O tempo não para, já cantava Cazuza, e eu, vou avançar. Ou melhor, continuarei.

Mais um ano que se encerra; muitas coisas ficarão para trás, outras para trás já ficaram.

2012 está às portas, como vc irá encará-lo?

Eu, por minha vez, vou de peito aberto, sorriso maroto no rosto e a esperança calcada aos pés do meu Amor Maior...

Jesus.

Bjo, bjo!

0 E a semana está apenas começando

segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Boa noite,

Queria escrever muita coisa, mas peço licença para expressar a tumultuosidade dos meus pensamentos através das frases do adorável Caio Fernando Abreu e da maravilhosa Clarice Lispector.

...porque para um bom entendedor um pingo é letra.

Bjo, bjo e boa semana.


"Ando um pouco para dentro, não sei se você entende. Me fechei um pouco, de tudo. Me abri para mim, me fechei para o resto. Ainda não sei se é certo ou no que vai dar, mas garanto que estou me descobrindo um pouco."

"É só uma questão de se encontrar. Porque às vezes eu me perco e fico me procurando, e não me acho."

"Tô tirando férias, dando um tempo disso. Chega de amar, chega de me doar, chega de me doer."

"Eu preciso muito deixar acontecer o momento da renovação, trocar de pele, mudar de cor. Tenho sentido necessidades do novo, não importa o quê, mais que seja novo, nem que sejam os problemas. Preciso deixar a casa vazia para receber a nova mobília. Fazer a faxina da mente, da alma, do corpo e do coração. Demolir as ruínas e construir qualquer coisa nova, quem sabe um castelo."

"Você percebe que é forte quando se vê obrigada a desistir da pessoa que nunca imaginou ser capaz de deixar um dia."

"Supere isso. E se não puder superar, supere o vício de falar a respeito"

"A carne é fraca, a alma é safada e o diabo ainda atenta."

"Estou aceitando o fato de que algumas pessoas nasceram para sentir o amor, mas não para viver um."

"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga."

(Caio Fernando Abreu)



"Eu sou assim, quero tudo e quero agora. Uns chamam de mimada, mas eu prefiro decidida."

(Clarice Lispector)

Falar mais o quê?!?!??

Bjo, bjo e que Deus me ajude.

0 E o que eu quero? Orientação.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011
"E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu queria amar o que eu amaria - e não o que é. É também porque eu me ofendo a toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. É porque sou muito possessiva e então me foi perguntado com alguma ironia se eu também queria o rato para mim. Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes. Só porque contive os meus crimes, eu me acho de amor inocente. Talvez eu tenha que chamar de “mundo” esse meu modo de ser um pouco de tudo. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário (…). Eu que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu."

(Clarice Lispector - do Livro: Felicidade Clandestina)

Boa noite Blogueiros,

00h57min, e eu tenho tanta coisa pra falar, mas não sei por onde começar.
Acho que essa tem sido a grande dificuldade enfrentada nos últimos dias: linearidade. Ou melhor, falta dela.
Não tenho agido, pensado ou sentido linearmente, está tudo em completa desordem.

Tudojuntoemisturado#

A "tarefa" da semana, indicada pela Dra. Jolie¹ consiste justamente nisso, tentar enxergar o que eu quero agora, "que rumo devo tomar", o que é mais importante nesse momento.

O que é mais importante para mim hoje?
O trabalho. Definitivamente.
Adoro o que faço. Advogar é minha grande paixão, e quanto mais me dôo, mais recebo. Isso sim é uma relação justa! rsrsrs.

Agora, que rumo devo tomar... Bem, isso já é um pouco mais complicado.
Me sinto perdida apesar de sempre buscar orientação.
"Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu", mas até então essa terra eu não encontrei.

Hoje tenho paz, mas ainda não tenho direção.
Sempre me pego relembrando. Tudo. Viagens, amor, surtos, tristezas, baladas, beijos, tentativas, frustrações, novas tentavidas, surpresas, e por assim vai.

Procuro um norte, mas não encontro. Insisto, todavia, permaneço sem respostas.

Eu queria me entender. Queria me desvendar. Às vezes, até eu, sou um mistério para mim.
Desejo tanto, quero mais ainda, sonho como nunca, idealizo, espero, luto, vejo acontecer, ou não...

Será que todo mundo é confuso assim ou somente eu???

Estou cansada. Exausta.
Estou ambígua e obscura, e não sei o que fazer ou para onde ir.

Por hora, minha cama me basta, rs. Madrugada adentro, dubiedade que não me deixa, vou ceder aos encantos do sono, não aguento mais lutar contra...

Quem sabe eu acordo com algumas sugestões?

Bjo, bjo

Obs.1 - Dra. Jolie: Para os novos e queridíssimos seguidores, esse é o codinome que uso ao me referir a minha psicóloga maravilhosa.

0 E se ela se afogar, se recupera.

domingo, 11 de setembro de 2011
“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.

Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.

Estranho é que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?

A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?

A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.

Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?

E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.

A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.

Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”

(Caio Fernando Abreu)


Oi Blogueiros,

Acho que o texto dispensa maiores comentários. Acho que uma frase que representa o sentimento de hoje é a seguinte: "Estranho é que ela já apanhou demais da vida."

Apanhei e cansei. Tô cansada. Cansada das pessoas. Cansada das desilusões. Cansada de perder tempo.
Mas não sou forte, e sim fraca o bastante para não conseguir ter ódio no coração, na alma, na essência.
E é por ser assim que sempre levanto e sigo em frente.

A ordem hoje é NÃO RETROCEDER.

Não retroceder...

Bons sonhos.

Bjo, bjo

1 Desconhecido

quarta-feira, 17 de agosto de 2011
"Ninguém se apaixona por escolha, mas por acaso. Ninguém permanece apaixonado por acaso, é um esforço diário. E ninguém se desapaixona por acaso, É UMA ESCOLHA."

Boa noite Blogueiros,

Tudo bem?

Vez ou outra gosto de compartilhar com vcs bons textos que leio, e hoje é dia de elogiar a Mah Silveira, dona do blog Fragmentos da Mah.

Esse texto foi publicado no começo do ano, mas acho super válido postar aqui. Indico o blog que é recheado de posts sinceros, repletos de emoção e super autenticos.

Parabéns Mah! E blogueiros, espero que gostem.

 "DESCONHECIDO 
Ele não tinha o direito de lhe fazer chorar. Nem sequer bateu na porta, não pediu licença para entrar e ainda roubou o seu bem mais precioso. Quem é ele que trouxe consigo o sofrimento, o poder de destruir os sonhos? De subestimar a razão? Quem é ele?

Falavam que era bonito, que enchia os olhos d'água e os lábios de ternura. Diziam que ele até conseguia mudar a pessoa para sempre e que assim, ela não conseguiria mais viver sem tê-lo por perto. Chegaram a definí-lo inclusive, como insubstituível!

Quando chegou, à primeira vista, realmente era tudo aquilo que ouvira falar e mais um pouco. Era encantador... Causava suspiros por onde passava, mas tinha um certo mistério, até então, não desvendável.

Ele foi conquistando o seu espaço e todos que estavam a sua volta. Era incrível a paz que transmitia, o carinho, a confiança, a alegria... Seus jeitos e trejeitos eram sinônimos de beleza. O que mais querer? O que mais desejar?

Mas com o tempo, ou do dia para noite, ou por questões de segundos, sem perceber, ele mudou. Mudou como nunca se imaginou, como nunca se esperou... Tornou-se insuportável!

Começou a machucar quem lhe queria bem, a ferir sem nenhuma compaixão. Não pensou em ninguém, a não ser em si mesmo. Não quis ir embora mesmo quando se implorava pela sua saída e também não deixou ir... Aprisionou, torturou, magoou enquanto tinha força.

Quando não esperava reação, ainda com muita dor, conseguiu expulsá-lo. Colocou para fora aquele que tanto a fazia mal e estava determinada a nunca mais aceitá-lo de volta, nem que para isso fosse necessário abrir mão de sua felicidade.
Ao jogar suas coisas pela janela, ainda teve coragem de gritar e perguntar qual o verdadeiro nome daquele desconhecido tão próximo, e, ao ouvir a resposta, decepcionou-se ainda mais. Descobriu que quem lhe causou tamanha desilusão, na verdade, se chamava Amor."
Putz! Adoro esse texto! Leio e releio mil vezes e não me canso de elogiar. Parabéns Mah! Vc arrasa!

Não se esqueçam de visitar o blog da Mah Silveira que é show!!!

Bjo, bjo

0 Depois, não adianta reclamar

sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Olá queridos,

Uma amiga me mandou esse texto, porque viu "certa semelhança" nos fatos ali descritos.
Postar aqui seria então, inevitável.

Os homens reclamam muito da mulherada, mas não vêem que são os responsáveis diretos pelo novo comportamento.

É mon chèr, vc precisa entender e assumir as consequências dos seus atos. Uma vez que vc destrói por inteiro o coração de uma mulher, ela, mais cedo ou mais tarde, vai mandar tudo a puta que pariu mesmo, e com razão.

Depois, não adianta reclamar.


RELATO DE UM HOMEM

"Tudo bem..queremos meninas legais, sexy, saradas, bonitas, inteligentes e boazinhas. Muito fácil falar, pois quando aparece uma assim, de bandeja, a primeira coisa que a gente pensa é: Oba, me dei bem. Ficamos com elas uma vez, duas. Começamos a pensar que essa é a mulher que nossas mães gostariam de ter como noras. Se sair um relacionamento, vai ser uma relação estável. Você vai buscá-la na faculdade, vocês vão ao cinema, num barzinho, vai ter sexo toda semana...Tudo básico, até virar uma rotina sem graça.

Você vai olhar os caras bem vestidos e bem humorados indo pra noite arrasar com a mulherada e vai morrer de inveja. Vai sentir falta de dar aquelas cantadas infalíveis na noite, falta de dar umas olhadas pra uma gata, ou de dar aquela dançadinha mais provocativa na pista...

Você pensa: Acho que não estou pronto pra isso, pra me enclausurar pro resto da vida nesse relacionamento. E a boa menina se transforma numa MALA, e aos poucos vai surgindo um nojo dela, uma aversão. Quando você vê o nome dela no celular, não dá vontade de atender... JÁ ERA. Daí aquela promessa de vida estável vai por água abaixo, se a menina não se dá conta, a gente começa a ser grosso, muito grosso. E a pobre menina pensa: O que eu fiz?? Coitada, ela não fez nada, a culpa é nossa mesmo.

Aí, a gente volta pra nossa vidinha, que a gente odiava até semanas atrás. A gente não vê a hora de sair e arrasar na noite ou pegar aquela mulher gostosona que sempre quisemos.

GRANDE DESILUSÃO. Você chega em casa depois da balada, sozinho e fica tentando descobrir porque você não está satisfeito. De repente foi porque a menina da night, a linda, gostosa, misteriosa, fico contigo, mas nem sequer pediu o número do teu telefone.

FRUSTAÇÃO. Daí, por mais que não queira, você pensa na sua menina boazinha que você deixou pra trás, ela podia ter seus defeitos mas era uma menina legal, que ficaria ao seu lado te dando valor. Enquanto isso a boa menina, chateada, lesada, custa a entender o que ela fez pra ter te afastado dela... daí essa dúvida vira ANGÚSTIA, que vira RAIVA. Daí, a menina manda tudo a PUTA QUE PARIU!!!

Não quer mais saber de nada, só de sair, zuar, dançar e beijar outros caras!! Resolve não se envolver mais, pra não sair lesada ou chateada. Muito bem! Acabamos de criar uma MONSTRA...O tempo passa e a gente continua na mesma, volta a reclamar da vida e das mulheres. Elas só querem as coisas com homens cachorros e não estão nem aí pra nós ou será que nós é que fomos os cachorros ????

Elas são assim por culpa nossa. A mulher da night de hoje, era a boa menina de outro homem ontem, e assim sucessivamente. Provavelmente essa nossa ex-boa menina, deve estar enlouquecendo a cabeça de outro homem por aí. Eu a perdi pra sempre, ela virou uma mulher enlouquecedora e a encontrei na balada e ela???

Nem olhou pra mim, mas estava mais linda do que nunca."
Pra finalizar, deixo o link de uma música que gosto muito: O Sol - Jota Quest. Não postei o video pq o programa que utilizo está com problemas, mas logo logo ajeito isso. Só destaco o seguinte:

"Ei, dor eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei, medo eu não te escuto mais
Você não me leva a nada

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou"

Bjo, bjo e boa sexta!

0 É hora de Crescer

terça-feira, 2 de agosto de 2011
Boa noite Blogueiros,

Recebi esse texto de uma amiga e achei super interessante. É longo, mas vale a pena ler.
Ótima terça!
"Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor. 
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba."

ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
É isso ae galera.
Vamos crescer e aproveitar nosso tempo, porque a vida é muito curta.
Lembre-se que, as escolhas são suas. Sempre suas...

Bjo, bjo

0 A Voz Do Silêncio

quarta-feira, 11 de maio de 2011
"Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.
Simples, rápido! E quanta força!

Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.

Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.

Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.

Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.

Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.

Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
"Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!"

É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.

É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha
com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.

Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.

O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.
E fala alto.

É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem.

(Marta Medeiros)

Oi gente.
Hoje acordei tão deprê, tão 'chué', com vontade de colo, cafuné, bajulação e beijo bom.
Acho que é culpa da TPM, mas temo que não seja exatamente isso.
Só espero que passe logo. Já me cansei de tantos dias melancólicos, sofridos e sem cor.
Sai pra lá tristeza! Credo.

Bjo, bjo