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0 Procura-se

domingo, 10 de junho de 2012
Quero um amigo verdadeiro
a quem possa vomitar
a alma e o coração inteiro.

Que me ouça sem interromper,
sem condenar nem defender,
que apenas me ouça o mais profundo.

E depois, sem nada cobrar,
seja terno, seja puro, só amigo,
bebendo comigo, sem dividir nem multiplicar,
a grande solidão de meus segredos.



(Darcy França Denófrio)

0 Irritabilidade

sábado, 24 de março de 2012
"Aquarius Horóscopo Diário: 24 de março de 2012

Seus amigos estão todos se comportando como loucos neste momento. A energia deles é grande, eles estão sensíveis e tensos como cordas de violinos antes de um concerto e alguém parece estar brincando com eles. Você pode optar por simplesmente tirar o telefone do gancho."


Pois bem caros blogueiros,

Amigos são ótimos, mas as vezes são péssimos também.
Estou extremamente irritada e mais uma vez o horóscopo está certo: meus amigos estão se comportando como loucos nesse momento. Completamente.

Saco.

Bjo, bjo e sanidade galera! Chega de surtação.

0 Oscar de Melhor Curta de Animação 2012: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

quinta-feira, 1 de março de 2012
Boa noite Blogueiros,

Quero compartilhar com vocês um pouco sobre o Curta Metragem de Animação vencedor do Oscar 2012: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore.

O filme de William Joyce e Brandon Oldenburg tem pouco mais de 15 minutos de duração e faz uma adorável e importante homenagem à literatura.

Dar asas à imaginação, ver o mundo com outros olhos. Cor, música, vida!
Vida... Os livros tem vida própria, eles dançam, se ajeitam, observam, sentem, são reais, tal como nós. Tudo é possível, tudo se torna realidade quando lemos.

O filme é emocionante, envolvente e surpreendente do começo ao fim. Possui uma bela trilha sonora, contando ainda, com os sons feitos pelas ações dos livros voadores do Sr. Morris - o  “cirurgião das palavras” -, o qual utiliza instrumentos inusitados para salvar um livro, fato que influenciará na escrita de sua própria obra.
"O filme ressalta a importância da leitura, deixando claro que uma pessoa que não mantém uma relação constante com os livros é considerada quase que desprovida de vida." (Cinema em Cena ).
 
 


"Dupla delícia. O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado." (Mário Quintana).
 
Bjo, bjo

0 Feliz 2012!

sábado, 31 de dezembro de 2011
"Te desejo uma fé enorme.

Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que 2012 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Que seja bom o que vier, pra você."

(Dizem que é do Caio Fernando Abreu, se é mesmo, eu não sei... rs)

 
 
 
Blogueiros,
 
Inicialmente quero agradecer a DEUS por mais um ano que se passou.
 
2011 foi um ano difícil, tempo de crescimento e amadurecimento, mas também foi palco de momentos de felicidade, glória e regozijo únicos!
 
Agradeço aos AMIGOS que fiz, os quais me deram forças e seguraram a minha mão, me incentivando a continuar.
 
Agradeço a Dra. JOLIE, quem desempenhou um papel fundamental na minha vida em 2011.
 
E, não menos importante, agradeço a CADA UM DE VOCÊS, seguidores, blogueiros, leitores, curiosos, que estão sempre por aqui, que me leem, me seguem, me ajudam , torçem por mim, pela minha felicidade, assim como torço pela de vcs.
 
O meu MUITO OBRIGADO!
 
Que o ano vindouro seja, em todas as áreas, melhor que o presente.
Me quero ver feliz, me quero ver sem melancolia nenhuma. Quero, da mesma forma, vê-los felizes e sem melancolia alguma!
 
Tudo, mas tudo de bom pra todos nós!
 
Bjo, bjo e Feliz Ano Novo galera!!!

0 E mais um ciclo se fecha... Dra. Jolie!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
“Mas não sei se tenho muita escolha. Procurei freneticamente o contentamento durante tantos anos, de tantas maneiras, e todas essas aquisições e realizações - elas no fim acabam com a sua energia. Se você correr atrás da vida com sofreguidão demais, ela leva à morte.

O tempo - quando perseguido como um bandido - se comporta como um bandido; está sempre uma fronteira ou uma sala na sua frente, mudando de nome e de cor de cabelo para enganar você, saindo pela porta dos fundos do hotel no mesmo instante em que você chega ao lobby com seu mais recente mandado de busca, deixando apenas um cigarro aceso no cinzeiro como provocação. Em determinado momento, você precisa parar, porque ele não vai parar. Você precisa reconhecer que não vai pegá-lo. Que a idéia não é pegá-lo. Em determinado momento, como Richard não pára de me repetir, você precisa relaxar, ficar sentado e deixar o contentamento vir até você.


Relaxar, obviamente, é uma empreitada assustadora para aqueles de nós que acreditam que o mundo só gira porque tem uma alavanca em cima que nós mesmos giramos e que, se largássemos essa alavanca por um instante que fosse, bem — seria o fim do universo. Mas tente largar, Sacolão. Essa é a mensagem que estou recebendo. Fique sentada bem quietinha agora e ponha um fim à sua participação incessante. Veja o que acontece. No final das contas, os pássaros não despencam mortos do céu no meio do vôo. As árvores não murcham nem morrem, os rios não se enchem de sangue rubro. A vida continua. Até mesmo o serviço de correio italiano prossegue na sua marcha trôpega, tocando sua vida sem você — o que lhe dá tanta certeza de que o seu microgerenciamento de cada instante deste mundo é tão essencial? Por que você não esquece isso?

Ouço essa argumentação e ela me atrai. Intelectualmente, acredito nela. Acredito mesmo. Mas, em seguida, eu me pergunto - com todo meu afã incansável, com todo meu fervor exaltado e com toda essa minha natureza estupidamente faminta: o que devo fazer com minha energia, então? A resposta também chega: Procure Deus, sugere minha Guru. Procure Deus como um homem com a cabeça em chamas procura por água.”

(Mais um trecho do livro "Comer, rezar, amar" de Elizabeth Gilbert)



Boa noite Blogueiros queridos,

Segunda-feira, 26/12: mais uma, dentre tantas datas marcantes no ano de 2011.

Hoje minha terapia teve fim.

Como me perguntaram mais cedo: "vc teve alta?" 
- Sim, respondi. Eu tive. Rsrsrs.

Confesso que estou e, contraditoriamente não estou, feliz com isso.

Me acostumei, me apeguei, aprendi a amar, de fato, a querida e maravilhosa Dra. Jolie - minha psico, o anjo que Deus colocou no meu caminho para me auxiliar nessa travessia tortuosa e surpreendente.


Nesses 9 meses de terapia pude aprender a enxergar a vida, a minha própria vida, com outros olhos.

Hoje, no encerramento desse processo analítico de auto-conhecimento, de valorização do "eu", de redescoberta de "quem sou", consegui elaborar e reconhecer pontos importantes e específicos dessa trajetória.

Ao contrário do que proferia aos quatro ventos, minha vida em 2011 não foi um caos. Claro, tive muitos altos e baixos, momentos de dor e sofrimento atroz, porém, também experimentei e vivenciei o sentimento de alegria e júbilo únicos.

Quis compartilhar esse texto com vocês porquanto me vejo refletida nele.
Em 2011, talvez, mais do que nunca, busquei freneticamente o contentamento, de várias maneiras, em inúmeros lugares e em muitas pessoas... contudo, todas essas aquisições e realizações, no fim, acabaram com minha energia.

Chego ao final desse ano estafada, exausta, sobrecarregada, mas em PAZ, comigo e com Deus.

Paz!

Quanto tempo eu a procurei, sem saber que estava todo o tempo ao alcance das minhas mãos...
E não somente a paz, mas a calmaria, o contentamento, o bem estar de se encontrar próximo, protegido e amado por aquele que nunca nos deixa sós.

Deus.

Não dá para maximizar constantemente os problemas.
Não dá para ver a vida de forma tão pessimista e sem esperança.
Não dá para se perder no sentimento de auto-comiseração e afundar, junto dele.

Não dá para fechar os olhos para tanta coisa boa que aconteceu e que continuará acontecendo.
Não dá para desprezar as chances de viver algo novo, pelo simples fato de temer o sofrimento outra vez.
Não dá para deixar de sorrir, sonhar, desejar, crer numa vida melhor.

Não dá pra parar no tempo.
O tempo não para, já cantava Cazuza, e eu, vou avançar. Ou melhor, continuarei.

Mais um ano que se encerra; muitas coisas ficarão para trás, outras para trás já ficaram.

2012 está às portas, como vc irá encará-lo?

Eu, por minha vez, vou de peito aberto, sorriso maroto no rosto e a esperança calcada aos pés do meu Amor Maior...

Jesus.

Bjo, bjo!

0 Nada como o tempo

sábado, 20 de agosto de 2011
"O tempo é o mais sábio dos conselheiros" (Plutarco)

Boa noite queridos,

É sábado a noite, mas a gripe me deixa mal pela segunda semana consecutiva e não dá pra sair de casa assim, bom pra descansar, pra recuperar as energias integralmente utilizadas durante a semana punk e agitada, que teve direito a novas amizades - uns franceses em intercâmbio no Brasil, uiuiuiui! hahaha.

Tô meio mal fisicamente, mas alegre e radiante no coração.

Plutarco estava certo.
O tempo queridos, é o mais sábio dos conselheiros e, definitivamente, é a melhor coisa que existe. Ele ajusta tudo na vida, e dia a dia posso ver tudo com calma e mais clareza.

Tá certo que o tempo em si mesmo não é milagreiro, mas aliado a outros fatores vira uma fórmula mágica! rs. No meu caso o tempo, a terapia, a viagem dos sonhos, os amigos, a família, um novo curso, e especialmente Deus, transformaram muito minha realidade.
O tempo me fez ver que o amor é importante a medida que eu me amo. Eu me redescobri. Me reinventei. Me fiz de novo. Me encontrei.

Agora, com paz no coração, a cabeça no lugar, posso escolher o que é melhor pra mim. Ter a "sorte" e, principalmente, o poder de decisão sobre "um amor tranqüilo com sabor de fruta mordida".




Quero sim matar a sede na saliva, mas nada destrutivo ou devastador. Quero romancear, quero lisongeios, quero conquista, quero um cavalheiro, quero surpresas, várias surpresas...

... e assim caminho dia após dia. Surpreendida pela vida e por tantas coisas boas que ainda podem acontecer. Que eu esteja pronta para cada uma delas!

Alegria seja bem vinda! Não deixe mais esse lugar, que é todo seu...

Bjo, bjo

2 Confusão...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011
“Hoje não escondo nada do que sinto e penso, e às vezes também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento." (Martha Medeiros)

Oi de novo Blogueiros,

Dois posts no mesmo dia. Eu sei.
Sinal de tormenta e loucura.
Como se fosse novidade me sentir assim...

Acordei com vontade de amar.
Com vontade de ser amada outra vez.
Com vontade de acreditar que é possível acontecer de novo, e agora, do “jeito certo”.
Será mesmo possível?
Será que existe “certo x errado” no amor?

Acordei cheia de tantas vontades, medos e desejos.

Não, não estou com ninguém (até porque me soava como afronta, uma mutilação, uma invasão de mim e eu não me sentia - e ainda não me sinto -, pronta pra isso de novo).

Não sei por que, mas de um tempo pra cá os pretendentes estão brotando alucinadamente, rs, e querendo compromisso, namoro, casório, tudo (rsrs)! Tudo o que sempre procurei, mas que agora desprezo, afasto, afugento, corro em sentido oposto, em total desespero e não olho pra trás.

Como pode ser isso?

Fico impressionada em como uma desilusão nos mata, mesmo nos deixando vivos, mas como diz a querida Martha Medeiros: "Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente."

Sinto que o amor passado, bem... é passado. Não está mais dentro de mim, por mais que algumas vezes ele queira dar a impressão que ainda existe, digo e afirmo sempre, que é mentira! E que agora o meu coração é meu de novo.

Ocorre que essa semana tive um encontro que mexeu demais comigo. Tanto, que estou “incomodada”, o que me fez voltar a escrever compulsivamente no blog.

Quem é ele?

Bem... é meu “Primeiro Amor”.

Um amor da adolescência, com quem quase me casei (mesmo!), com quem convivi alguns anos e hoje continua sendo um importante e querido amigo. Estranho né?!

Fato é que nunca nos desligamos por completo um do outro.

Afastamo-nos, especialmente enquanto eu namorava. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, rs. Afinal, como se explica esse tipo de relação pra um namorado atual? Não dá pra entender. Eu não entenderia, e também não gostaria.

Também não “ficamos” desde o término, que aconteceu há pouco mais de 03 anos. Só que agora, com essa reaproximação, sinto-me ligeiramente confusa...

My “First Love” é uma pessoa incrível. Nunca conheci alguém que fosse a metade do que ele é. E ele é, exatamente, o “meu tipo”. Em tudo.

Talvez vc possa me perguntar: “Mas porque vcs não voltam? Por que não tentam outra vez?”

Sinceramente eu não sei.

Parece que não tem clima.
Somos tão amigos.
Não conversamos sobre “nós”, até porque não existe “nós” há muito tempo...
Existe um carinho, um afeto, um querer bem único, mas “só”.

Enfim...
Não sei como terminar o post. Então vou terminar assim mesmo, deixando a questão em aberto... Até porque, eu não tenho solução ou um final pra isso.

“É confuso. Tudo que sinto é enorme e ao mesmo tempo me faz sentir pequena. A solidão é gigantesca e me faz sentir mínima” (Martha Medeiros)

Bjo, bjo

0 E eu me descubro alguém incrivelmente feliz!

terça-feira, 26 de julho de 2011
"Em alguns dias ensolarados, você se sentirá inesperadamente triste, e alguns temporais vão trazer a você muita esperança." (Martha Medeiros)

Boa noite queridos blogueiros,

Fim de férias, retomada das atividades rotineiras e escrever no blog é uma necessidade urgente.

Muitas coisas aconteceram nesse tempo "out". Infelizmente meu note pifou no meio da viagem e fiquei meio incomunicável, virtualmente falando. Voltei para o Brasil e depois de dias, meu lindo e amado irmão, enfim, conseguiu solucionar os problemas técnicos do note. Tudo certo agora. Oba!

Gente do céu, tanta coisa aconteceu nesse tempo, que nem sei por onde começar! Mas penso que sintetizar o que aconteceu no meu coração é o que mais importa nesse primeiro momento de compartilhamento com vcs.

Pois bem, voltei e agora é tudo novo.
Um novo começo. Uma nova história. Um novo coração. Uma nova vida. Uma nova Sara Caroline. Um novo EU.

Durante a viagem, eu me descobri alguém incrivelmente feliz.
Na verdade, não sei explicar como, mas a medida que o tempo passava mais alegria e regozijo eu sentia no meu coração.

Foi a realização de um grande sonho, acompanhada da mudança do meu interior.
Sou outra pessoa, ou pelo menos é assim que me sinto, e é isso que importa, até porque, finalmente encontrei a paz e a alegria que tanto busquei!

Paris é uma cidade mágica e foi o cenário inicial dessa mudança.

Foi em Paris que senti uma paz e uma alegria que pensei nunca mais sentir, mas graças a Deus pensei errado... E dia após dia, essa alegria foi tomando conta de mim, por inteiro, e é assim que me sinto agora: FELIZ!

FELIZ como nunca pensei que poderia ser!

Estou feliz e sinto que me basto, e eu nunca achei que me bastasse. Isso é INCRÍVEL!!!!!!!!! rsrsrs

Agora, só quero manter esse sentimento, de alegria e paz, abundante e plena. A plenitude de Sara Caroline!

Vou finalizar o post, pois preciso sair agora, e não dá pra deixar o blog abandonado assim. Morro de saudade dos meus queridos blogueiros, que comentam sempre.

Fico por aqui, em breve tem mais!

Bjo, bjo

0 Ah Paris...

domingo, 10 de julho de 2011
"Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar. Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja. Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja." (in "Onde estivestes de noite" - Clarice Lispector)

 
Boa noite blogueiros queridos,

Que saudade de escrever!

Estou em Milão, na Itália, e tanta coisa aconteceu até aqui. Estou de férias na Europa e tudo é maravilhoso. Gostaria de compartilhar com vcs alguns momentos especiais vividos em Paris e em Nice, na França.

Paris change me!
Paris mudou completamente o meu coração. Existe algo mágico naquela cidade, algo que não consigo explicar, mas tão forte que me fez abrir os olhos, os ouvidos e o coração para uma nova vida.
Não sei como, tampouco o porquê, mas me sinto uma nova mulher.
Após o impacto causado pela Torre Eiffel (algo que sonhei e tanto esperei), depois de passar o dia todo ouvindo música nas ruas, dentro dos trens, nas estações, sentei numa escadaria ao lado do rio Senna, na compania de dois amigos queridos, para ouvir um músico que ali estava.

A medida que Antony (sim conheci o cara pessoalmente, sim o beijei também, rsrsrs) cantava e tocava meu coração se aquecia e ali mesmo, no meio da galera, em Paris, no final da tarde comecei a chorar e a gargalhar compulsivamente.

Foi uma explosão de sentimentos. Senti uma alegria tão grande, mas tão grande, que não conseguia me conter! E uma paz, que não lembrava que existia.

Foi algo mágico!

Foi uma libertação.

Desde então me sinto diferente. Estou diferente. Estou feliz!
Sinto uma alegria e uma paz que pensei que nunca mais sentiria. E agora, eu SINTO! Não é incrível?!?!
Sou grata a Deus por isso. Por cada momento especial vivido aqui. Pela superação. Pela nova vida. Pela nova Sara Caroline.

Estou no 10ª dia da viagem e creio que muita coisa boa ainda está por vir e eu estou pronta pra viver isso e muito mais!

"... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio 'apesar de' que nos empurra para a frente. Foi o 'apesar de' que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida." (Clarice Lispector)

E é com essa multidão de sentimentos bons e atropelados que sigo meus dias aqui. Que a novidade de mim mesma cresça dia a dia e eu me descubra tão feliz e tão incrível como até então não era.

Milhões de beijos queridos!

Muita paz e alegria pra todos nós!

2 E no dia dos namorados a amizade é o amor que nunca morre.

domingo, 12 de junho de 2011
"Mal posso acreditar que tenho limites, que sou recortada e definida. Sinto-me espalhada no ar, pensando dentro das criaturas, vivendo nas coisas além de mim mesma. Quando me surpreendo ao espelho não me assusto porque me ache feia ou bonita. É que me descubro de outra qualidade. Depois de não me ver há muito quase esqueço que sou humana, esqueço meu passado e sou com a mesma libertação de fim e de consciência quanto uma coisa apenas viva. Também me surpreendo, os olhos abertos para o espelho pálido, de que haja tanta coisa em mim além do conhecido, tanta coisa sempre silenciosa.
(...)
Às vezes, à minha descoberta, segue-se o amor por mim mesma, um olhar constante ao espelho, um sorriso de compreensão para os que me fitam. Período de interrogação ao meu corpo, de gula, de sono, de amplos passeios ao ar livre. Até que uma frase, um olhar — como o espelho — relembram-me surpresa outros segredos, os que me tornam ilimitada. Fascinada mergulho o corpo no fundo do poço, calo todas as suas fontes e sonâmbula sigo por outro caminho. — Analisar instante por instante,  perceber o núcleo de cada coisa feita de tempo ou de espaço. Possuir cada momento, ligar a consciência a eles, como pequenos filamentos quase imperceptíveis mas fortes. É a vida? Mesmo assim ela me escaparia.

Outro modo de captá-la seria viver. Mas o sonho é mais completo que a realidade, esta me afoga na inconsciência. O que importa afinal: viver ou saber que se está vivendo? — Palavras muito puras, gotas de cristal. Sinto a forma brilhante e úmida debatendo-se dentro de mim. Mas onde está o que quero dizer, onde está o que devo dizer? Inspirai-me, eu tenho quase tudo; eu tenho o contorno à espera da essência; é isso? — O que deve fazer alguém que não sabe o que fazer de si? Utilizar-se como corpo e alma em proveito do corpo e da alma? Ou transformar sua força em força alheia? Ou esperar que de si mesma nasça, como uma conseqüência, a solução?

Nada posso dizer ainda dentro da forma. Tudo o que possuo está muito fundo dentro de mim. Um dia, depois de falar enfim, ainda terei do que viver? Ou tudo o que eu falasse estaria aquém e além da vida? — Tudo o que é forma de vida procuro afastar. Tento isolar-me para encontrar a vida em si mesma. No entanto apoiei-me demais no jogo que distrai e consola e quando dele me afasto,  encontro-me bruscamente sem amparo. No momento em que fecho a porta atrás de mim, instantaneamente me desprendo das coisas. Tudo o que foi distancia-se de mim, mergulhando surdamente nas minhas águas longínquas.

Ouço-a, a queda. Alegre e plana espero por mim mesma, espero que lentamente me eleve e surja verdadeira diante de meus olhos. Em vez de me obter com a fuga, vejo-me desamparada, solitária, jogada num cubículo sem dimensões, onde a luz e a sombra são fantasmas quietos. No meu interior encontro o silêncio procurado. Mas dele fico tão perdida de qualquer lembrança de algum ser humano e de mim mesma, que transformo essa impressão em certeza de solidão física.
Se desse um grito — imagino já sem lucidez — minha voz receberia o eco igual e indiferente das paredes da terra. Sem viver coisas eu não encontrarei a vida, pois? Mas, mesmo assim, na solitude branca e limitada onde caio, ainda estou presa entre montanhas fechadas. Presa, presa. Onde está a imaginação? Ando sobre trilhos invisíveis. Prisão, liberdade. São essas as palavras que me ocorrem. No entanto não são as verdadeiras, únicas e insubstituíveis, sinto-o. Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome.
(...)
Naquele dia, na fazenda de titio, quando caí no rio. Antes estava fechada, opaca. Mas, quando me levantei, foi como se tivesse nascido da água. Saí molhada, a roupa colada à pele, os cabelos brilhantes, soltos. Qualquer coisa agitava-se em mim e era certamente meu corpo apenas. Mas num doce milagre tudo se torna transparente e isso era certamente minha alma também. Nesse instante eu estava verdadeiramente no meu interior e havia silêncio. Só que meu silêncio, compreendi, era um pedaço do silêncio do campo. E eu não me sentia desamparada.
(...)
É preciso que eu não esqueça, pensei, que fui feliz, que estou sendo feliz mais do que se pode ser. Mas esqueci, sempre esqueci."
(Clarice Lispector em Perto de um coração Selvagem)
Boa tarde blogueiros,

Hoje é dia de reflexão.
As coisas tendem a gritar e eu me sinto silêncio.
Ontem, descobri que ex assumiu publicamente o namoro com a garota com quem me traía.
Choro? - Óbvio.
Raiva? - Evidente.
Tristeza? - Inevitável.
Aceitação? - Jamais.
Por mais que eu procure uma justificativa pra tudo o que me aconteceu, entendo que isso de nada adianta, nada mudará os fatos. Os fatos.
Mas sabe de uma coisa, preciso viver minha vida. Deixar pra trás o que pra trás ficou, e seguir adiante seja como for.

Eu temi nos últimos dias a data comemorada hoje: Dia dos Namorados. Fiz mil conjecturas, sobre tudo, e me surpreendi. A vida, às vezes, nos presenteia e ter amigos é a melhor coisa do mundo.

Apesar da tristeza causada, ontem, pude gargalhar muito. Voltando da pós, encontro em cima da minha cama uma cesta de chocolates e um cartão que dizia:

"Há momentos na vida em que nós somos só sentimento. Nesses momentos, percebemos que sentimentos de alegria, carinho e amizade são fundamentais para alimentar nosso coração e nos trazer a certeza de que nós nunca estamos sós. Sempre existem pessoas especiais que de alguma forma, contriibuem para dar um valor especial à nossa existência. Que bom que existem pessoas como vc!

Porque a gente tamém é fã de você! 

R. e B."

Quem é R. e B.?
São os melhores amigos que Deus poderia colocar na minha vida!
Junto com a V., formamos um belo Quarteto Fantástico! rs.
Amigos tão maravilhosos, gentis, amáveis, que cuidam de mim e que nunca me dão as costas. Obrigado por fazerem parte da minha história. Que nossa amizade e união permaneça! Sem vcs, não sei se conseguiria chegar até aqui.

"A amizade é um amor que nunca morre" (Mário Quintana). 

Blogueiros,

Muitas vezes indago o porquê de tanta dor e decepção. Fico tentando entender a maldade do coração do homem - e não consigo, simplesmente não consigo.
Porém, agraciada pelo convívio com pessoas tão especiais, tenho a esperança e a fé renovada.
Um dia, o amor irá me sorrir outra vez. Um dia, eu sei que vai.

 Bjo, bjo!
E para os amigos R. e B. um beijo maior ainda!!!!

2 Não era amor, era um superlativo fantasioso da realidade.

segunda-feira, 6 de junho de 2011
Olá blogueiros queridos,
Antes de tudo quero que leiam o texto abaixo, extraído do livro Os Quatro Amores de C.S. Lewis, em seguida tecerei alguns comentários...
"De Vênus, o ingrediente carnal no íntimo de Eros, volto-me agora para Eros como um todo. Veremos aqui repetido o mesmo padrão. Como Vênus em Eros não almeja realmente o prazer, também Eros não visa a felicidade. Podemos julgar que o faz, mas uma vez feito o teste o resultado é outro.

Todos sabem que é inútil tentar separar amantes provando que seu casamento será infeliz. Não só pelo fato de que não irão acreditar em suas palavras, pois mesmo que acreditassem não seriam dissuadidos. Quando Eros está em nós essa é justamente uma de suas marcas: preferimos ser infelizes com o ente amado a ser felizes em quaisquer outros termos. Mesmo que os dois amantes sejam pessoas amadurecidas e experimentadas que saibam que corações partidos acabam por curar-se e possam prever claramente que, uma vez decididos a enfrentar a agonia da despedida, seriam certamente mais felizes dentro de dez anos do que o casamento em vista provavelmente os faria - mesmo assim não se separariam.

Todos esses cálculos são irrelevantes para Eros - da mesma forma que o julgamento brutal de Lucrécio é irrelevante para Vênus. Mesmo quando se toma claro, além de qualquer subterfúgio, que a união com o ser amado não trará felicidade quando não pode nem mesmo professar oferecer qualquer outro tipo de vida além de cuidar de um inválido incurável, da pobreza sem esperanças, do exílio ou da desgraça - Eros jamais hesita em dizer: “Antes isto do que a separação. Melhor ser miserável com ela do que feliz sem ela. Deixe que nossos corações se partam, desde que se partam juntos”. Se a voz em nosso íntimo não disser isto, não é a voz de Eros.

Esta a grandiosidade e o mal do amor.

(...) No esplendor de Eros é que se ocultam as sementes do perigo. Ele falou como um deus. Sua entrega total, sua desconsideração impetuosa da felicidade, sua transcendência da auto-consideração, soam como uma mensagem do mundo eterno. Ele não pode porém, em sua posição natural, ser a voz do próprio Deus. Pois Eros, falando justamente com essa grandiosidade e manifestando essa transcendência do “eu”, pode impelir tanto para o mal como para o bem. Nada é mais superficial do que a crença de que o amor que leva ao pecado é sempre qualitativamente inferior - mais animal e mais trivial - àquele que leva ao casamento cristão fiel e produtivo.

O amor que leva a uniões cruéis e perjuras, até mesmo a pactos suicidas e assassinato, nem sempre é produto da sensualidade exacerbada nem do sentimento mal aplicado. Pode ser muito bem Eros em todo o seu esplendor, legitimamente sincero, pronto para qualquer sacrifício menos a renúncia.

(...) Eros, porém, honrado sem reservas e obedecido incondicionalmente, toma-se um demônio. E é justamente assim que ele alega ser honrado e obedecido. Divinamente insensível ao nosso egoísmo, ele é também demonicamente rebelde a qualquer reivindicação de Deus ou do homem que possam opor-se a ele.

(...) E o tempo todo a pilhéria trágica é que este Eros cuja voz parece falar do reino eterno não é, ele mesmo, nem sequer necessariamente permanente, pois notoriamente é o mais mortal de nossos amores. O mundo ressoa com as queixas sobre a sua volubilidade. O que confunde é a combinação desta inconstância com seus protestos de permanência. Estar amando é tanto pretender como prometer fidelidade por toda a vida. O amor faz juramentos não solicitados, não podendo ser impedido de fazê-los. “Serei sempre fiel” são quase as primeiras palavras que profere. Não com hipocrisia, mas sinceramente. Nenhuma experiência irá curá-lo dessa ilusão. 
(...) Eros porém num certo sentido tem o direito de fazer esta promessa. A ventura de estar amando é de tal natureza que estamos certos em rejeitar como intolerável a idéia de que, o acontecimento talvez seja transitório. De um só pulo ele transpôs a parede espessa do nosso “eu”; tornou altruísta o apetite em si, jogou para o alto a felicidade pessoal como uma trivialidade e plantou os interesses de outrem no centro de nosso ser. Espontaneamente e sem qualquer esforço cumprimos a lei (em relação a uma pessoa) de amar nosso próximo como a nós mesmos. Trata-se de uma imagem, uma antecipação, do que devemos tornar-nos para todos se o próprio Amor imperar em nós sem um rival. Existe até mesmo um preparo para isso. Deixar de amar novamente é - se posso inventar essa feia palavra - uma espécie de desredenção.

Eros é impelido a prometer o que Eros por si mesmo não pode cumprir."

 
Olá novamente queridos.
Lendo o livro de Lewis, meditando sobre minha própria vida, falando com Deus, amigos (incluo vc chéri) e a Dra. Jolie, cheguei a importantes conclusões.

Não amei o ex. Estive apaixonada. Completamente, perdidamente, insanamente, tresloucadamente - é verdade, mas não era amor, era paixão.

De acordo com o Wikipédia  "a paixão (do verbo latino, patior, que significa sofrer ou suportar uma situação dificil) é uma emoção de ampliação quase patológica. O acometido de paixão perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele. É tipicamente um sentimento doloroso e patológico, porque, via de regra, o indivíduo perde parcialmente a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocínio."

Ainda, de acordo com o Wikipédia:

"O sentimento exacerbado entre duas pessoas, é um exemplo de uma paixão. A paixão pode ultrapassar barreiras sociais, diferenças de formação, idades e gêneros. A paixão completamente correspondida causa grandiosa felicidade e satisfação ao apaixonado, pelo contrário qualquer dificuldade para atigir essa plenitude pode trazer grande tristeza pois o apaixonado só se vê feliz ao conseguir o objeto de sua paixão. A paixão é uma patologia amorosa, um superlativo fantasioso da realidade sobre o o outro, tendo em vista que o indivíduo apaixonado se funde no outro, ou seja, perde a sua individualidade, que só é resgatada quando na presença do outro. 

Com o passar do tempo, essa intensidade de fusão vai se esvaindo, tendo em vista que a paixão é uma idealização mítica do outro. Quando o apaixonado começa a perceber que essa idealização, com o passar do tempo, foi equivocada, porquanto o outro não se comportava dentro do perfil de expectativas idealizado miticamente pelo apaixonado, é gerada uma intensa frustração, que passa a ser vivenciada com intensa irritabilidade pelo então apaixonado. 

Desta forma, o apaixonado vai percebendo o equívoco que cometeu, pela recorrência das frustrações no tocante às suas expectativas fantasiosas pelo outro, objeto da paixão e o processo começa então a regredir, a se inverter, com a paulatina volta e reforço da identidade do ex-apaixonado, que passa a enxergar o outro como ele realmente é, o que, via de regra pode até gerar um sentimento inverso de extrema repulsa, pelos sofrimentos suportados." (Sic, grifei).

Com o perdão da expressão gente: PUTA QUE PARIU! 

É ISSO! É EXATAMENTE ISSO! 

Foi uma maldita paixão! Nunca foi amor! Eu achei que fosse, tinha certeza (uma certeza equivocada), mas na verdade era o eros bandido, destruidor de corações. E putz! Como saber disso é bom! Quão libertador é! Eu estava cega, totalmente cega, não de amor, mas de paixão, P-A-I-X-Ã-O.

Sabe, todo santo dia me diziam que era questão de tempo pra desencanar desse malfadado relacionamento, e eu ficava indignada porque esse tempo não chegava, mas agora chegou.

O meu tempo chegou.

Só quero registrar meu OBRIGADO ao ex pelo "empurrãozinho" dado. Vê-lo com a garota com quem estava me traindo, tão pouco tempo tempo depois que terminamos foi destruidor, mas igualmente libertador. Naquele fátidico sábado, ele conseguiu numa tacada só MATAR TODO E QUALQUER SENTIMENTO BOM que havia preservado no meu coração.

Por isso, obrigado ex. Apesar da pior dor do mundo que me causou, sinto agora um alívio tão grande por saber que vc nunca existiu de verdade! Vc foi apenas uma mentira inventada, uma bela mentira, mas só isso. Vc não é bom, doce e amável como fingiu (e me enganou) ser. Vc nunca me amou, só me usou, me iludiu, me traiu e quando se cansou, me descartou, como se eu não fosse nada, como se eu não valesse nada, e me substituiu pela primeira leviana que apareceu. Vc ex, é apenas uma pessoa vazia e egoísta, que não ama ninguém a não ser vc mesmo.

Graças a Deus, a terapia e as pessoas que me amam de verdade, não precisei de mais 21 dias pra esquecer essa paixão, com cara de amor, só precisei conhecer o ex real para então reconhecer que sou muito melhor sem ele.

Não era amor, era só paixão.

Bjo, bjo e mais bjo.

3 A lousa está apagada.

terça-feira, 24 de maio de 2011
"Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito" (Machado de Assis)

Machado de Assis sempre me faz refletir. Acabo por me perder em meus pensamentos e entregue à escrita, busco orientação.

Passados dois meses de choro, dor, sofrimento e solidão, me vejo vivendo uma realidade completamente diversa da experimentada até então.

Novas amizades, companias agradáveis, talvez, levemente desajuizadas (rs) , outras perspectivas a respeito de mim, do presente e do futuro.

Tenho me surpreeendido constantemente com essa revolução pessoal; tenho os olhos abertos e almejosos por cada mudança; tenho a boca salivando por cada beijo doce, acompanhado de uma taça de champagne; tenho meu coração pulsando no ritmo da batida de uma nova canção. A minha.
 É a alegria da descoberta de mim. Isso mesmo, a decoberta de mim. Sou eu me perdendo e me encontrando no meu infinito particular.

Tenho vontade de tudo. De voo, de roda gigante, de grito, de dança, gargalhadas, som, cheiro, chuva, beijo...




A lousa está apagada. Um novo caso pode ser escrito. (...)

Bjo, bjo

0 Um Brinde a Vida. O luto acabou.

sábado, 14 de maio de 2011
A Sexta-feira no dia 13 de qualquer mês, é considerada popularmente como um dia de azar, para mim, no entanto, a história é um pouco diferente.

Ontem, sexta-feira 13, foi um importante marco no meu processo de Renovação.
Depois de uma semana conturbada e cheia de altos e baixos (mais 'baixos' diga-se de passagem), decidi, conscientemente ou não, vencer alguns obstáculos.

1º Ouvir música sertaneja
Tá, sei que boa parte das pessoas que conheço e convivo ODEIAM o sertanejo, provavelmente, até vc que me lê agora, mas eu gosto muito! rsrsrsrs. Entretanto, desde o término não ouvia mais, pela depressão que me causava (fato inconteste). Mas ontem, com o início da Pecuária em Goiânia não resisti e, compulsivamente comecei a CANTAR em ALTO e BOM TOM a música 'Telefone mudo'!

Gente do céu essa música é tradiçãããããããão em Goiás! hahahahaha. E cantá-la, esgualadamente, no trânsito, às 18h, NÃO TEVE PREÇO!
Foi cômico! O povo olhando e eu nem aee, cantando e cantando! rs.
Por isso queridos blogueiros deixo essa pérola para ouvirem. Sinta o sertanejo de raiz tocar na sua veia! hahahahaha.
Brincadeiras à parte, vcs não imaginam a importância disso pra mim. É como um grito de liberdade! Um 'FUCK YOU' pro falecido e um largo sorriso para a vida! Aoooooooooooo tchêtchêtchê!!!!
Aprecie sem moderação.

"Eu quero que risque o meu nome da sua agendaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Esqueça o meu telefone não me ligue mais
Porque já estou cansado de ser o remédio
Pra curar seu tédio
Quando seus amores não lhe satisfazem

Cansei de ser o seu palhaço
Fazer o que sempre quis
Cansei de curar sua fossa
Quando você não se sentia feliz

Por isso é que decidi
O meu telefone cortar
Você vai discar várias vezes
Telefone mudo não pode chamar"




2º Sair pra balada
Após o deleite sertanejo (rs), resolvi aceitar o convite de uma amiga que insiste comigo há um bom tempo pra sair.
Onde fomos?
Sedna Lounge.
Se foi bom?
Foi perfeeeeeito!!!!

Meu brinde foi a vida, as novas oportunidades que têm surgido e especialmente AO FIM DO LUTO!
Chega.
Sexta-feira 13 e nada de azar. Sorte, muita sorte!

E a renovação continua...

Bjo, bjo e um sábado tão feliz quanto a sexta.

0 Os quatro amores

sábado, 7 de maio de 2011
Bonsoir blogueiros bonitos e queridos!
Como foi sua semana?
Novidades?
Eu tenho algumas...

Na última terça-feira, 05.04, fui ao show da Maria Gadú com um amigo muito especial. Críticas e reclamações sobre a organização, som e horário a parte. Apesar dos pesares, gostei muito da Gadú tímida e oscilante no palco, mas com sua inconfundível voz, doce e inebriante. Sou fã!

O trabalho foi estupefante! Termino a semana exausta e só quero dormir.
A dança, como sempre maravilhosa! O tango então... saio da aula exausta, porém, incrivelmente contente pela constante evolução do movimento. Bomdemais!
Amizade nova... poupa as palavras não é?!

Saudade da Dra. Jolie. Essa semana não pudemos nos encontrar, em decorrência de uma cirurgia que ela precisou fazer, mas na segundona, às 7h da matina, estarei lá, pronta pra falar, falar e falar, e saber dela tb.

Queria compartilhar com vc o trecho de um livro que estou lendo atualmente e que tem me aberto os olhos pra muita coisa... "Os quatro amores" de C.S. Lewis.

No livro, Lewis distingue a necessidade de amor (como o amor de uma criança para sua mãe) e o amor do depreendido-amor (epitomizado aqui de Deus pela humanidade).

Explica as naturezas mais básicas do amor até as mais complicadas, que a princípio, se parecem. Em consequência, Lewis formula a fundação para seu tópico (“o mais elevado não fica sem o mais baixo”) explorando a natureza do prazer, e divide então o amor em quatro categorias, baseadas nas quatro nas palavras gregas para o amor: afeição, amizade, eros e caridade.

Quero transcrever um trecho do 3º capítulo: Afeição, que me fez refletir bastante. Espero que goste.

"(...) O que temos não é o “direito de esperar” mas uma “expectativa razoável” de sermos amados pelas pessoas mais próximas, se nós e elas somos mais ou menos comuns. Talvez, porém, não sejamos. É possível que sejamos intoleráveis. Quando somos,a “natureza” trabalha contra nós. Isso ocorre porque as mesmíssimas condições de intimidade que tornam possível a Afeição também tornam possível - e com a mesma naturalidade - uma repulsa peculiarmente incurável; um ódio tão imemorial, constante, unilateral e às vezes inconsciente, como a forma correspondente de amor.

Siegfried, na ópera, não podia lembrar-se de época alguma em que cada um dos resmungos, movimentos impacientes e o arrastar dos pés do seu enfezado pai adotivo não lhe fossem odiosos. Como no caso da afeição, nunca percebemos o momento em que surge esse ódio. Sempre existiu. (...)

Seria absurdo dizer que falta Afeição ao rei Lear. Na medida em que a Afeição é Amor-Necessidade, ele a tem em excesso. A não ser que, à sua maneira, ele amasse suas filhas, não desejaria tão desesperadamente o amor delas. Os pais menos dignos de amor (assim como os filhos) podem estar cheios desse amor voraz. Mas esse amor coopera com a infelicidade do amado e de todos os outros. A situação se torna sufocante. Quando as pessoas já são inamáveis, a exigência contínua da parte delas (como se de direito) de ser amadas — seu senso manifesto de injustiça, suas
acusações, quer em voz alta e clamorosas ou simplesmente implícitas em cada olhar e cada gesto de auto-piedade ressentida - produzem em nós uma sensação de culpa (sendo
essa a sua intenção) por um erro que não poderíamos evitar e que não deixaremos de cometer.

Elas fecham o acesso a mesma fonte em que desejam beber. Se algum dia, em algum momento especial, surge um átomo de Afeição por elas, passam a exigir ainda mais o que nos petrifica de novo. E, como é natural, tais indivíduos sempre desejam a mesma’ prova de nosso amor; devemos colocar-nos do seu lado, ouvir e partilhar toda a
sua queixa contra alguém mais. Se meu filho realmente me amasse ele veria como seu pai é egoísta... se meu irmão me amasse tomaria meu partido contra minha irmã... se você me amasse não permitiria que fosse tratado deste modo.

E não percebem em momento algum o verdadeiro caminho. “Se quer ser amado, seja amável”, disse Ovídio. Aquele velho e alegre réprobo queria dizer apenas: “Se quer atrair as garotas, seja atraente”, mas a sua máxima tem uma aplicação mais ampla. O galanteador era mais sábio em sua geração do que o Sr. Pontifex e o rei Lear.

O que realmente surpreende não é que essas exigências insaciáveis dos inamáveis sejam feitas algumas vezes em vão, mas que com freqüência sejam satisfeitas. (...)

Assim, o caráter “espontâneo” ou imerecido da Afeição, suscita uma odiosa interpretação errônea. O mesmo se pode dizer de sua naturalidade e informalidade."


Foda né?!
Perceber que o amor-necessidade corrói tudo de bom que existe num relacionamento é horrível. Só espero que junto com o relacionamento, tenha acabado igualmente esse tipo de amor na minha vida...

Bjo, bjo, bom sábado e muita reflexão.

5 Como tudo mudou

terça-feira, 3 de maio de 2011
Boa noite blogueiros queridos!

Saudade de escrever.
Eu?!? completamente sem tempo =/
Muitas, muitas coisas aconteceram desde a última terça-feira.
Situações inusitadas, muita dança, o início da segunda pós graduação, casamento de primo, bolo, amigos + igreja + pizza, gente nova, bonita e bacana.

Nossa! Quanta coisa BOA!

Não podia deixar de escrever hoje, especialmente pelo marco que a data representa: 2 meses, desde o término.

Páro, penso, vejo e me surpreendo.
Tudo mudou. E mudou pra muito melhor!
Me vejo diferente, me sinto diferente, trabalho diferente, danço diferente. Estou diferente.

Estou feliz.

Feliz sim e agraciada por Deus!

Quero registrar aqui o meu muito Obrigado a Deus, minha família, aos amigos - dentre eles, VC blogueiro(a) querido(a) - e a Dra. Jolie, pois têm uma parcela super importante nesse processo de auto conhecimento e renovação. Vcs influenciaram sobremodo o atual estado de espírito.

Então, muito obrigado! Pelo amor, pelas orações, palavras de incentivo, conselhos, 'ouvidos' e 'olhos' atentos, zelosos e carinhosos. Muito, muito obrigado mesmo.

Voltei a gargalhar!!!!
Senti meu coração disparar em duas oportunidades!
(e eu achava que isso nunca mais fosse acontecer).
Me sinto voando num "balão em Paris"! (quem sabe em julho né?! rs)




E é pensando nessa viagem de balão, com múltiplos significados, que termino o post.
Deixo ainda, uma música da Maria Gadú (Paracuti) que gosto muito, até porque melodia, poesia e sonho nunca é demais...



Bjo bjo, e muitas horas de balão...

0 Não desista, não desista, não desista!

sexta-feira, 22 de abril de 2011
Olá blogueiros queridos.
Como é bom estar de volta! Como falar com vcs me faz bem! Essa danada da solidão deseja me consumir, me devorar por inteiro, mas me liberto quando escrevo! por isso acho que o post será longo (de novo).

Lendo o blog da Flavia Werlang dona do Grávida, estado civil mãe (solteira) , resolvi falar algumas coisas aqui que ainda tomam boa parte dos meus pensamentos e nem sei se um dia deixará de fazer.

Estou em Rio Quente, uma cidadezinha no interior de Goiás, conhecida pelas águas termais - uma maravilha! O rio que passa por aqui é mesmo quente! Morno na verdade, rsrsrs. Ainda prefiro Caldas Novas, mais gente, mais badalação; aqui tá um clima familiar que me incomoda.

Resolvi passar o feriado prolongado aqui, pra me distrair um pouco, pra tentar esquecer tudo o que me sufoca, mas não tô tendo êxito - infelizmente.

Que saco!!!!!! Aqui tem um monte de casalzinho nos seus 20/30 e poucos anos, felizes, apaixonados, trocando carícias e olhares cheios de amor - que inveja! rs. Sem falar naqueles recém casados, ou com as esposas grávidinhas recebendo atenção e amor, ou ainda, àqueles com os babys mais lindos desse mundo! Fofos toda vida =]
Fico o tempo todo pensando: eu quero tanto isso! eu sempre sonhei com isso! porque não é comigo? porque ele não me ama mais? porque resolveu pôr um ponto final na nossa história? porque eu continuo o amando tanto????

=/

Gente do céu amar dói demais! Corrijo: amar e não ser amada pelo ser desejado dói absurdamente! E é sobre isso, que novamente venho falar.

Após ler meu comentário no post "As mães também amam" da Flavia Werlang, resolvi transcrevê-lo aqui com algumas adaptações e complementos.

Pois bem. Amor próprio e auto-conhecimento é tudo (e eu ainda não tenho).
Fato é, que incluímos o outro na nossa vida, de uma forma tão inteira, tão auto-destrutível, tão utópica, que quando a realidade é vista, ouvida e entendida (não por opção, é claro) é tão cruel e dolorosa, que simplesmente perdemos o chão.

Eu tô nessa fase pós término e percebo há um longo caminho a percorrer, falta muito pra me recuperar, pra me curar desse amor, pra esquecer de vez.

É foda.

E a dor? como lidar com a dor? como lidar com a indiferença do outro? como se acostumar a viver sem aquela pessoa que vc idealizou pra ser pra sempre sua?
Putz! como é difícil viver assim! Como é agoniante e entristecedor...

Mas não dá pra desistir de viver, de lutar, de buscar a cura do coração.
Seja como for, aos trancos e barrancos a única coisa que sei é que não dá pra desistir. E repito isso pra mim o tempo todo: não desista, não desista, não desista, não desista, não desista, não desista, não desista, não desista, não desista. Não desista!

Uma hora vai dar certo, eu sei que vai.
E é nessa esperança que me apego, que fio o meu coração. Vejo os outros felizes e acredito que também o serei.

Desejo a vcs e a mim tb, que sejamos encontrados por alguém que esteja pronto pra amar e viver esse amor de verdade e que o amor faça morada na nossa vida e não se mude nunca mais!

Bom feriado.

Bjo, bjo

2 Vocabulário feminino

quinta-feira, 31 de março de 2011
"Se eu tivesse que escolher uma palavra – apenas uma – para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um verbo de quatro sílabas: descomplicar.

Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho.

Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos – e merecemos – ter.

Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna. Amizade, por exemplo. Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas, acabamos deixando as(os) amigas(os) em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as (e eu incluo os amigos) amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes – isso, sim, faz bem para a pele. Para a alma, então, nem se fala. Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar.

E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e silêncio. Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia – não importa – e a ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.

Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir.
Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada – faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.

Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias. Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha.

Uma sugestão?

Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza.
Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir.
Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado, na academia.

E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar. Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere... Sonhar é quase fazer acontecer. Sonhe até que aconteça. E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares.

A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.

E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a palavra perfeição. O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma
para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil. Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni.

Mulheres reais são mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível".

(Leila Ferreira)

Bom dia Blogueiros.
Recebi esse texto hoje, de uma amiga querida e companheira de profissão que sempre diz que não sorrio mais, que não dou gargalhadas há anos e ela tá certa. Infelizmente ela tá certa e não dá pra continuar assim.
Sei que o texto parece meio clichê, mas o clichê tem a sua importância não é Dr. Psico?!

Hoje o que me é mais urgente é a conjugação dos verbos SONHAR e RECOMEÇAR. Preciso disso como nunca e, espero ter forças, sabedoria e "manobra" pra conseguir.

Boa quinta a todos.

Bjo, bjo

2 O traiçoeiro

sábado, 26 de março de 2011
"Só quem já cruzou desertos saberá chorar em frente ao mar
Sei, a dor conduz para a evolução
Mas não precisava ser assim"
(Jorge Vercillo)

"Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, você não deve entregá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal. Envolva-o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde o na segurança do esquife de seu egoísmo.
Mas nesse esquife – seguro, sem movimento, sem ar - ele vai mudar. Ele não vai se partir – vai tornar-se indestrutível, impenetrável, irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar além do céu onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e pertubações do amor é o inferno."
(CS Lewis)


Dias afastada do blog.
Vida tumultuadíssima.
Tô exausta.
Tenho trabalhado até as 20/21h, todos os dias, no escritório. Fico lá, cumprindo prazos, pois passo o dia em audiência.
Não tenho me alimentado, nem bem, nem mal, simplesmente não tenho apetite algum.

Tô perdendo peso, ânimo e disposição.
Alegria?
Paz?
Já não existem mais...
Estou adoecida. Todo o meu ser está em pane.

Na última sexta começei a terapia. A psicologa é maravilhosa!!!!!
A Dra. Jolie - 'jolie' porque ela é muito linda, delicada, graciosa, discreta, ponderada, um doce de criatura - me surpreendeu!

Estava super ansiosa com a primeira consulta, achei que ela poderia ser uma maluquete, que falaria um monte de coisas desconexas e desarrazoadas, e NÃO FOI ASSIM!!!!!! Ela é um anjo loiro que foi colocada na minha vida!

Ufa! rs

Depois de ouvir muito desabafo e choro, ela sintetizou numa 'frase' o que tô sentindo...

Estou sem um pedaço de mim. Me entreguei, me doei por inteiro, sem limites e reservas e agora não dá pra ir até o ex e falar: me devolve! Devolve tudo o que tirou de mim! Devolva meu coração, minha'lma, minha alegria, minha paz, minha integridade física-emocional-psicológica. Devolva a minha vida!

Não dá. Não dá pra falar isso.

Sinto-me oca, mas em luta.

Luto por minha reconstrução.
Luto pra me recuperar.
Luto por sentimentos e emoções novas.
Luto e busco reencontrar a alegria de viver.
Luto e sofro.
Luto e torno-me forte.
Luto pra vencer esse coração traiçoeiro.
Luto e venço.

Sim, eu venço.

A vida é uma só, mas o amor não.
Esse traiçoeiro pode nos aparecer de diversas formas, em momentos distintos e com pessoas diferentes.
Ele sempre se apresenta sob uma nova faceta e estou disposta a conhecê-lo, em outra vertente, quantas vezes for preciso.

Bjo, bjo e ótimo sábado!


PS: Registro aqui meu agradecimento em particular a duas pessoas que têm marcado-me e ajudado-me muito: Dr. Psico e Biel.
O meu muito obrigado!

0 Renovação

domingo, 20 de março de 2011
"Você tem que estar preparado para se queimar em sua própria chama: como se renovar sem primeiro se tornar cinzas?" (Nietzsche)

Boa noite blogueiros!
Um amigo me disse que toda crise gera mudança, e que toda mudança gera dor.

Grande verdade.

Meus dias tem sido tumultuados, tristes, confusos, interessantes e inesperados.
Em meio há tanta dor, reencontrei alguém que não via há mais de um ano, o Dr. Psico! (rs).

Quem é ele???

Bem, é um amigo de um amigo, que acabou sendo meu "amigo" tb (amigo entre aspas, porque de fato não sei se essa é a melhor palavra para definí-lo agora...).

O Dr. Psico é psicólogo (por isso o codinome), tem um papo super agradável, é daqui, mas tá por aqui há pouco e voltou pra ficar (eu acho). Tem estado presente nos últimos dias e o sinto, como alguém com quem posso contar. Ouve minhas lamúrias e reclamações amorosas, aguenta meu choro, me estende a mão, me dá conselhos, compartilha suas experiências, ri das minhas nóias e de quase tudo o que falo; bate o pé inconscientemente quando fica meio sem jeito comigo e perde o raciocínio com certa facilidade...

É engraçado e igualmente inesperado viver essa aproximação. Inesperado e bom. E revigorante tb.

Dr. Psico tem me ajudado muito, assim como alguns amigos próximos. Não conseguia ver a dimensão e relevância das palavras de apoio e incentivo, e hoje me sinto grata por ter pessoas tão especiais perto de mim. Sem eles, não suportaria esses dias.

Nossa vida é feita de ciclos, de constantes renovações, de crises e dor, de alegria, paz, amor e falta de amor.

Hoje sou cinza, sou pó, sou o resquício do que um dia foi colorido e feliz, sou o que resta de um temporal, de uma avalanche sem precedentes, sou vazia e triste, um morto que vive, sem saber como está de pé.

Estou vivendo uma renovação. É um ciclo que se fecha. Estou me tornando uma "borboleta" não é Dr. Psico?!?



Hoje sou feia, frágil e triste. Amanhã serei bela, livre e forte.


O tempo no casulo não é eterno, é passageiro, assim como minha dor.

Que vivamos uma semana renovadora (e feliz)!

0 Recaída

quinta-feira, 17 de março de 2011
"Eu não sei se vale a pena
Aceitar esse teu jeito
Todo mundo tem defeitos
Por favor não to querendo te julgar

Somos muito diferentes
E por mais que a gente tente
A cabeça dá um nó e vai ficar pior se a gente não parar

Vai doer
Mas não tem jeito fácil de terminar
Vou sofrer
Mas te amo e não quero te machucar

Não fique assim
Eu também to tentando ser forte e não chorar
Olha pra mim
Vai ficar tudo bem quando a dor passar

Vai ser sempre a primeira namorada
Esse amor não vai sair de mim por nada
E nem pense em se afastar de mim
Vai ser muito ruim se eu não puder te ver

É normal que a gente tenha se enganado
Nossa história aconteceu no tempo errado
Eu não sou bom em me despedir
Mas é melhor eu ir pra não me arrepender
Tente entender"


(A Primeira Namorada - Sorriso Maroto)

Boa noite blogueiros queridos, tive uma super recaída hoje.
Resumindo a história, ouvi na rádio essa música estúpida e revivi tudo o que ouvi do ex no término.

Foi uma me***!

Chorei, depois de dias, chorei compulsivamente.
Revivi todo o pânico experimentado há 2 semanas; a mesma dor, desilusão e desespero.
Liguei pra ele.

Grande estupidez.

Declaração inútil de amor.
Apenas uma frase: "Sara nós já conversamos sobre isso".

Sim, nós conversamos, mas e daí?
Não estou confortável nessa situação e nem sei mais o que fazer pra mudar meu coração!
A razão me aponta milhares de pontos favoráveis ao rompimento, mas o danado do coração só sabe me torturar.
Como vencê-lo nessa batalha?
Como manter a racionalidade e deixar a emoção pra lá?

Não sei.

Palavras amigas, conselhos mil, não conseguiram arrancar esse sentimento de mim.
Dizem que o tempo resolve tudo, acalma tudo... mas que tempo é esse? e quando ele irá chegar? me curar?

Também não sei.

Sei que busco infinitos meios de lidar com a perda e ainda não encontrei nenhum que, de fato, me ajudasse.
Meu único desejo é de ter a alegria devolvida e esquecer, arrancar, de uma vez por todas, esse amor de dentro de mim o mais rápido possível.

Hoje, estou desolada. Completamente.