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0 Outra vida

domingo, 19 de agosto de 2012
"Depois do desastre e mil pedaços,
 recompusemos nossos destroços
 e do que sobrou - um novo começo.

Nossas mãos unidas
ganharam outra força
e reinventamos outra vida."

 (Restauração. Sempre, Darcy França Denófrio).
 
Bom dia blogueiros,
 
Como é bom estar de volta às palavras.
 
Hoje, relendo Darcy França D., me deparei com esse poema que tanto gosto: Restauração.
Está aí algo que busquei com muito afinco e dedicação. Restauração; um novo começo; reinvenção; outra vida.
 
Outra vida.
 
É maravilhoso perceber que, ainda que muitas coisas estejam exatamente no mesmo lugar, eu não estou.
Os conselhos que todas as pessoas do mundo dão e que você, tenta seguí-los (em vão, pois, sem convicção), de repente se tornam sua própria escolha e decisão.
 
Nessa outra vida, você se torna senhor de si e dono da sua razão.
 
Você descobre que não adianta se sabotar, viver melindrosamente, construindo-se em cima de emoções passadas e não mais relevantes.
 
Você percebe que a outra vida é outra mesmo, e que você já não se encaixa naquele velho molde apertado e desgastado. Você cresceu. Na verdade, você se agigantou; está do tamanho certo, o seu.
 
Pois, "depois do desastre e mil pedaços, recompusemos nossos destroços e do que sobrou - um novo começo. (...) e reinventamos outra vida."

Bjo, bjo!

0 Fazendo as pazes com meu passado

domingo, 12 de agosto de 2012
Palavra Adiada

Eu sempre quero lhe dizer a palavra certa
ou quem sabe, a que você mais espera,
no entanto ela fica presa e represa
e mais uma vez protelo o instante.

O que houve entre nós não foi um equívoco,
foi a moenda dos dias moendo o remôo da mó
que moía o nosso macerado trigo de cada dia,
esmagando nossos dois grãos exaustos da moagem.

E vendo seus gestos de remissão e esforço,
eu quero perdoar, mas não sei se posso,
porque antes de nada foi feito para preservar
dentro de mim o incenso de flor-de-laranjeiras.

Nada foi feito para alargar o leito
tão raso e tão cheio de peixes-seixos
por onde fluía o pequeno fio
de meu minguado rio interior.

Darcy França Denófrio in Amaro mar, 1988.



Boa tarde Blogueiros,

Domingo, dia dos Pais, dia de comemoração. Coisa boa.
Parabéns dados ao meu Pai, com direito a presente, almoço com a família reunida, etc e tal. Desejo igualmente muitas alegrias a todos os Pais desse Brasil tão vasto e lindo.

Parabéns Pais!

Destarte, o que me traz ao blog hoje não está ligado ao meu Pai, tampouco aos festejos do dia. Estou aqui para compartilhar com vcs uma situação, no mínimo, cabulosa e quem sabe, surpreendente.

Pois bem.

Para aqueles que já acompanham o blog há algum tempo, peço licença para fazer um "brief history" de 2010 até hoje:

Conheci alguém; me apaixonei; amei: 2010/2011; rompemos: março/2011; desespero, tristeza generalizada por meses a fio; terapia; viagens; atitudes impulsivas e desregradas; romance cinematográfico direto da Itália para o Brasil; perda de uma das pessoas mais amadas em toda minha vida, meu avôzinho; "alta" na terapia (saudades da linda Dra. Jolie): 2011; redescobrimento de mim; superação; equilíbrio emocional; novos propósitos de vida; alegria; paz: 2012.

Em 2012, acerca de dois/três meses, inicio o processo de coaching, e coloco um ponto final, de uma vez por todas, em qualquer vestígio pernicioso na minha vida; incluindo o antigo relacionamento e, por óbvio, o ex.
 
Vencidas todas essas etapas e voltando aos dizeres de um certo e-mail, enviado em meados de abril/2011, eis que decido: Agora sim, estou pronta.
 
Pronta pra quê?! Pra ter contato com a pessoa que desencadeou muitos dos acontecimentos relevantes em pelo menos, dois anos da minha vida.

Como isso aconteceu? Face; what's up; reencontro, como ele mesmo disse: cara a cara.
Sim queridos blogueiros, nos reencontramos.
Ontem. No "lugar de sempre", não é mesmo ex?! (Sim, ele está lendo; na verdade me questionou se seria motivo de um post novo e, atendendo a pedidos, é, rs).
 
O que eu quero dizer com isso tudo queridos é que fiz as pazes com meu passado.
Depois de um ano e meio, nos encontramos, conversamos, civilizadamente, como dois adultos, com emoções e ânimos acalmados.
 
O resultado disso tudo foi descobrir que a raiva, a ira, o amor contrariado e mal resolvido, a decepção, a tristeza, enfim, passa. Com o tempo, tudo passa e tudo toma a forma devida.
O amor existiu, para ambos; e acabou, também para ambos. Ele seguiu sua vida e eu, a minha.
 
Hoje, eu só tenho a agradecer; a Deus, por me fazer forte; a vida, por me tornar cada dia mais humana; a família, que me deu suporte; aos amigos, que não me deixaram sozinha um instante sequer; e a vc, ex, que apesar de todos (e não são poucos) os pesares, mudou a forma de eu ver o mundo e de encarar a minha própria existência.
 
Eu sou a soma dos momentos bons e maus, alegres e tristes, divertidos e raivosos; sou um conjunto de coisas, sentimentos, percepções e experiências. 
 
Eu sou "uma metamorfose ambulante"...

Bjo, bjo.

0 Brasileirando: Tiê!

domingo, 15 de abril de 2012
Boa noite Blogueiros,

Gostaria de compartilhar com vocês um pouco da brasileiridade musical encontrada na voz da linda e talentosíssima Tiê.

Encontrei um pouco da história de Tiê no seu site, onde é possível encontrar fotos, vídeos, release, agenda, alguns produtos comercializados via web, dentre outros.

Depois de lançar o elogiado "Sweet Jardim" (2009), inteiramente autoral, a cantora Tiê lançou no mês de março/2011, seu segundo disco "A Coruja e o Coração", novamente com produção de Plínio Profeta. A estréia rendeu a Tiê uma indicação à categoria Revelação do Prêmio Multishow 2010 e shows em todo o Brasil e em Nova Iorque, além de uma turnê pela Europa, incluindo apresentações em Londres, Paris, Berlim e Barcelona. "Sweet Jardim" também figura a lista dos 50 discos que formaram a identidade musical brasileira dos anos 2000, publicada pelo jornal A Folha de S.Paulo. Em 2011, Tiê apresenta seu segundo disco, que traz participações de nomes como Jorge Drexler, Marcelo Jeneci e Hélio Flanders, no Festival SXSW, no Texas, e no Rock in Rio.

Tiê
Tiê é neta de Vida Alves, atriz que protagonizou o primeiro beijo da TV brasileira, na também primeira novela nacional de TV. A cantora cursou Relações Públicas na FAAP, estudou canto em Nova Iorque e foi dona de um brechó/ restaurante em São Paulo. Foi no Café Brechó que Tiê conheceu duas figuras importantes para sua carreira na música: Dudu Tsuda e o compositor Toquinho, com quem a cantora gravou sua primeira música e viajou por todo o Brasil e Europa em turnê antes de lançar seus álbuns.


Deixo com vocês o clip de uma das minhas canções preferidas dela: "Dois". Espero que gostem.


"Como dois estranhos,
Cada um na sua estrada,
Nos deparamos, numa esquina, num lugar comum.
E aí? quais são seus planos?
Eu até que tenho vários.
Se me acompanhar, no caminho eu possso te contar.
E mesmo assim, queria te perguntar,
Se você tem ai contigo alguma coisa pra me dar,
Se tem espaço de sobra no seu coração.
Quer levar minha bagagem ou não?
E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem
E você vai me ensinar as suas verdades
E se pensar, a gente já queria tudo isso desde o inicio.
De dia, vou me mostrar de longe.
De noite, você verá de perto.
O certo e o incerto, a gente vai saber.
E mesmo assim,
Queria te contar que eu talvez tenha aqui comigo,
Eu tenho alguma coisa pra te dar.
Tem espaço de sobra no meu coração.
Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão."

(Dois. Tiê)

Lindo né?!

Bjo, bjo e boa semana.

0 Tempo, tempo, tempo, tempo

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
"Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo
(...)
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo"

(Oração ao Tempo - Maria Gadú)



Tempo, tempo, tempo...

Nada como o tempo Blogueiros.

Parece meio clichê, conversinha furada, blá blá blá, mas o tempo é mesmo compositor de destinos.
Para não perder o costume de vida, tenho refletido muito nos últimos dias a despeito da mudança vivenciada do decorrer de um ano.

Um ano, 12 meses, 365 dias, 8.760 horas, 525.600 minutos, 31.536.000 segundos...

Muito tempo? Pouco tempo? Tempo pra quê? De quê? Gasto com o quê? Aproveitado? Desperdiçado? Vivido? Sofrido? Contente? Suficiente? Diferente? Inovador? Surpreendente?

Enfim, faço a vc as mesmas perguntas que fiz a mim:
- O que o último ano representou para vc?
- Ou melhor, o que esse ano levou? O que ele trouxe?
-O que ganhou depois de passado esse espaço de tempo?

Eu?!...

PAZ.

PAZ em letras garrafais, pois é isso o que ocupa todo o meu coração.

Gente, como o tempo faz bem!

A proximidade do meu aniversário me trouxe à memória o mesmo dia em 2011. Mudança radical. Mudança para o bem. Mudança, obstáculos, crescimento.

Hoje já não há mais tristeza no meu coração. Já não há mais turbulência, tumulto, alvoroço. Já não há dor, tampouco rancor. Já não há amor e nem arrependimentos.
Há a experiência vivida, a ferida cicatrizada, os olhos com alcance maior, o coração mais forte, os passos mais seguros e, sim, há um sorriso rotineiro no rosto..!

Sou grata por tudo.
Hoje consigo enxergar isso. Consigo extrair as coisas boas.
Sempre dá, não é mesmo?!

O passado não muda, não muda nunca, mas o presente e o futuro SIM! É uma dádiva de Deus! Aproveite isso. Eu estou aproveitando...

Ótimo resto de semana.

Bjo, bjo!

0 Feliz 2012!

sábado, 31 de dezembro de 2011
"Te desejo uma fé enorme.

Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que 2012 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Que seja bom o que vier, pra você."

(Dizem que é do Caio Fernando Abreu, se é mesmo, eu não sei... rs)

 
 
 
Blogueiros,
 
Inicialmente quero agradecer a DEUS por mais um ano que se passou.
 
2011 foi um ano difícil, tempo de crescimento e amadurecimento, mas também foi palco de momentos de felicidade, glória e regozijo únicos!
 
Agradeço aos AMIGOS que fiz, os quais me deram forças e seguraram a minha mão, me incentivando a continuar.
 
Agradeço a Dra. JOLIE, quem desempenhou um papel fundamental na minha vida em 2011.
 
E, não menos importante, agradeço a CADA UM DE VOCÊS, seguidores, blogueiros, leitores, curiosos, que estão sempre por aqui, que me leem, me seguem, me ajudam , torçem por mim, pela minha felicidade, assim como torço pela de vcs.
 
O meu MUITO OBRIGADO!
 
Que o ano vindouro seja, em todas as áreas, melhor que o presente.
Me quero ver feliz, me quero ver sem melancolia nenhuma. Quero, da mesma forma, vê-los felizes e sem melancolia alguma!
 
Tudo, mas tudo de bom pra todos nós!
 
Bjo, bjo e Feliz Ano Novo galera!!!

0 Essas coisas levam tempo...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011
“- O que você tem que está toda ensimesmada? - pergunta ele com seu sotaque arrastado, com um palito na boca, como de hábito.

- Não pergunte - respondo, mas em seguida começo a falar e lhe conto tudinho, concluindo com: - E o pior de tudo é que não consigo deixar de pensar obsessivamente no David. Pensei que tivesse esquecido ele, mas está tudo voltando.

- Espere mais seis meses, vai se sentir melhor - diz ele.

- Eu já esperei 12 meses, Richard.

- Então espere mais seis. Vá somando mais seis meses até esquecer. Essas coisas levam tempo.

Solto o ar pelo nariz com força, como um touro.

- Escute aqui, Sacolão — diz Richard. — Algum dia você vai olhar para trás, para este momento da sua vida, e pensar que época deliciosa de luto ele foi. Vai ver que estava lamentando a sua perda, e que o seu coração estava despedaçado, mas que a sua vida estava mudando, e que você estava no melhor lugar possível do mundo para fazer isso: em um lindo lugar de adoração, cercada de graça. Aproveite esse tempo, aproveite cada minuto.”

(“Comer, rezar, amar”, Elizabeth Gilbert)

Blogueiros queridos,

Esse final de ano está mexendo demais com minha cabeça.

Procurando um arquivo no note encontrei, meio por acaso, algumas fotos que havia “camuflado” em uma pasta, referentes ao antigo relacionamento. Resolvi abrir e ver o que havia ali, e tive uma agradável surpresa.

Vi fotos de momentos, viagens, aniversários e tantas outras passagens que marcaram o namoro e descobri...
Descobri que estou curada.
Curada das feridas outrora abertas, fruto dessa relação desmedida e obsessiva.

Eu o perdoei. (Não que para ele valha alguma coisa ou faça diferença. Foda-se. Para mim vale). E mais formidável que isso: eu também ME perdoei.

Passou 1, 2, 3... 9 meses até que eu pudesse, enfim, constatar o óbvio: Acabou. Doeu. Muito. Mas, passou. Superei. Estou livre.

Hoje entendo, vejo e vivo o que Richard disse a Liz.

“Algum dia você vai olhar para trás, para este momento da sua vida, e pensar que época deliciosa de luto ele foi. Vai ver que estava lamentando a sua perda, e que o seu coração estava despedaçado, mas que a sua vida estava mudando, e que você estava no melhor lugar possível do mundo para fazer isso: em um lindo lugar de adoração, cercada de graça. Aproveite esse tempo, aproveite cada minuto.” (sic).

Minha vida mudou e continuará mudando.
Não estive estática e inerte a tudo o que me ocorreu. Pelo contrário, eu batalhei, pelejei e venci.
Agora, estou aproveitando esse tempo, cada minuto, cada segundo dele.

Bjo, bjo

0 E mais um ciclo se fecha... Dra. Jolie!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
“Mas não sei se tenho muita escolha. Procurei freneticamente o contentamento durante tantos anos, de tantas maneiras, e todas essas aquisições e realizações - elas no fim acabam com a sua energia. Se você correr atrás da vida com sofreguidão demais, ela leva à morte.

O tempo - quando perseguido como um bandido - se comporta como um bandido; está sempre uma fronteira ou uma sala na sua frente, mudando de nome e de cor de cabelo para enganar você, saindo pela porta dos fundos do hotel no mesmo instante em que você chega ao lobby com seu mais recente mandado de busca, deixando apenas um cigarro aceso no cinzeiro como provocação. Em determinado momento, você precisa parar, porque ele não vai parar. Você precisa reconhecer que não vai pegá-lo. Que a idéia não é pegá-lo. Em determinado momento, como Richard não pára de me repetir, você precisa relaxar, ficar sentado e deixar o contentamento vir até você.


Relaxar, obviamente, é uma empreitada assustadora para aqueles de nós que acreditam que o mundo só gira porque tem uma alavanca em cima que nós mesmos giramos e que, se largássemos essa alavanca por um instante que fosse, bem — seria o fim do universo. Mas tente largar, Sacolão. Essa é a mensagem que estou recebendo. Fique sentada bem quietinha agora e ponha um fim à sua participação incessante. Veja o que acontece. No final das contas, os pássaros não despencam mortos do céu no meio do vôo. As árvores não murcham nem morrem, os rios não se enchem de sangue rubro. A vida continua. Até mesmo o serviço de correio italiano prossegue na sua marcha trôpega, tocando sua vida sem você — o que lhe dá tanta certeza de que o seu microgerenciamento de cada instante deste mundo é tão essencial? Por que você não esquece isso?

Ouço essa argumentação e ela me atrai. Intelectualmente, acredito nela. Acredito mesmo. Mas, em seguida, eu me pergunto - com todo meu afã incansável, com todo meu fervor exaltado e com toda essa minha natureza estupidamente faminta: o que devo fazer com minha energia, então? A resposta também chega: Procure Deus, sugere minha Guru. Procure Deus como um homem com a cabeça em chamas procura por água.”

(Mais um trecho do livro "Comer, rezar, amar" de Elizabeth Gilbert)



Boa noite Blogueiros queridos,

Segunda-feira, 26/12: mais uma, dentre tantas datas marcantes no ano de 2011.

Hoje minha terapia teve fim.

Como me perguntaram mais cedo: "vc teve alta?" 
- Sim, respondi. Eu tive. Rsrsrs.

Confesso que estou e, contraditoriamente não estou, feliz com isso.

Me acostumei, me apeguei, aprendi a amar, de fato, a querida e maravilhosa Dra. Jolie - minha psico, o anjo que Deus colocou no meu caminho para me auxiliar nessa travessia tortuosa e surpreendente.


Nesses 9 meses de terapia pude aprender a enxergar a vida, a minha própria vida, com outros olhos.

Hoje, no encerramento desse processo analítico de auto-conhecimento, de valorização do "eu", de redescoberta de "quem sou", consegui elaborar e reconhecer pontos importantes e específicos dessa trajetória.

Ao contrário do que proferia aos quatro ventos, minha vida em 2011 não foi um caos. Claro, tive muitos altos e baixos, momentos de dor e sofrimento atroz, porém, também experimentei e vivenciei o sentimento de alegria e júbilo únicos.

Quis compartilhar esse texto com vocês porquanto me vejo refletida nele.
Em 2011, talvez, mais do que nunca, busquei freneticamente o contentamento, de várias maneiras, em inúmeros lugares e em muitas pessoas... contudo, todas essas aquisições e realizações, no fim, acabaram com minha energia.

Chego ao final desse ano estafada, exausta, sobrecarregada, mas em PAZ, comigo e com Deus.

Paz!

Quanto tempo eu a procurei, sem saber que estava todo o tempo ao alcance das minhas mãos...
E não somente a paz, mas a calmaria, o contentamento, o bem estar de se encontrar próximo, protegido e amado por aquele que nunca nos deixa sós.

Deus.

Não dá para maximizar constantemente os problemas.
Não dá para ver a vida de forma tão pessimista e sem esperança.
Não dá para se perder no sentimento de auto-comiseração e afundar, junto dele.

Não dá para fechar os olhos para tanta coisa boa que aconteceu e que continuará acontecendo.
Não dá para desprezar as chances de viver algo novo, pelo simples fato de temer o sofrimento outra vez.
Não dá para deixar de sorrir, sonhar, desejar, crer numa vida melhor.

Não dá pra parar no tempo.
O tempo não para, já cantava Cazuza, e eu, vou avançar. Ou melhor, continuarei.

Mais um ano que se encerra; muitas coisas ficarão para trás, outras para trás já ficaram.

2012 está às portas, como vc irá encará-lo?

Eu, por minha vez, vou de peito aberto, sorriso maroto no rosto e a esperança calcada aos pés do meu Amor Maior...

Jesus.

Bjo, bjo!