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0 Oscar de Melhor Curta de Animação 2012: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

quinta-feira, 1 de março de 2012
Boa noite Blogueiros,

Quero compartilhar com vocês um pouco sobre o Curta Metragem de Animação vencedor do Oscar 2012: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore.

O filme de William Joyce e Brandon Oldenburg tem pouco mais de 15 minutos de duração e faz uma adorável e importante homenagem à literatura.

Dar asas à imaginação, ver o mundo com outros olhos. Cor, música, vida!
Vida... Os livros tem vida própria, eles dançam, se ajeitam, observam, sentem, são reais, tal como nós. Tudo é possível, tudo se torna realidade quando lemos.

O filme é emocionante, envolvente e surpreendente do começo ao fim. Possui uma bela trilha sonora, contando ainda, com os sons feitos pelas ações dos livros voadores do Sr. Morris - o  “cirurgião das palavras” -, o qual utiliza instrumentos inusitados para salvar um livro, fato que influenciará na escrita de sua própria obra.
"O filme ressalta a importância da leitura, deixando claro que uma pessoa que não mantém uma relação constante com os livros é considerada quase que desprovida de vida." (Cinema em Cena ).
 
 


"Dupla delícia. O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado." (Mário Quintana).
 
Bjo, bjo

1 O fabuloso destino de Sara Caroline

segunda-feira, 16 de maio de 2011
Boa noite blogueiros.
Hoje só gostaria de deixar com vcs uma música que gosto muito e que sempre me traz sensações boas.

La valse d'Amélie Poulin



Quero e pretendo falar sobre o filme (O Fabuloso destino de Amélie Poulin) em outra oportunidade, mas por hora fica a canção, para ouvir e ouvir repetidas vezes...

Bjo, bjo e bons sonhos

0 Uma tangueira em formação!

sábado, 16 de abril de 2011
Boa tarde blogueiros!
Gostaria de compartilhar com vcs minha nova paixão: o Tango.
No início de 2010 comecei a fazer aulas de dança de salão. Em dezembro do mesmo ano fiz minha primeira apresentação! Dancei uma valsa vienense no baile da "Bela e a Fera". Foi inesquecível!

Hoje já danço um pouco de forró, bolero, soltinho e comecei a aprender o samba de gafieira! Mas quero falar mesmo é do tango.

Pois bem.

Namoro acabado e eu no fundo do poço. Só não sabia que encontraria uma mola propulsora pra me tirar de lá (ainda estou saindo...).

Fiz três coisas importantes e concomitantemente, das quais falarei em outra ocasião. Agora, só quero falar de uma das minhas decisões: voltar a dançar.

Voltei pra dança de salão na segunda quinzena de março/2011 e fui convidada a iniciar as aulas de tango. Topei na hora! É um grande desafio pra mim, algo extremamente motivador.

O casal que dá aulas é maravilhoso - Levi e Clarice! São pessoas que já tenho no meu coração. Como era esperado me aproximei muito deles e fui aprendendo além da prática, um pouco da história do tango.

O tango é a dança dos corpos entrelaçados. É um diálogo novo, a sedução feita movimento. O casal de baile roça os sapatos entre sensuais carícias, como se houvesse um romance entre os bailarinos. A primeira expressão precursora do que seria o tango, foi a incorporação nos bailes, do casal abraçado - e figuras coreográficas próprias dos bailes dos negros.

Nos bailes dos negros, marcando a coreografia do candombe, o som da pele do tambor deu-lhe o nome de tan-gó. De acordo com o musicólogo Ortiz Oderico, o nome tango é uma corruptela do nome Xangô, deus do trovão e das tempestades na mitologia dos Yorubás da Nigéria (África Ocidental), onde Xangô também era o nome do tambor usado nos rituais. Como afirma Jorge Luiz Borges, o tango é negro na raiz.

Segundo Horacio Ferrer, "com a Guardia Vieja há um empobrecimento da dança do tango. Com a ampla divulgação tirada de sua privativa condição de dança de la orilla, as figuras que a adornavam foram suavizando-se, empobrecendo ou perdendo-se paulatinamente. Do bailarino de bordel da Boca ao bailarino de cabaré há tanta diferença, como deste para o bailarino dos clubes atuais".

Em 1865, o ator canadense residente em Buenos Aires, German Mckay, parodiava seus gestos e linguagem, personificando comicamente o Negro Schicoba, na interpretação de canto e dança chamados tango.O compasso foi mudando com os anos, mas o ritmo da canção entoada por Mckay, cuja partitura ainda existe, fez do velho candombe a dança oficial dos negros; o Negro Schicoba, escrita em 2/4, mostrava, em seus compassos de "habanera", certos traços do que viria a constituir-se o som e a estrutura musical do tango.

No passado eram populares várias espécies de tango: o "tango andaluz" (1855-1880), o "tango cubano" e outras variedades. Os conhecidos como "tangos africanos" eram interpretados pelos artistas das companhias espanholas que atuavam na cidade e entravam em cena caracterizados de negros, como fazia Mckay e outros atores americanos.

Em público, dançavam homens com homens. Naqueles tempos era considerada obscena a dança entre homens e mulheres abraçados, sendo este um dos aspectos do tango que o manteve circunscrito aos bordéis, onde os homens utilizavam os passos que praticavam e criavam entre si nas horas de lazer mais familiar.



O tango como é hoje conhecido era dançado nos bailes do sub-mundo, que aconteciam na periferia e arrabaldes de Buenos Aires: Corrales Viejos (hoje conhecido como Parque Patricio); Bateria (hoje, Retiro), Santa Lucia, em Barracas al Sur (hoje Avellaneda) e em Recoleta, onde hoje existe o aristocrático parque com o mesmo nome. Os personagens dos arrabaldes eram compadres, malandros e arruaceiros e o cenário eram as casas de danças e bordéis baratos.

É aí onde começa a tragetória do tango e a primeira etapa de sua identidade musical acontece quando é criada sua orquestra típica "criolla". Do contato com os bordéis, aparece uma série de títulos com duplo sentido: "El Choclo", "La Flauta de Bartolo", "La Cara de la Luna", "La Budinera", "Dame la Lata", "Che", "Sacame el Molde", etc.

Esse ambiente fez com que o tango fosse uma música proibida. Não só pelos personagens e lugares onde era executado, mas também pela maneira como os pares dançavam, tão agarrados, dando-lhe um caráter erótico e carnal difícil de se disfarçar. Carlos Vega, estudioso da dança universal, expressava, num artigo publicado em 1954 no Jornal La Prensa: ""dançar tango é algo grave e profundo; quando se dança não se ri".

Existem numerosos estilos atualmente, como por exemplo o Tango Argentino, o Tango de Salão (Estilo americano e internacional), o Tango Finlandés, o Tango Chinês, entre outros. O Tango Argentino é considerado como sendo o “autêntico” tango, já que é o mais parecido com o que se dançou originalmente em Buenos Aires, Argentina.

Tenho me empenhado muito nas aulas de tango e confesso que saio de lá exausta. É uma dança que exige muita postura, mescla o movimento, equilíbrio, respiração e sedução. Executar passos é o menor dos problemas... rs. Chegar até essa fase e realizar isso com leveza, harmonia e beleza que é difícil, rs. É incrível e tem me feito muito bem! Bem pra alma...

Deixo com vcs o vídeo que me motivou a procurar uma academia de dança. É um tango dançado por Antônio Banderas e Katya Virshila, extraído do filme Vem Dançar. A música tema é do Gotan Project, um grupo que toca eletrotango (tem um link aqui no blog sobre eles - eu adoro!). Vale muito a pena assistir não só o vídeo, mas todo o filme!



Espero que vc tb se empolgue com o tango e assim como eu, procure uma academia pra aprender a dançar, porque é bom demais!!!!!

Mil beijos dessa blogueira-tangueira em formação! =)

0 Filme: Uma Prova de Amor

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ontem decidi ir ao cine, sozinha, depois do trabalho, pra dar uma relaxada, e tive a felicidade de assistir um dos filmes mais fantásticos e emocionantes dos últimos tempos: "Uma Prova de Amor".
Verdadeiramente, fui surpreendida por esse romance.
É magnífico!
Um drama que remonta todas as emoções de forma singular.
[Chorei do começo ao fim (rs)]. Era exatamente isso que eu procurava há tempos no cinema, e não encontrava.
Portanto, sugiro. Assista! Vale muitíssimo a pena.
Irei vê-lo ainda, outra vez.
Como não sou crítica de cinema, encontrei algo na net. Peço licença, para transcrever aqui. Leia, se inspire e não perca mais tempo. Vá agora mesmo ao cine e deleite-se, com o melhor!

BjO!
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O cineasta Nick Cassavetes volta aos cinemas com um drama que mexe com todas as emoções do espectador e, mesmo carregando uma trama sensível, é densa. "Uma Prova de Amor" é um dos melhores dramas do ano e merece ser assistido.

Filho do renomado John Cassavetes, conhecido por seu trabalho autoral no cinema americano, Nick Cassavetes tem se tornado referência com os bons dramas que traz às telas. O principal deles, até agora, é "Diário de uma Paixão", romance encantador que certamente deve dividir as atenções na filmografia do diretor com este "Uma Prova de Amor". Baseado no livro best seller escrito por Jodi Picoult, Cassavetes faz uma leitura incrível da fragilidade do ser humano e da dificuldade em perder aquilo que é importante. Aliás, o longa transita por tantas outras temáticas que é complicado defini-lo em uma só. De qualquer forma, estão lá os atritos familiares, a juventude acabada de forma prematura, o questionamento do que é amar, o poder dos pais sobre os filhos, a incapacidade de aceitar a morte e tantas outras vertentes que demonstram pessoas fracas e egoístas sentimentalmente.

A trama escrita por Cassavetes e Jeremy Leven emociona por inteiro. Anna Fitzgerald (Abigail Breslin) tem 11 anos e decide processar os pais Sara (Cameron Diaz) e Brian (Jason Patric) para impedir que eles continuem usando o corpo dela na tentativa de salvar a vida de Kate (Sofia Vassilieva), irmã de Anna que tem um câncer muito raro. Para defender Anna na corte, Campbell Alexander (Alec Baldwin) aceita os 700 dólares que a garota tem a oferecer para que o caso possa seguir. A obsessão de Sara em salvar a filha doente, que agora precisa de um rim para ganhar mais tempo de vida, faz com que a família foque tanto no câncer da menina que, de certa forma, neglicencie não só Anna, mas também seu irmão Jesse (Evan Ellingson). Assim, a vida de todos é alterada pelo pedido de emancipação médica de Anna e agora eles precisam lutar contra a ideia de que a família chegou aos limites da sensatez e precisam procurar forças para aceitar o destino.

O mais impressionante no roteiro de "Uma Prova de Amor" vem juntamente com a direção de Cassavetes. Aliados texto e câmera, o longa exibe uma sensibilidade tão forte que é praticamente impossível não se emocionar logo na sequência inicial quando Anna narra que foi uma criança "feita por encomenda". Da mesma forma, o andamento do filme traz situações mágicas, sempre cercada de uma sensação definitiva, como se todos aqueles personagens estivessem prestes a perder tudo, mas que eles não estão preparados para isso. O que poderia virar um melodrama exagerado, ganha apenas em sentimentalismo, sem nunca extrapolar no teor dramático de suas sequências.

No primeiro ato do filme, Cassavetes se utiliza da narração em off das diferentes visões de cada personagem da família Fitzgerald. O recurso é utilizado de forma correta para acrescentar, logo no começo, o que cada personagem sente. Assim, é possível associar as atitudes futuras deles com a forma que cada um é atingido com a história. Entretanto, a primeira falha do longa reside em não se utilizar mais dessa alternativa, já que a partir do segundo ato há um desvio narrativo que foca mais no romance vivido por Kate enquanto tratava de seu câncer. Além de perder a estrutura narrativa do início, o argumento do filme também sofre um desvio e esquece do motivador de tudo aquilo, que foi o processo judicial levantado por Anna. Por mais que o romance de Kate possa justificar muita coisa em sua vida, ele desvirtua o que outrora foi apresentado; logo sendo retomado no terceiro ato, quando há o julgamento do caso. Essa quebra desagrada, mas mesmo assim o filme não deixa de ser rico em conteúdo.

O que poderia ser visto como defeito, é suprido imediatamente por outros atrativos do longa, principalmente pelo incrível elenco que Cassavetes reuniu. Abigail Breslin tira a atenção de todos quando está em cena, se mostrando mais madura e diferente de seus papéis anteriores, como em "Pequena Miss Sunshine" e "A Ilha da Imaginação". Breslin tem um potencial cênico incrível, atuando como uma estrela de longa data. Em um determinado momento, ela enfrenta os pais ao justificar o por quê do processo judicial, e simplesmente faz uma das cenas mais naturais e fantásticas do filme. Ao lado de Breslin, Sofia Vassilieva interpreta Kate de uma forma apaixonante. Alternando momentos de tristeza, felicidade, alívio, docilidade, e segurança, Vassilieva conquista de cara e não transforma sua personagem em uma coitada. Ainda no elenco juvenil, Evan Ellingson, mesmo tendo pouco tempo em tela em relação a Breslin e Vassilieva, sabe mostrar toda a confusão que passa devido aos abalos da estruturação familiar.

Entre os atores mais experientes, Cameron Diaz tem mais uma vez a oportunidade de se distanciar das comédias e o faz com glória. Diaz já mostrou parte do seu potencial dramático em "Vanilla Sky", por exemplo, mas aqui tem a oportunidade de interpretar uma mãe descontrolada que é capaz de tudo, inclusive passar por cima de sua filha, para manter a outra viva. O personagem de Jason Patric funciona de uma forma mais caricatural no começo, como o marido que não questiona tanto os atos da esposa, mas depois se revela mais interessante em cena. No elenco secundário ainda temos Alec Baldwin, com um toque canastrão, mas que conquista o público justamente por se aliar à personagem de Breslin; além da participação especial de Joan Cusack, sempre competente e segura.

A história beneficia esse elenco grandioso justamente por trazer a cada um deles um sentimento, uma importância, uma razão. Nenhum dos citados é esquecido quanto às dificuldades que já passaram em suas vidas e as motivações que os levam a seguir por determinados caminhos. Todos os personagens são interessantes, todos acrescentam e trazem carga dramática para a trama. Com essa eficácia incrível do roteiro, não tem como não se emocionar com o que eles narram, dialogam e vivem. As lágrimas são possíveis por suas trajetórias, sempre regadas a uma trilha sonora belíssima que transita por Jeff Buckley, Regina Spektor, James Blunt, entre outros.

Assim como "Diário de uma Paixão", Cassavetes cria outro drama pesado e belo, que mesmo com seus defeitos, não perde a inspiração. "Uma Prova de Amor" questiona até onde o ser humano é capaz de fazer por uma pessoa que ama e até onde esse amor é saudável. Um drama denso e que leva facilmente às lágrimas, o filme é uma das melhores películas que estrearam este ano em circuito e imperdível para quem gosta de grandes histórias.

Crítica disponibilizada no site: www.cinemacomrapadura.com.br