Mostrando postagens com marcador Ódio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ódio. Mostrar todas as postagens

0 Meu erro

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
http://www.youtube.com/watch?v=m09A78Ek6Tg

Meu Erro. Paralamas.

"Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado
Bastaria
Ah, meu Deus
Era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais"

Adivinhe só.
Você me abandonou. Pela segunda vez.

Por mais difícil que seja, não há como lutar contra isso.
Eu amo você e parece que amo sozinha.
Eu vou ao seu encontro, mas você nunca está.

Eu insisto, em vão.
Você deveria ao menos, ter a decência de dizer que não me ama e que não quer mais nada.
De quê adianta "voltarmos" se você desaparece, por completo?

Você sempre me pergunta o que eu amo em você, contudo sempre tenho na ponta da língua tudo o que odeio. E de tudo que mais odeio, o que prevalece é o ódio à sua indiferença e desprezo.
Nunca conheci alguém tão egoísta e insensível quanto você.

Eu queria saber o seu filme preferido, sua cor predileta, a música que mais te marcou, porquê a perda do seu pai continua a te afetar tanto assim.

Eu queria entender o que se passa no seu coração, os seus velhos e novos medos, essa sua fixação pela solitude quando é tão bom estar a dois. Nós dois.

Eu queria te esquecer de uma vez por todas, e deixar no passado tudo o que vivemos.

Eu queria deixar de te amar e seguir com a minha vida, sem que eu esteja sempre presa à sua sombra.

Eu queria que você morresse porque só assim consigo viver sem você.

Eu não consigo viver sem você.

0 O contrário do Amor

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
"O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto."

Martha Medeiros

...DBoy