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0 Meu erro

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
http://www.youtube.com/watch?v=m09A78Ek6Tg

Meu Erro. Paralamas.

"Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado
Bastaria
Ah, meu Deus
Era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais"

Adivinhe só.
Você me abandonou. Pela segunda vez.

Por mais difícil que seja, não há como lutar contra isso.
Eu amo você e parece que amo sozinha.
Eu vou ao seu encontro, mas você nunca está.

Eu insisto, em vão.
Você deveria ao menos, ter a decência de dizer que não me ama e que não quer mais nada.
De quê adianta "voltarmos" se você desaparece, por completo?

Você sempre me pergunta o que eu amo em você, contudo sempre tenho na ponta da língua tudo o que odeio. E de tudo que mais odeio, o que prevalece é o ódio à sua indiferença e desprezo.
Nunca conheci alguém tão egoísta e insensível quanto você.

Eu queria saber o seu filme preferido, sua cor predileta, a música que mais te marcou, porquê a perda do seu pai continua a te afetar tanto assim.

Eu queria entender o que se passa no seu coração, os seus velhos e novos medos, essa sua fixação pela solitude quando é tão bom estar a dois. Nós dois.

Eu queria te esquecer de uma vez por todas, e deixar no passado tudo o que vivemos.

Eu queria deixar de te amar e seguir com a minha vida, sem que eu esteja sempre presa à sua sombra.

Eu queria que você morresse porque só assim consigo viver sem você.

Eu não consigo viver sem você.

2 A rainha de alguém

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Distante do blog há meses. Mudei o foco, mas em dias como hoje é necessário escrever.

Grande parte do blog foi escrito em meio a uma confusão emocional interminável.  Era interminável e, por vezes, me faz crer que ainda é.

O segundo personagem central dos posts em boa parte dos anos 2010 a 2012 tem nome, sobrenome, endereço e uma vida real e desgraçada.

Eu o amei. O esqueci. Me refiz. Fui amaldiçoada. E o amei outra vez.

Maldito e estúpido coração.

Estúpida e novamente estúpida, eu.

Depois de outros tantos altos e baixos, me deparei com um trecho da música escolhida e postada por esse '2º personagem', logo após o meu aniversário:

"I'm just a waste of her energy
And shes just wasting my time"
 
(Jack Johnson. Wasting time). 

Que belo presente não é mesmo?!

Só quero que em 2013 eu não desperdice o tempo de ninguém e que enfim, eu seja a rainha de alguém.

"If I could be king, even for a day
I would take you as my queen
I would have it no other way
And our love would rule
This kingdom we have made"
 
(Eric Clapton. Change the world).

0 Compreenderia?!

terça-feira, 19 de junho de 2012

" 'Cause I've been in love before
And I found that love was more
Than just holdin' hands.

If I give my heart
To you,
I must be sure
From the very start
That you
Would love me more than her.

If I trust in you
Oh, please,
Don't run and hide.
If I love you too
Oh, please,
Don't hurt my pride like her

'Cause I couldn't stand the pain."

I can not stand.
And I could not understand what you want to tell me days ago.
What do you want?

1 A alegria fugidia

segunda-feira, 18 de junho de 2012
ORAÇÃO A TERESINHA DO MENINO JESUS

Perdi o jeito de sofrer.
Ora essa.
Não sinto mais aquele gosto cabotino da tristeza.
Quero alegria! Me dá alegria,
Santa Teresa!
Santa Teresa não, Teresinha...
Teresinha... Teresinha...
Teresinha do Menino Jesus.

Me dá alegria!
Me dá a força de acreditar de novo
Pelo Sinal
Da Santa
Cruz!
Me dá alegria! Me dá alegria,
Santa Teresa!...
Santa Teresa não, Teresinha...
Teresinha do Menino Jesus.

(Manuel Bandeira)

Pois bem Blogueiros,

Quero alegria, me dá alegria!
Alegria que há muito se perdeu

por tantos caminhos tentou voltar,
chegou bem perto, pertinho,
mas como num piscar de olhos se fez fugidia,
desertora, esquiva...

Oh sentimento impalpável e tempestuoso!
volte a fazer morada aqui!
dentro de mim.

Ainda que por breve lapso de tempo
traga o sorriso maroto,
aquele gostoso que sempre escapava
entre risos e beijos nervosos


e olhares que mais diziam do que viam...

0 Ounn..!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

0 E o que temos para hoje...

quarta-feira, 2 de maio de 2012
Então Blogueiros,

Às vezes eu fico pensando que não tem mais jeito. Parece que fiquei estigmatizada por conta do último relacionamento.
Não consigo me envolver com ninguém, ou se me envolvo, dura tão pouco que sequer pode ser considerado como algo concreto.
Me prometi que não deixaria ninguém nunca mais me magoar, mas com isso e, para efetivar isso, levantei tantos muros ao meu redor que hoje, já não vejo como sair.

Engraçada a vida. Ela está sempre nos pregando alguma peça. Se sou crédula e tenho o coração aberto e disposto a me aventurar no amor, vem alguém pra destruir tudo o que levei uma vida inteira para construir. Se tenho o coração receoso e desconfiado, me cerco com tantas barreiras de proteção, que ninguém se dispõe a ultrapassá-las e enxergar o que está do outro lado.

Sim, eu sei. Eu sei que do outro lado há uma pessoa que foi tão magoada, tão pisada, tão enganada, tão ferida, que se esconde atrás de muitas desculpas por medo de viver tudo outra vez. Entretanto, sei também, que agora há uma mulher melhor. Mais realista, mais sensata, mais pé no chão, mais madura, mas que está pronta para amar outra vez.

Estou cansada. Cansada, cansada, cansada.

Será que algum dia terei e viverei a dádiva de amar e ser amada? Será que algum dia essa realidade nua e crua terá um gostinho de mel?

Não sei. E essa incerteza e tantos desencontros estão acabando comigo.

É isso o que temos para a quarta, que tem cara de segunda-feira...

"Em vez disso, as emoções costumam se misturar durante muitos anos num cozido de contradições desconfortavelmente cru." (Elizabeth Gilbert in Comprometida).

Bjo, bjo

0 Quem é vc?

domingo, 22 de abril de 2012
"Aquarius Horóscopo Diário: 22 de Abril
Essa pessoa nova em sua vida tem algumas surpresas chocantes. Seja apenas um amigo ou um parceiro em potencial, pode ser que eles tenham resumido seus passados um pouco demais ou talvez você descobrirá que tem valores de vida radicalmente diferentes."

Blogueiros,

Como é difícil fazer uma escolha.
E sim, as coisas podem se complicar rápido demais.

Fico intrigada: quando acredito que valha a pena correr determinado risco (e, sinceramente nesse caso estou disposta a me jogar de cabeça), sou surpreendida pelo dark side do outro.

À primeira vista tudo é atraente e belo, tudo fascina e inspira mas, de repente, numa fração de segundo, o outro deixa escapar aquilo que vc se nega a enxergar; aquilo que vc repete o tempo todo que não é verdade, que é nóia sua, que foi só uma impressão desconfigurada da maravilha que está diante dos seus olhos, entretanto, mon chèr, não há nada desajustado em vc, talvez há no outro algo que vc não engula, nem mesmo depois de vários José's (Cuervo, meu querido)...

Putz, tantos desencontros com o certo (os quais me levam diretamente ao errado) me cansam.
Estou cansada. Exausta.


=(

0 Será que você não vê?!?!?

domingo, 25 de março de 2012
"É comum perder-se o bom por querer o melhor." (William Shakespeare)

Já não há tempo a perder.
Na verdade nunca houve, mas eu tenho perdido demais.

Tenho perdido muita coisa.
Tenho perdido o bom por querer o melhor.
Tenho me perdido.

Vejo a vida passar diante dos meus olhos.
Vejo prováveis amores partindo.
Vejo oportunidades únicas sendo deixadas para trás.
Vejo metas 'minhas' sendo alcançadas por outros e eu, permaneço à deriva de mim.

"There's a blue bird in my heart that wants to get out", será que você não vê???




Queria que visse e não somente isso, que agisse.

0 Saudade é não saber. Saudade é não querer saber.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
"A DOR QUE DÓI MAIS

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.


Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Sauda...de do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer."
 
(Martha Medeiros)

Então...
Se saudade é não saber, é não querer saber, bem, ela existe, mesmo sem querer.
Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe! rs.
O que passou, passou. E é lá, no passado, que certas coisas devem ficar. Pra sempre.

Ah..! Deixo uma música que combina com o feriado e com meu coração hoje.
Esse carnaval me trouxe um presente, uma novidade, um sentimento novo e fresco. Tudo de bom! (LFM).

"Vem comemorar
Escandalizar ninguém
Vem me namorar,
Vou te namorar também
Vamos pra avenida
Desfilar a vida, carnavalizar"

(Marisa Monte)

Bjo bjo e bom final de carnaval galera do bem!


0 Amar é fletar com a Morte

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Mais uma verdade Blogueiros...




Ela é Andrea Beheregaray, dona do blog TPM - Manifestação Criativa de Impulsos Homicidas. Vale a pena conferir!

Bjo, bjo!

0 Comer, rezar, amar

terça-feira, 3 de janeiro de 2012
“Tenho um histórico de tomar decisões muito rápidas em relação aos homens. Sempre me apaixonei depressa e sem avaliar os riscos. Tenho tendência não somente a ver apenas o que há de melhor nas pessoas, mas a partir do princípio de que todo mundo é emocionalmente capaz de alcançar o potencial máximo. Já me apaixonei pelo potencial máximo de um homem mais vezes do que consigo enumerar, em vez de me apaixonar pelo homem em si, e em seguida agarrei-me ao relacionamento durante muito tempo (algumas vezes, tempo demais), esperando que o homem chegasse à altura de sua própria grandeza. Muitas vezes, no amor, fui vítima do meu próprio otimismo. Casei-me jovem e depressa, cheia de amor e esperança, mas sem conversar muito sobre o que significariam as realidades do casamento. Ninguém me deu conselhos sobre meu casamento. Meus pais haviam me criado para ser independente, auto-suficiente, para tomar as minhas próprias decisões. Quando cheguei aos 24 anos, todos partiam do princípio de que eu era capaz de fazer minhas próprias escolhas de forma autônoma. E claro que o mundo nem sempre foi assim, Se eu houvesse nascido durante qualquer outro século do patriarcado ocidental, teria sido considerada propriedade do meu pai, até que ele me entregasse ao meu marido para que eu me tomasse propriedade sua pelo casamento. Eu teria rido muito pouca coisa a dizer sobre as grandes questões da minha vida. Em outro período da história, caso um homem houvesse se interessado por mim, meu pai poderia ter se sentado com esse homem e desfiado uma longa lista de perguntas para verificar se aquela seria uma união adequada. Ele teria perguntado: "Como você vai sustentar a minha filha? Qual a sua reputação nesta comunidade? Quais são as suas dívidas e bens? Quais são os pontos fones do seu caráter?" Meu pai não teria simplesmente deixado eu me casar com qualquer um pelo simples fato de eu estar apaixonada pelo sujeito. Na vida moderna, porém, quando tomei a decisão de me casar, meu moderno pai não se intrometeu em nada. Ele não teria interferido nessa decisão, da mesma forma como não teria me dito que penteado usar. Acreditem em mim: não tenho nenhuma nostalgia do patriarcado. Mas o que passei a perceber foi que, quando o sistema do patriarcado foi (felizmente) desmantelado, ele não foi necessariamente substituído por outra forma de proteção. O que quero dizer é o seguinte: nunca me passou pela cabeça fazer a um pretendente as mesmas perguntas difíceis que meu pai poderia ter-lhe feito, em uma época diferente. Eu me entreguei ao
 amor muitas vezes, unicamente em nome do amor. E algumas vezes, ao fazer isso, entreguei também tudo que eu tinha. Se eu quiser realmente me tornar uma mulher autônoma, então preciso assumir esse papel de ser minha própria protetora. Em uma frase famosa, Gloria Steinem certa vez aconselhou às mulheres que elas deveriam se transformar nos homens com quem gostariam de se casar. O que só percebi recentemente foi que não apenas eu preciso me transformar no meu próprio marido, mas preciso me transformar também no meu próprio pai. E é por isso que, nessa noite, fui para a cama sozinha. Porque sentia que ainda não estava na hora de eu aceitar um pretendente.”

"Comer, rezar, amar" de Elizabeth Gilbert.

O texto dispensa cometários.

Como eu tô adorando esse livro!

Bjo, bjo blogueiros!

0 A impontualidade do Amor

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
"Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender."

Martha Medeiros

Blogueiros,

Transcrevi uma sequência de crônicas da Martha Medeiros pois revelam o que sinto agora. Não quero escrever muito. Não agora. Minha cabeça está quente com os últimos acontecimentos. Depois explico melhor;

Boa primeira semana em 2012!

Bjo, bjo

0 Avesso imperfeito

quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Olá Blogueiros,

Às vezes, revendo fotos, posts, ouvindo certas canções, relembro tudo, com uma intensidade descomunal.

Como é possível suportar tanta oscilação?

O coração, definitivamente, é o órgão campeão em regeneração.

Fígado?! Que nada! Aquele que agüenta as piores dores e os momentos mais terríveis, incluindo a sucumbência das mágoas na infinidade etílica é o danado e insistente coração.

Segundo a Wikipédia, “a enciclopédia livre”, o coração é um órgão muscular oco que bombeia o sangue de forma que circule no corpo e, em nós seres humanos, esse percurso é feito em aproximadamente 50 segundos em repouso.

Neste tempo o órgão bombeia sangue suficiente a uma pressão razoável, para percorrer todo o corpo nos sentidos de ida e volta, transportando assim, oxigênio e nutrientes necessários às células que sustentam as atividades orgânicas. O coração se localiza em uma bolsa chamada caixa torácica, entre os pulmões. É um órgão muscular, pode se contrair e se relaxar.

Assim como o órgão pulsante e pujante, minha história tem sido escrita, com idas e vindas no amor, inícios nascidos no território limítrofe das sutilezas e términos contrariados. Ciclos que se fecham, todavia, sem um remate final, como pontas soltas de um bordado de avesso imperfeito.

Eu sou imperfeita.




 “No quarto, já despida sobre a cama, não conseguia adormecer. Seu corpo pesava-lhe, existia além dela mesma como um estranho. Sentia-o palpitante, aceso. Fechou a luz e os olhos, tentou fugir, dormir. Mas continuou por longas horas a perscrutar-se, a vigiar o sangue que se arrastava grosso pelas suas veias como um animal bêbedo. E a pensar. Como não se conhecia até então.”

(Clarice Lispector)

Bjo, bjo

0 Tirai-me Senhor, do cativeiro do meu coração

domingo, 20 de novembro de 2011
Boa tarde Blogueiros,

Ando sumida, eu sei. Sempre quero escrever, mas nunca encontro um espaço livre pra isso. Ademais, tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, que nem sei por onde devo começar.

Hoje, quero compartilhar um e-mail pessoal, que enviei a uma amiga em resposta a um texto que ela havia escrito e enviado anteriormente a mim. Creio que sintetiza com clareza e objetividade a tumultuosidade do meu coração atualmente.

Preciso desabafar...




Olá S*,

" Eu morro de medo de uma vida sem Deus, e morro de medo de uma vida com Deus! "

Essa, definitivamente, foi a frase mais verdadeira e real pra mim. Compartilho o mesmo sentimento.

As incertezas se tornam cada dia mais latentes pra nós.

Hoje, eu ainda me sinto em cima do muro: casar ou não casar, eis a questão... rs.

Sempre tive certeza do que eu queria para meu futuro, e sempre planejei cada um dos meus passos, até o momento em que uma decepção tão devastadora destruiu meu coração. Desde então me sinto perdida e desorientada. Sem rumo, sem prumo, sem nada. Com tanta dor e sangue pulsando dentro de mim, misturado a um sentimento de desespero, pressão, raiva, insatisfação, incerteza e muita frustração.

Mas, nesses 25 aninhos (rs) pude aprender uma valiosa lição: Maldito o homem que confia no homem.
Maldita sou, por ter confiado o meu coração, o meu amor e a minha vida a alguém que, apesar de insituí-lo "senhor e única razão do meu existir", não era Deus.

Eu me doei como nunca. Me entreguei sem reservas, sem limites, sem ponderações, sem raciocínio, sem pudores, sem nada, e olha só onde fui parar?!?!?!?

Nos últimos oito meses me transformei em alguém que não sou.
Me destruí e me reconstruí toda torta e remendada, com partes de mim ainda abertas, latentes e putréfadas.
Odeio ser a pessoa de hoje mas, infelizmente, não dá pra ser a mesma Srta. Caroline de antes.

Pensando e refletindo em tudo isso vejo que o meu "medo de uma vida com Deus", me levou a uma vida sem Ele, e as consequências dessa escolha são as piores possíveis e imagináveis.
Chego a pensar que não terei conserto ou solução, talvez, nunca mais seja feliz e sã como outrora. Todavia, no mesmo instante em que escrevo isso, me lembro que a vida com Deus é surpreendente e maravilhosa, e o amor d'Ele, manifesto na Cruz por mim e por você é capaz de transformar todo choro em riso!

Essa é minha única esperança.

Te amo muito em Cristo e sei que Deus tem um propósito especial em nos manter unidas.

Conte comigo. Eu conto com você.

Beijo!

Srta. Caroline.


Salmos 126

Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.
Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o SENHOR a estes.
Grandes coisas fez o SENHOR por nós, pelas quais estamos alegres.
Traze-nos outra vez, ó SENHOR, do cativeiro, como as correntes das águas no sul.
Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.
Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.

Amém.

0 But I'm grown...

sábado, 5 de novembro de 2011
"All I can ever be to you,
Is a darkness that we knew
And this regret
I got accustomed to
Once it was so right
When we were at our high,
Waiting for you in the hotel at nightI knew
I hadn´t met my match
But every moment we could snatch
I don't know why
I got so attached
It's my responsibility,
And You don't owe nothing to me
But to walk away I have no capacity"

(Amy Winehouse)


Pois bem Blogueiros,

Mais uma decepção pra coleção.
Acho melhor não descrever os detalhes de mais um sórdido e desastroso acontecimento na vida amorosa.

Os homens, quem poderá entendê-los?

Sou fã da Amy, suas músicas são super intensas, até meio insanas e, quando se fala de destroços emocionais, ela é perfeita! rs. A forma como levou sua vida pessoal não é da minha conta. Sinto apenas, por perder uma artista singular, dona de uma voz única! Mas não é sobre a artista que venho falar, e sim, sobre mim.

"Tears Dry On Their Own" descreve com perfeição o desfecho de uma história fantasiosa, inventada e, contraditoriamente vivida, louca e compulsivamente. Meu conto de fadas iniciado na Itália, continuado no Brasil, não durou tanto quanto eu gostaria e já chegou ao fim.

Não importa, afinal:

"He walks away
The sun goes down,
He takes the day but I'm grown
And in your way
My deep shade
My tears dry"

Estou bem.

A próxima viagem já está marcada.
Comemorarei meus 26 aninhos em alto estilo!
Vou para o Caribe!!!!!!!!!!!!

Quem sabe lá, encontro um novo amor? ... hahaha.

Bjo, bjo

0 Punk...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011
"Um dia de monja, um dia de puta, um dia de Joplin, um dia de Tereza de Calcutá, um dia de merda" (Caio Fernando de Abreu)

Blogueiros,

Minha vida está de cabeça para baixo.

Essa ansiedade por existir, por me conhecer, por ter – sentimentos, amores, desejos, coisas, pessoas... – está gerando um verdadeiro caos.

Ontem alguém me disse que o erro não se limita a pessoa que o cometeu. Seus efeitos, por vezes, catastróficos, se estendem àqueles que estão ao nosso redor.

Verdade!

Medo.

Muito medo das conseqüências dos meus atos impensados. Medo da minha impulsividade. Medo dessa pressa em viver tudo de uma única vez.

Preciso urgentemente dar um “break” na minha vida, pôr o “pé no freio” mesmo! Mas, sabe quando tudo toma uma proporção muito maior da esperada e vc simplesmente não sabe como mudar o curso da história? Da sua própria história?!?

É exatamente isso que está acontecendo comigo.

Não sei como mudar!

Não sei como parar!

Não sei como sobrestar-me!

Sinto-me “descendo ladeira a baixo”, passando irrefletidamente por todos os sinais de “PARE”, todos os avisos de “CUIDADO”, todas as “ADVERTÊNCIAS” no meio do caminho.

SOCORRO!

SOCORRO!

SOCORRO!

Preciso de socorro, preciso de auxílio, preciso de alguém que me ajude a parar antes que aconteça um desastre maior.

Misericórdia é tudo o que peço a Deus.

Muita misericórdia, livramento e graça.

Quero muito mudar a minha vida, antes que algo externo e indesejado me faça mudar.

Tenso.

Triste.

Preocupante.

Desesperador.

Esses são, definitivamente, os sentimentos de hoje. Credo.

Bjo, bjo

0 Fé em Deus, pé na estrada

terça-feira, 11 de outubro de 2011
"Aos caminhos, entrego o nosso encontro. E se tiver que ser, como tem que ser, do jeito que tiver que ser, a gente volta um dia" (Caio Fernando Abreu)



Boa noite Blogueiros,

Os dias voaram, e num susto percebo que amanhã estarei em Sp, para uma viagem bem diferente da planejada incialmente... Mas isso já não importa mais, não é mesmo?!

Me desejem sorte, festa, risos, meu querido J. Cuervo e muito beijo na boca, daqueles de tirar o fôlego - porque tô precisando... rsrsrsrs.

Quero deixar com vcs uma música que me enviaram hoje e que achei linda demais, apesar da melancolia e tristeza preponderante: "Someone like you" da Adele. O video é legendado para facilitar a vida de quem, assim como eu, não é expert (ainda) em inglês, rs.



"I remember you said
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead"
 
E como...

Bjo, bjo!!!

0 Vamos nos encontrar em Sampa?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011
"Did you forget about me, Mr. Duplicity?
I hate to bug you in the middle of dinner
But it was a slap in the face
How quickly I was replaced
And are you thinking of me when you fuck her?

'Cause the love that you gave, that we made
Wasn't able to make it enough
For you to be open wide, no
And every time you speak her name
Does she know how you told me you'd hold me
Until you died?
'Til you died?
But you're still alive

And I'm here to remind you
Of the mess you left when you went away
It's not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know

'Cause the joke that you laid in the bed
That was me, and I'm not going to fade as soon
As you close your eyes, and you know it
And everytime I scratch my nails
Down someone else's back,
I hope you feel it
Well, can you feel it?"

(You Oughta Know - Alanis Morissette)

 
 
Boa noite Blogueiros,
 
Tá, eu sei que Alanis Morissette soa meio anos 90, mas estou de fato, impressionada com a qualidade de suas músicas e sua voz sempre embriagada. Estou amando ouvir seus albúns! E o "Jagged Little Pill Acoustic" (2005) até agora, é meu preferido.
 
Ao ouvir essa canção pensei: Putz! que música é essa?! É tãããããããããããããão realista! (...). Não poderia deixar de compartilhar com vcs. Espero que gostem.
 
Semana que vem estarei em SP.
Caso algum blogueiro queira me encontrar é só mandar um e-mail. Já falei com a Tati, uma blogueira super querida, e estamos nos organizando para sairmos...
Desde já estão todos convidadíssimos!
 
Espero vcs.
 
Beeeijo e ótimo fds =]

1 Anda. Seja forte. Seja feliz. Seja uma mulher.

domingo, 2 de outubro de 2011
"Te desejo uma fé enorme.
Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas (...)."
(Caio Fernando Abreu)

Olá Blogueiros,
 
Eu insisto em entender o que não se entende.
Eu fico com a "pulga atrás da orelha" e não canso de pescrutar meu coração.
Eu não lido bem com os "nãos" que a vida me dá.
Eu, irritradiça e teimosa, insisto, implico, não deixo de lado. E sabe o que isso me adianta?
NADA. Absolutamente.
 
Quanto tempo tenho perdido, quantas chances desperdiçadas, quantos amores passaram por mim e eu não vi, pelo simples fato de não desistir, de não esquecer, de não seguir em frente sem olhar para trás (olhar para trás é mesmo o meu maior problema). Eu não desisto. Nunca, nunca mesmo. Mas a vida segue. Sim, vida segue.
 
E eu? Até quando estarei perdida nesse vácuo que o amor me deixou?
Eu recebo flores, chocolates, elogios aos montes, pretendentes também... mas o que se pode fazer quando seu coração não é tocado?
 
Sou movida pela emoção, pela paixão, pela intensidade de se viver. Não sei fazer nada "por conveniência". Não sei, tampouco quero aprender a escolher "por comodidade", porque "faz bem", porque é a escolha "acertada".

Acho isso pouco. Raso e superficial. Vazio e sem sentido. Eu não sou assim e não quero nada disso para minha vida.

É horrível sentir esse medo.
Medo da infelicidade. Medo de uma vida medíocre.
Quero engolir o mundo inteiro. Ter o máximo de conhecimento. Falar várias línguas. Sentir todas as sensações e emoções. Beber todas as bebidas. Conhecer os mais diversos lugares. Quero conhecer gente. Quero gargalhar, várias vezes, por horas, dias inteiros! Quero beijar. Quero abraços longos e confortantes. Quero amar. Quero tudo, sabe?!?! Todavia, uma vida só é muito pouco para tudo isso.

Sinto uma urgência latente. Uma pressa em ser feliz. Entretanto, as coisas não acontecem na mesma velocidade do meu pensamento.

Não sei se depois de escrever tudo isso é possível chegar a alguma conclusão. Talvez, um pensamento, que compartilho com o maravilhoso escritor Caio Fernando Abreu:

"Tenho medo de já ter perdido muito tempo. Tenho medo que seja cada vez mais difícil. Tenho medo de endurecer, de me fechar, de me encarapaçar dentro de uma solidão -escudo".

Porém...

"Continue andando. Enfrente seus problemas de cara. Reaja. Vai. Tá pensando que é só você que sofre? Tá enganada. Anda menina. Para de ser infantil. A culpa não é de ninguém. Se apaixonou, agora segura. Anda. Seja forte. Seja feliz. Seja uma mulher."

Um bom domingo, cheio de chuva e reflexão...

Depois de meses de forte seca, enfim, a chuva chega em terras goianas

Bjo, bjo

1 Desconhecido

quarta-feira, 17 de agosto de 2011
"Ninguém se apaixona por escolha, mas por acaso. Ninguém permanece apaixonado por acaso, é um esforço diário. E ninguém se desapaixona por acaso, É UMA ESCOLHA."

Boa noite Blogueiros,

Tudo bem?

Vez ou outra gosto de compartilhar com vcs bons textos que leio, e hoje é dia de elogiar a Mah Silveira, dona do blog Fragmentos da Mah.

Esse texto foi publicado no começo do ano, mas acho super válido postar aqui. Indico o blog que é recheado de posts sinceros, repletos de emoção e super autenticos.

Parabéns Mah! E blogueiros, espero que gostem.

 "DESCONHECIDO 
Ele não tinha o direito de lhe fazer chorar. Nem sequer bateu na porta, não pediu licença para entrar e ainda roubou o seu bem mais precioso. Quem é ele que trouxe consigo o sofrimento, o poder de destruir os sonhos? De subestimar a razão? Quem é ele?

Falavam que era bonito, que enchia os olhos d'água e os lábios de ternura. Diziam que ele até conseguia mudar a pessoa para sempre e que assim, ela não conseguiria mais viver sem tê-lo por perto. Chegaram a definí-lo inclusive, como insubstituível!

Quando chegou, à primeira vista, realmente era tudo aquilo que ouvira falar e mais um pouco. Era encantador... Causava suspiros por onde passava, mas tinha um certo mistério, até então, não desvendável.

Ele foi conquistando o seu espaço e todos que estavam a sua volta. Era incrível a paz que transmitia, o carinho, a confiança, a alegria... Seus jeitos e trejeitos eram sinônimos de beleza. O que mais querer? O que mais desejar?

Mas com o tempo, ou do dia para noite, ou por questões de segundos, sem perceber, ele mudou. Mudou como nunca se imaginou, como nunca se esperou... Tornou-se insuportável!

Começou a machucar quem lhe queria bem, a ferir sem nenhuma compaixão. Não pensou em ninguém, a não ser em si mesmo. Não quis ir embora mesmo quando se implorava pela sua saída e também não deixou ir... Aprisionou, torturou, magoou enquanto tinha força.

Quando não esperava reação, ainda com muita dor, conseguiu expulsá-lo. Colocou para fora aquele que tanto a fazia mal e estava determinada a nunca mais aceitá-lo de volta, nem que para isso fosse necessário abrir mão de sua felicidade.
Ao jogar suas coisas pela janela, ainda teve coragem de gritar e perguntar qual o verdadeiro nome daquele desconhecido tão próximo, e, ao ouvir a resposta, decepcionou-se ainda mais. Descobriu que quem lhe causou tamanha desilusão, na verdade, se chamava Amor."
Putz! Adoro esse texto! Leio e releio mil vezes e não me canso de elogiar. Parabéns Mah! Vc arrasa!

Não se esqueçam de visitar o blog da Mah Silveira que é show!!!

Bjo, bjo