Mostrando postagens com marcador Namorar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Namorar. Mostrar todas as postagens

0 Meu erro

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
http://www.youtube.com/watch?v=m09A78Ek6Tg

Meu Erro. Paralamas.

"Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado
Bastaria
Ah, meu Deus
Era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais"

Adivinhe só.
Você me abandonou. Pela segunda vez.

Por mais difícil que seja, não há como lutar contra isso.
Eu amo você e parece que amo sozinha.
Eu vou ao seu encontro, mas você nunca está.

Eu insisto, em vão.
Você deveria ao menos, ter a decência de dizer que não me ama e que não quer mais nada.
De quê adianta "voltarmos" se você desaparece, por completo?

Você sempre me pergunta o que eu amo em você, contudo sempre tenho na ponta da língua tudo o que odeio. E de tudo que mais odeio, o que prevalece é o ódio à sua indiferença e desprezo.
Nunca conheci alguém tão egoísta e insensível quanto você.

Eu queria saber o seu filme preferido, sua cor predileta, a música que mais te marcou, porquê a perda do seu pai continua a te afetar tanto assim.

Eu queria entender o que se passa no seu coração, os seus velhos e novos medos, essa sua fixação pela solitude quando é tão bom estar a dois. Nós dois.

Eu queria te esquecer de uma vez por todas, e deixar no passado tudo o que vivemos.

Eu queria deixar de te amar e seguir com a minha vida, sem que eu esteja sempre presa à sua sombra.

Eu queria que você morresse porque só assim consigo viver sem você.

Eu não consigo viver sem você.

2 A rainha de alguém

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Distante do blog há meses. Mudei o foco, mas em dias como hoje é necessário escrever.

Grande parte do blog foi escrito em meio a uma confusão emocional interminável.  Era interminável e, por vezes, me faz crer que ainda é.

O segundo personagem central dos posts em boa parte dos anos 2010 a 2012 tem nome, sobrenome, endereço e uma vida real e desgraçada.

Eu o amei. O esqueci. Me refiz. Fui amaldiçoada. E o amei outra vez.

Maldito e estúpido coração.

Estúpida e novamente estúpida, eu.

Depois de outros tantos altos e baixos, me deparei com um trecho da música escolhida e postada por esse '2º personagem', logo após o meu aniversário:

"I'm just a waste of her energy
And shes just wasting my time"
 
(Jack Johnson. Wasting time). 

Que belo presente não é mesmo?!

Só quero que em 2013 eu não desperdice o tempo de ninguém e que enfim, eu seja a rainha de alguém.

"If I could be king, even for a day
I would take you as my queen
I would have it no other way
And our love would rule
This kingdom we have made"
 
(Eric Clapton. Change the world).

0 Fazendo as pazes com meu passado

domingo, 12 de agosto de 2012
Palavra Adiada

Eu sempre quero lhe dizer a palavra certa
ou quem sabe, a que você mais espera,
no entanto ela fica presa e represa
e mais uma vez protelo o instante.

O que houve entre nós não foi um equívoco,
foi a moenda dos dias moendo o remôo da mó
que moía o nosso macerado trigo de cada dia,
esmagando nossos dois grãos exaustos da moagem.

E vendo seus gestos de remissão e esforço,
eu quero perdoar, mas não sei se posso,
porque antes de nada foi feito para preservar
dentro de mim o incenso de flor-de-laranjeiras.

Nada foi feito para alargar o leito
tão raso e tão cheio de peixes-seixos
por onde fluía o pequeno fio
de meu minguado rio interior.

Darcy França Denófrio in Amaro mar, 1988.



Boa tarde Blogueiros,

Domingo, dia dos Pais, dia de comemoração. Coisa boa.
Parabéns dados ao meu Pai, com direito a presente, almoço com a família reunida, etc e tal. Desejo igualmente muitas alegrias a todos os Pais desse Brasil tão vasto e lindo.

Parabéns Pais!

Destarte, o que me traz ao blog hoje não está ligado ao meu Pai, tampouco aos festejos do dia. Estou aqui para compartilhar com vcs uma situação, no mínimo, cabulosa e quem sabe, surpreendente.

Pois bem.

Para aqueles que já acompanham o blog há algum tempo, peço licença para fazer um "brief history" de 2010 até hoje:

Conheci alguém; me apaixonei; amei: 2010/2011; rompemos: março/2011; desespero, tristeza generalizada por meses a fio; terapia; viagens; atitudes impulsivas e desregradas; romance cinematográfico direto da Itália para o Brasil; perda de uma das pessoas mais amadas em toda minha vida, meu avôzinho; "alta" na terapia (saudades da linda Dra. Jolie): 2011; redescobrimento de mim; superação; equilíbrio emocional; novos propósitos de vida; alegria; paz: 2012.

Em 2012, acerca de dois/três meses, inicio o processo de coaching, e coloco um ponto final, de uma vez por todas, em qualquer vestígio pernicioso na minha vida; incluindo o antigo relacionamento e, por óbvio, o ex.
 
Vencidas todas essas etapas e voltando aos dizeres de um certo e-mail, enviado em meados de abril/2011, eis que decido: Agora sim, estou pronta.
 
Pronta pra quê?! Pra ter contato com a pessoa que desencadeou muitos dos acontecimentos relevantes em pelo menos, dois anos da minha vida.

Como isso aconteceu? Face; what's up; reencontro, como ele mesmo disse: cara a cara.
Sim queridos blogueiros, nos reencontramos.
Ontem. No "lugar de sempre", não é mesmo ex?! (Sim, ele está lendo; na verdade me questionou se seria motivo de um post novo e, atendendo a pedidos, é, rs).
 
O que eu quero dizer com isso tudo queridos é que fiz as pazes com meu passado.
Depois de um ano e meio, nos encontramos, conversamos, civilizadamente, como dois adultos, com emoções e ânimos acalmados.
 
O resultado disso tudo foi descobrir que a raiva, a ira, o amor contrariado e mal resolvido, a decepção, a tristeza, enfim, passa. Com o tempo, tudo passa e tudo toma a forma devida.
O amor existiu, para ambos; e acabou, também para ambos. Ele seguiu sua vida e eu, a minha.
 
Hoje, eu só tenho a agradecer; a Deus, por me fazer forte; a vida, por me tornar cada dia mais humana; a família, que me deu suporte; aos amigos, que não me deixaram sozinha um instante sequer; e a vc, ex, que apesar de todos (e não são poucos) os pesares, mudou a forma de eu ver o mundo e de encarar a minha própria existência.
 
Eu sou a soma dos momentos bons e maus, alegres e tristes, divertidos e raivosos; sou um conjunto de coisas, sentimentos, percepções e experiências. 
 
Eu sou "uma metamorfose ambulante"...

Bjo, bjo.

0 Blog das 30 pessoas: É dia dos namorados ( mas também é dia do meu post...

terça-feira, 12 de junho de 2012
Impossível não compartilhar. Prometo que farei também meu próprio post sobre o dia dos namorados, mas é que ainda não digeri algumas coisas, preciso um pouco mais de tempo...

Bjo, bjo blogueiros queridos e de quem morro de saudades!

Blog das 30 pessoas: É dia dos namorados ( mas também é dia do meu post...:

Hoje é dia dos namorados!
Mas azar o deles, porque é o dia do meu post e não vou escrever em rosinha nem distribuir flores. Aviso que não vai ter algodão, beijos e corações voando.Também não vou sortear uma caixa de bombons, nem publicar mensagens de amor aqui.
Segundo minhas contas hoje é dia 12, que vem depois do 11 e antes do 13, ou seja, nada mudou, o famoso dia dos namorados não significa nada para mim .
A minha questão é a seguinte - Não acredito nas relações humanas. Simples assim.
Todo aquele cristal de almas gêmeas, amores eternos, acho tudo conversa mole.
E como cheguei a essa conclusão? Bom, não foi nos braços do George Clooney.
Ralei pra caramba em relacionamentos amorosos, de trabalho, familiares e com estranhos.
Eu tinha boas intenções e acreditava que os outros também tinham. Com o tempo aprendi que todos nós somos movidos por interesses próprios e isto nem sempre inclui o bem estar do outro.
Isso é crime? Não, é a natureza humana. Não estamos aqui movidos pelo amor, estamos aqui pela biologia. Se meus pais se amassem loucamente, mas nunca tivessem tido sexo, eu não existiria, então não é o amor que move o mundo.
E existe amor? Não sei, mas é lindo de acreditar nessa corrente do bem, o amor universal que nos une e nos faz melhor, também acho fofo pensar assim.
Por outro lado essa noção de amor cristaliza e esconde muitas coisas, crescem expectativas e o amor faz o ser humano parecer maior do que é.
Quem ama perdoa, quem ama cuida, quem ama protege, quem ama faz o impossível.
Mentira. Somos todos humanos e nossa idéia de amor pode nos guiar, mas nem sempre indica o caminho e nem por isso deixamos de ser o que somos, pessoas, e sendo assim estamos sujeitos as nossas paixões e vontades e para conseguir o objeto do nosso desejo somos capazes de disfarçar nossas más intenções, nossos impulsos egoístas, nossos objetivos suspeitos.
Quando eu acreditava no amor, lá pelo século XV, quando era uma inocente garota, o amor parecia acima de qualquer coisa e escolher um príncipe era divertido. Mas com o tempo o amor começou a fechar meu círculo de exigências e ficou tudo mais difícil. O meu príncipe me amava, mas fazia questão de ter um comportamento humano, então conclui que não era amor. Como pode ser amor se ele é humano e comete erros que apenas os humanos cometem?
Demorei para entender, o amor não canoniza ninguém, não santifica, a maneira como agimos continua mais ligada a seres rasteiros do que a anjos.
Depois de um longo período de agonia, quando percebi o motor das relações humanas, renasci e vi a maravilha que era estar livre de idéias cristalizadas e noções distorcidas de amor .
Não sei se é amor, mas gosto de príncipes desencanados, com facilidade de admitir suas fraquezas. Não preciso de frases de efeito, nem de promessas eternas, prefiro mesmo conhecer o ser humano que está diante de mim.
Sem essa noção de amor o que resta é muita diversão. Ver que todos são humanos, todos erram e cada um age de acordo a sua vontade me deixa livre para ser quem eu sou, já que minha roupa de princesa se perdeu no meio do caminho.
Os outros querem alguma coisa de mim? Bom, eu também quero deles. Mas assim dito de maneira transparente é um bom negócio, somos isso, pessoas em um planeta tentando sobreviver e se divertir um pouco .
Tem os românticos que curtem flores, frases e coisas assim. Tudo bem, cada um escolhe como viver, para mim não deu certo, não foi um caminho agradável.
Gosto de coisas mais cruas, mais diretas. Relacionamentos entre dois seres mortais, cheios de erros e de defeitos. É amor? Não sei. Talvez seja humana demais para saber, mas quando não corremos atrás desse famoso amor, dessa idéia vendida, percebemos como a vida pode ser divertida, seres humanos são um caos ambulante e viver no meio disso em vez de sonhar com tempos melhores pode ser libertador.

(Lara D.)

0 Uma combinação perfeita

domingo, 20 de maio de 2012



Boa noite Blogueiros,

Estive um pouco ausente nos últimos dias e, confesso que não sei se conseguirei retomar as publicações como gostaria.

Os dias tem sido curtos diante de tanta coisa a fazer. O trabalho, como sempre, toma muito do meu tempo (e graças a Deus por isso) e, também, tem a reviravolta pessoal... Alguém surgiu, ou melhor, ressurgiu.

Tentando evitar maiores expectativas, as quais podem vir a ser frustradas (ou não, vá saber...), manterei esse assunto não em "sigilo", mas em reserva, pelo menos por hora.

Estou vivendo um bom momento. Dificuldades constantes, é verdade, contudo, percebo a esperança renovada no meu coração. Acredito que isso decorra da recente reaproximação de Deus.

Fé.

"Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos." (Hebreus 11:1)

Fé e Amor.

"Mas o que eu penso mesmo
É encontrar alguém que me dê carinho e beijo
Me trate como um nenêm,
Me trate muito bem
Ah, eu só quero amor
Seja como for o amor
Seja bom, seja bom,
Seja bom, seja amor
Me faz mais feliz
Me dá asas pra fluir
E cantar o amor"
(Tiê)

Fé e Amor, uma combinação perfeita.

Bjo, bjo

1 A interferência do tempo e o Amor tranquilo, com sabor de fruta mordida.

quarta-feira, 27 de julho de 2011
A INTERFERÊNCIA DO TEMPO (Martha Medeiros)


Há quem diga que o tempo não existe, que somos nós que o inventamos e tentamos controlá-los com nossos relógios e calendários. Nem ousarei discutir essa questão filosófica, existencial e cabeluda. Se o tmepo não existe, eu existo. Se o tempo não passa, eu passo. E não é só o espelho que me dá a certeza disso.

O tempo interfere no meu olhar. Lembro do colégio em que estudei por mais de uma década, meu primeiro contato com o mundo fora da minha casa. O pátio não era grande - era colossal. Uma espécie de superfície lunar sem horizontes à vista, assim eu o percebia aos sete anos de idade. As escadas levavam ao céu, eu poderia jurar que elas atravessavam os telhados. Os corredores eram passarelas infinitas, as janelas pareciam enormes portões de vidro, eu me sentia na terra dos gigantes. Volto, depois de muitos anos, para visitá-lo e descubro que ele continua sendo um colégio grande, mas nem o pátio, nem os corredores, nem as escadas, nada tem o tamanho que parecia ter antes. O tempo ajustou minhas retinas e deu proporção as minhas ilusões.

A interferência do tempo atinge minhas emoções também. Houve uma época em que eu temia certo tipo de gente, aqueles que estavam sempre a postos para apontar minhas fraquezas. Hoje revejo essas pessoas, e a sensação que me causam não é nem um pouco desafiadora. E mesmo os que amei já não me provocam perturbação alguma, apenas um carinho sereno. Me pergunto como é que se explica que sentimentos tão fortes como o medo, o amor ou a raiva se desintegrem. Alguém era grande no meu passado, fica pequeno no meu presente. O tempo, de novo, dando a devida proporção aos meus afetos e desafetos.


Talvez seja essa a prova da sua existência: o tempo altera o tamanho das coisas. Uma rua da infância, que exigia muitas pedaladas para ser percorrida, hoje é atravessada em poucos passos. Uma árvore, que para ser explorada exigia uma certa logística - ou ao menos um "calço" de quem estivesse por perto e com as mãos livres -, hoje teria seus galhos alcançados num pulo. A gente vai crescendo e vê tudo do tamanho que é, sem a condescendência da fantasia.

E ainda nem mencionei as coisas que realmente foram reduzidas: apartamentos que parecem caixotes, carros compactos, conversas telegráficas, livros de bolso, pequenas salas de cinema, casamentos curtos. Todo aquele espaço da infância, em que cabia com folga nossa imaginação e inocência, precisa hoje se adaptar ao micro, ao mínimo, a uma vida funcional.

Eu cresci. Por dentro e por fora (e, reconheço, pros lados). Sou gente grande, como se diz por aí. E o mundo à minha volta, à nossa volta, virou uma aldeia, somos todos vizinhos, todos vivendo apertados, financeira e emocionalmente falando. Saudade de uma alegria descomunal, de uma esperança gigantesca, de uma confiança do tamanho do futuro - quando o futuro também era infinito à nossa frente.
Boa Noite Blogueiros,

Confesso que estou aficcionada por Martha Medeiras. Levei um livro de crônicas na viagem e o devorei rapidamente. A-d-o-r-e-i!

Gostei da forma simples, direta, mas não menos poética em que essa maravilhosa escritora trata temas cotidianos, porém, pertubadores.

Me identifiquei tanto! rs. Voltei com o livro todo riscado, cheio de pequenas anotações, nomes, datas, cidades por onde passei e as emoções afloradas e registradas a cada folha virada.

A "Interferência do Tempo" foi perfeita para mim. De fato, o tempo ajustou minhas retinas e deu proporção as minhas ilusões, o tempo realmente altera o tamanho das coisas, e a medida que crescemos vemos tudo do tamanho que é, sem a condescendência da fantasia. Eu cresci. Por dentro e por fora. Cresci muito.

Hoje, organizando algumas coisas no meu quarto, encontrei um livro que ganhei do ex, "O Pequeno Príncipe" em francês! E com todas as aquarelas! Deus sabe o quanto adorei esse mimo... Mas desde o término não encostei no livro.

Eu escondi tantas coisas que me lembravam esse amor, porque eu simplesmente não conseguia ver nada que me trouxesse a memória aquilo que eu só queria esquecer, e hoje, com o livro em mãos eu precisei enfrentar esse medo.

Logo ao abrir, caiu uma carta que estava guardada ali. Foi o segundo calafrio em menos de 5 minutos, rsrsrs. E sim, eu li. Li a dedicatória e li a carta, repetidas vezes e foi incrível!

Hoje, passados quase 5 meses desde o término eu me enfrentei, e me surpreendi. Pela primeira vez, eu vi que realmente nos amamos no passado. Eu amei o ex loucamente e fui correspondida! Não era uma mentira, não era uma invenção minha, não era quimera, era real.

Era real, só acabou. Foi eterno enquanto durou. Foi intenso, obsessivo e doentio sim, mas foi a melhor coisa que me aconteceu e a pior também, rs. Ele mudou a minha vida. Eu me transformei por ele e para ele e sei também, que ele mudou por mim. A gente se adapta ao outro num relacionamento. Se vc gosta, vc tenta, se dedica, e às vezes consegue muito mais do que deveria, rs.

Apesar dos calafrios e do medo momentaneo eu fiquei tão feliz. Feliz pela constatação de que amei e fui amada, e que por um tempo deu certo, depois não mais.

Não perdurou, é verdade, mas foi amor. Foi amor.

Ver, saber e sentir isso e ainda assim, ter paz é minha maior conquista.
Eu cresci tanto. Eu mudei tanto. Eu amadureci. E eu preciso repetir, rs, o tempo ajustou minhas retinas e deu proporção as minhas ilusões, o tempo realmente altera o tamanho das coisas, e agora vejo tudo do tamanho que é, sem a condescendência da fantasia.

Confesso que preferia ver o mundo cor-de-rosa, pois quando ingênua e crédula, era mais fácil sonhar. Amar como eu amei, eu não quero nunca mais. Não assim, sem juízo e equilíbrio. Não mais avassalador. Não mais destruidor. Nada de céu e inferno ao mesmo tempo.

Agora, só quero "a sorte de um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida. Nós na batida, no embalo da rede, matando a sede na saliva" (Cazuza).

É isso ae galera, é a vez do amor tranquilo, com sabor de fruta mordida...

Bjo, bjo

PS: Sei que repeti a crônica, mas é que ela é perfeita demais pra situação. Não dava pra não usar.

2 E no dia dos namorados a amizade é o amor que nunca morre.

domingo, 12 de junho de 2011
"Mal posso acreditar que tenho limites, que sou recortada e definida. Sinto-me espalhada no ar, pensando dentro das criaturas, vivendo nas coisas além de mim mesma. Quando me surpreendo ao espelho não me assusto porque me ache feia ou bonita. É que me descubro de outra qualidade. Depois de não me ver há muito quase esqueço que sou humana, esqueço meu passado e sou com a mesma libertação de fim e de consciência quanto uma coisa apenas viva. Também me surpreendo, os olhos abertos para o espelho pálido, de que haja tanta coisa em mim além do conhecido, tanta coisa sempre silenciosa.
(...)
Às vezes, à minha descoberta, segue-se o amor por mim mesma, um olhar constante ao espelho, um sorriso de compreensão para os que me fitam. Período de interrogação ao meu corpo, de gula, de sono, de amplos passeios ao ar livre. Até que uma frase, um olhar — como o espelho — relembram-me surpresa outros segredos, os que me tornam ilimitada. Fascinada mergulho o corpo no fundo do poço, calo todas as suas fontes e sonâmbula sigo por outro caminho. — Analisar instante por instante,  perceber o núcleo de cada coisa feita de tempo ou de espaço. Possuir cada momento, ligar a consciência a eles, como pequenos filamentos quase imperceptíveis mas fortes. É a vida? Mesmo assim ela me escaparia.

Outro modo de captá-la seria viver. Mas o sonho é mais completo que a realidade, esta me afoga na inconsciência. O que importa afinal: viver ou saber que se está vivendo? — Palavras muito puras, gotas de cristal. Sinto a forma brilhante e úmida debatendo-se dentro de mim. Mas onde está o que quero dizer, onde está o que devo dizer? Inspirai-me, eu tenho quase tudo; eu tenho o contorno à espera da essência; é isso? — O que deve fazer alguém que não sabe o que fazer de si? Utilizar-se como corpo e alma em proveito do corpo e da alma? Ou transformar sua força em força alheia? Ou esperar que de si mesma nasça, como uma conseqüência, a solução?

Nada posso dizer ainda dentro da forma. Tudo o que possuo está muito fundo dentro de mim. Um dia, depois de falar enfim, ainda terei do que viver? Ou tudo o que eu falasse estaria aquém e além da vida? — Tudo o que é forma de vida procuro afastar. Tento isolar-me para encontrar a vida em si mesma. No entanto apoiei-me demais no jogo que distrai e consola e quando dele me afasto,  encontro-me bruscamente sem amparo. No momento em que fecho a porta atrás de mim, instantaneamente me desprendo das coisas. Tudo o que foi distancia-se de mim, mergulhando surdamente nas minhas águas longínquas.

Ouço-a, a queda. Alegre e plana espero por mim mesma, espero que lentamente me eleve e surja verdadeira diante de meus olhos. Em vez de me obter com a fuga, vejo-me desamparada, solitária, jogada num cubículo sem dimensões, onde a luz e a sombra são fantasmas quietos. No meu interior encontro o silêncio procurado. Mas dele fico tão perdida de qualquer lembrança de algum ser humano e de mim mesma, que transformo essa impressão em certeza de solidão física.
Se desse um grito — imagino já sem lucidez — minha voz receberia o eco igual e indiferente das paredes da terra. Sem viver coisas eu não encontrarei a vida, pois? Mas, mesmo assim, na solitude branca e limitada onde caio, ainda estou presa entre montanhas fechadas. Presa, presa. Onde está a imaginação? Ando sobre trilhos invisíveis. Prisão, liberdade. São essas as palavras que me ocorrem. No entanto não são as verdadeiras, únicas e insubstituíveis, sinto-o. Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome.
(...)
Naquele dia, na fazenda de titio, quando caí no rio. Antes estava fechada, opaca. Mas, quando me levantei, foi como se tivesse nascido da água. Saí molhada, a roupa colada à pele, os cabelos brilhantes, soltos. Qualquer coisa agitava-se em mim e era certamente meu corpo apenas. Mas num doce milagre tudo se torna transparente e isso era certamente minha alma também. Nesse instante eu estava verdadeiramente no meu interior e havia silêncio. Só que meu silêncio, compreendi, era um pedaço do silêncio do campo. E eu não me sentia desamparada.
(...)
É preciso que eu não esqueça, pensei, que fui feliz, que estou sendo feliz mais do que se pode ser. Mas esqueci, sempre esqueci."
(Clarice Lispector em Perto de um coração Selvagem)
Boa tarde blogueiros,

Hoje é dia de reflexão.
As coisas tendem a gritar e eu me sinto silêncio.
Ontem, descobri que ex assumiu publicamente o namoro com a garota com quem me traía.
Choro? - Óbvio.
Raiva? - Evidente.
Tristeza? - Inevitável.
Aceitação? - Jamais.
Por mais que eu procure uma justificativa pra tudo o que me aconteceu, entendo que isso de nada adianta, nada mudará os fatos. Os fatos.
Mas sabe de uma coisa, preciso viver minha vida. Deixar pra trás o que pra trás ficou, e seguir adiante seja como for.

Eu temi nos últimos dias a data comemorada hoje: Dia dos Namorados. Fiz mil conjecturas, sobre tudo, e me surpreendi. A vida, às vezes, nos presenteia e ter amigos é a melhor coisa do mundo.

Apesar da tristeza causada, ontem, pude gargalhar muito. Voltando da pós, encontro em cima da minha cama uma cesta de chocolates e um cartão que dizia:

"Há momentos na vida em que nós somos só sentimento. Nesses momentos, percebemos que sentimentos de alegria, carinho e amizade são fundamentais para alimentar nosso coração e nos trazer a certeza de que nós nunca estamos sós. Sempre existem pessoas especiais que de alguma forma, contriibuem para dar um valor especial à nossa existência. Que bom que existem pessoas como vc!

Porque a gente tamém é fã de você! 

R. e B."

Quem é R. e B.?
São os melhores amigos que Deus poderia colocar na minha vida!
Junto com a V., formamos um belo Quarteto Fantástico! rs.
Amigos tão maravilhosos, gentis, amáveis, que cuidam de mim e que nunca me dão as costas. Obrigado por fazerem parte da minha história. Que nossa amizade e união permaneça! Sem vcs, não sei se conseguiria chegar até aqui.

"A amizade é um amor que nunca morre" (Mário Quintana). 

Blogueiros,

Muitas vezes indago o porquê de tanta dor e decepção. Fico tentando entender a maldade do coração do homem - e não consigo, simplesmente não consigo.
Porém, agraciada pelo convívio com pessoas tão especiais, tenho a esperança e a fé renovada.
Um dia, o amor irá me sorrir outra vez. Um dia, eu sei que vai.

 Bjo, bjo!
E para os amigos R. e B. um beijo maior ainda!!!!

2 Não era amor, era um superlativo fantasioso da realidade.

segunda-feira, 6 de junho de 2011
Olá blogueiros queridos,
Antes de tudo quero que leiam o texto abaixo, extraído do livro Os Quatro Amores de C.S. Lewis, em seguida tecerei alguns comentários...
"De Vênus, o ingrediente carnal no íntimo de Eros, volto-me agora para Eros como um todo. Veremos aqui repetido o mesmo padrão. Como Vênus em Eros não almeja realmente o prazer, também Eros não visa a felicidade. Podemos julgar que o faz, mas uma vez feito o teste o resultado é outro.

Todos sabem que é inútil tentar separar amantes provando que seu casamento será infeliz. Não só pelo fato de que não irão acreditar em suas palavras, pois mesmo que acreditassem não seriam dissuadidos. Quando Eros está em nós essa é justamente uma de suas marcas: preferimos ser infelizes com o ente amado a ser felizes em quaisquer outros termos. Mesmo que os dois amantes sejam pessoas amadurecidas e experimentadas que saibam que corações partidos acabam por curar-se e possam prever claramente que, uma vez decididos a enfrentar a agonia da despedida, seriam certamente mais felizes dentro de dez anos do que o casamento em vista provavelmente os faria - mesmo assim não se separariam.

Todos esses cálculos são irrelevantes para Eros - da mesma forma que o julgamento brutal de Lucrécio é irrelevante para Vênus. Mesmo quando se toma claro, além de qualquer subterfúgio, que a união com o ser amado não trará felicidade quando não pode nem mesmo professar oferecer qualquer outro tipo de vida além de cuidar de um inválido incurável, da pobreza sem esperanças, do exílio ou da desgraça - Eros jamais hesita em dizer: “Antes isto do que a separação. Melhor ser miserável com ela do que feliz sem ela. Deixe que nossos corações se partam, desde que se partam juntos”. Se a voz em nosso íntimo não disser isto, não é a voz de Eros.

Esta a grandiosidade e o mal do amor.

(...) No esplendor de Eros é que se ocultam as sementes do perigo. Ele falou como um deus. Sua entrega total, sua desconsideração impetuosa da felicidade, sua transcendência da auto-consideração, soam como uma mensagem do mundo eterno. Ele não pode porém, em sua posição natural, ser a voz do próprio Deus. Pois Eros, falando justamente com essa grandiosidade e manifestando essa transcendência do “eu”, pode impelir tanto para o mal como para o bem. Nada é mais superficial do que a crença de que o amor que leva ao pecado é sempre qualitativamente inferior - mais animal e mais trivial - àquele que leva ao casamento cristão fiel e produtivo.

O amor que leva a uniões cruéis e perjuras, até mesmo a pactos suicidas e assassinato, nem sempre é produto da sensualidade exacerbada nem do sentimento mal aplicado. Pode ser muito bem Eros em todo o seu esplendor, legitimamente sincero, pronto para qualquer sacrifício menos a renúncia.

(...) Eros, porém, honrado sem reservas e obedecido incondicionalmente, toma-se um demônio. E é justamente assim que ele alega ser honrado e obedecido. Divinamente insensível ao nosso egoísmo, ele é também demonicamente rebelde a qualquer reivindicação de Deus ou do homem que possam opor-se a ele.

(...) E o tempo todo a pilhéria trágica é que este Eros cuja voz parece falar do reino eterno não é, ele mesmo, nem sequer necessariamente permanente, pois notoriamente é o mais mortal de nossos amores. O mundo ressoa com as queixas sobre a sua volubilidade. O que confunde é a combinação desta inconstância com seus protestos de permanência. Estar amando é tanto pretender como prometer fidelidade por toda a vida. O amor faz juramentos não solicitados, não podendo ser impedido de fazê-los. “Serei sempre fiel” são quase as primeiras palavras que profere. Não com hipocrisia, mas sinceramente. Nenhuma experiência irá curá-lo dessa ilusão. 
(...) Eros porém num certo sentido tem o direito de fazer esta promessa. A ventura de estar amando é de tal natureza que estamos certos em rejeitar como intolerável a idéia de que, o acontecimento talvez seja transitório. De um só pulo ele transpôs a parede espessa do nosso “eu”; tornou altruísta o apetite em si, jogou para o alto a felicidade pessoal como uma trivialidade e plantou os interesses de outrem no centro de nosso ser. Espontaneamente e sem qualquer esforço cumprimos a lei (em relação a uma pessoa) de amar nosso próximo como a nós mesmos. Trata-se de uma imagem, uma antecipação, do que devemos tornar-nos para todos se o próprio Amor imperar em nós sem um rival. Existe até mesmo um preparo para isso. Deixar de amar novamente é - se posso inventar essa feia palavra - uma espécie de desredenção.

Eros é impelido a prometer o que Eros por si mesmo não pode cumprir."

 
Olá novamente queridos.
Lendo o livro de Lewis, meditando sobre minha própria vida, falando com Deus, amigos (incluo vc chéri) e a Dra. Jolie, cheguei a importantes conclusões.

Não amei o ex. Estive apaixonada. Completamente, perdidamente, insanamente, tresloucadamente - é verdade, mas não era amor, era paixão.

De acordo com o Wikipédia  "a paixão (do verbo latino, patior, que significa sofrer ou suportar uma situação dificil) é uma emoção de ampliação quase patológica. O acometido de paixão perde sua individualidade em função do fascínio que o outro exerce sobre ele. É tipicamente um sentimento doloroso e patológico, porque, via de regra, o indivíduo perde parcialmente a sua individualidade, a sua identidade e o seu poder de raciocínio."

Ainda, de acordo com o Wikipédia:

"O sentimento exacerbado entre duas pessoas, é um exemplo de uma paixão. A paixão pode ultrapassar barreiras sociais, diferenças de formação, idades e gêneros. A paixão completamente correspondida causa grandiosa felicidade e satisfação ao apaixonado, pelo contrário qualquer dificuldade para atigir essa plenitude pode trazer grande tristeza pois o apaixonado só se vê feliz ao conseguir o objeto de sua paixão. A paixão é uma patologia amorosa, um superlativo fantasioso da realidade sobre o o outro, tendo em vista que o indivíduo apaixonado se funde no outro, ou seja, perde a sua individualidade, que só é resgatada quando na presença do outro. 

Com o passar do tempo, essa intensidade de fusão vai se esvaindo, tendo em vista que a paixão é uma idealização mítica do outro. Quando o apaixonado começa a perceber que essa idealização, com o passar do tempo, foi equivocada, porquanto o outro não se comportava dentro do perfil de expectativas idealizado miticamente pelo apaixonado, é gerada uma intensa frustração, que passa a ser vivenciada com intensa irritabilidade pelo então apaixonado. 

Desta forma, o apaixonado vai percebendo o equívoco que cometeu, pela recorrência das frustrações no tocante às suas expectativas fantasiosas pelo outro, objeto da paixão e o processo começa então a regredir, a se inverter, com a paulatina volta e reforço da identidade do ex-apaixonado, que passa a enxergar o outro como ele realmente é, o que, via de regra pode até gerar um sentimento inverso de extrema repulsa, pelos sofrimentos suportados." (Sic, grifei).

Com o perdão da expressão gente: PUTA QUE PARIU! 

É ISSO! É EXATAMENTE ISSO! 

Foi uma maldita paixão! Nunca foi amor! Eu achei que fosse, tinha certeza (uma certeza equivocada), mas na verdade era o eros bandido, destruidor de corações. E putz! Como saber disso é bom! Quão libertador é! Eu estava cega, totalmente cega, não de amor, mas de paixão, P-A-I-X-Ã-O.

Sabe, todo santo dia me diziam que era questão de tempo pra desencanar desse malfadado relacionamento, e eu ficava indignada porque esse tempo não chegava, mas agora chegou.

O meu tempo chegou.

Só quero registrar meu OBRIGADO ao ex pelo "empurrãozinho" dado. Vê-lo com a garota com quem estava me traindo, tão pouco tempo tempo depois que terminamos foi destruidor, mas igualmente libertador. Naquele fátidico sábado, ele conseguiu numa tacada só MATAR TODO E QUALQUER SENTIMENTO BOM que havia preservado no meu coração.

Por isso, obrigado ex. Apesar da pior dor do mundo que me causou, sinto agora um alívio tão grande por saber que vc nunca existiu de verdade! Vc foi apenas uma mentira inventada, uma bela mentira, mas só isso. Vc não é bom, doce e amável como fingiu (e me enganou) ser. Vc nunca me amou, só me usou, me iludiu, me traiu e quando se cansou, me descartou, como se eu não fosse nada, como se eu não valesse nada, e me substituiu pela primeira leviana que apareceu. Vc ex, é apenas uma pessoa vazia e egoísta, que não ama ninguém a não ser vc mesmo.

Graças a Deus, a terapia e as pessoas que me amam de verdade, não precisei de mais 21 dias pra esquecer essa paixão, com cara de amor, só precisei conhecer o ex real para então reconhecer que sou muito melhor sem ele.

Não era amor, era só paixão.

Bjo, bjo e mais bjo.

4 A ideia que fazemos de alguém

domingo, 29 de maio de 2011
"Nunca amamos ninguém.
Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém.

É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos.
Isso é verdade em toda a escala do amor.
No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa."
(Fernando Pessoa)

Boa tarde blogueiros,

Aviso desde já que o post será longo, portanto, se estiver cansado, sem paciência ou se está aqui 'só de bobeira' não leia ok?!

Agora, se vc está afim de se perder (como eu ainda me sinto),  se indagar, tentar entender, fique bem a vontade. Espreguiçe, se ajeite na cadeira, no sofá ou na cama, ou aonde quer que esteja e me ajude. Me ajude a compreender o que sinto.

Pois bem. Murph gosta de me sacanear. Sempre. E em um sábado a noite não poderia ser diferente, claro.

Pra quem acompanha o blog, sabe muito bem da atual conjectura do meu universo particular. 

A garota que vos escreve está solteira, em um processo intenso e punk de renovação pessoal, utilizando-se de vários artifícios para alcançar com máxima brevidade o resultado pretendido: SER FELIZ OUTRA VEZ.

Utópico não é mesmo!? rs.
Maaaaas, voltando ao Murph, eis que pela 3ª semana consecutiva me dirijo a Sedna (uma boate super badalada da cidade), num sábado a noite, pra curtir o som do DEXTERZ e óbvio, ver o gatinho do Junior Lima tocar (sim sim, sou da época em que tds as garotas do país eram fãs da duplinha meio brega e fofa Sandy & Junior, e dai?! rs).

Porém, como tenho saído praticamente o mês todo, estou com os pés destruídos pelo salto alto. Foi então que tive a estúpida ideia de dar uma pausa em todo o glamour e aderir ao visual "despojado e relax" (grande besteira), com direito a vestidinho clean, rasteira (super estilosa - é verdade, mas ainda assim é uma rasteira) e acessórios básicos; ontem estava tudo muito básico mesmo, enfim...

Chego lá e dou de cara com o ex* (elogios retirados), abraçado com a garota* (elogios retirados) que de tanto infernizar o namoro acabou conseguindo o que queria: ele de novo (confirmação das minhas suspeitas. Droga.).

Pânico. Total.
Fiquei naquela: vou embora ou fico aqui? fujo ou enfrento? sofro ou me escondo?

Fiquei. Enfrentei. Sofri. Enxerguei.

Ontem, pela primeira vez, passado mais de ano de convivência, enxerguei o falecido REAL, sem máscaras, desnudo da ilusão criada por mim, e foi um choque. 

Só agora entendo por que F. Pessoa escreveu: "Nunca amamos ninguém.  Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém." 

É isso mesmo mon chèr. 

Eu NUNCA amei o cara que encontrei ontem na balada. NUNCA. 
É IMPOSSÍVEL amar o cara de ontem. É IMPOSSÍVEL amar o falecido REAL. Ele causa repulsa, desprezo e nojo. É um lixo ambulante. Aquele quem foi dono do meu coração e de tudo o mais é outra pessoa. É o falecido que eu inventei, mas que não existe. Nunca existiu e nunca existirá.

Saber disso é doloroso e também é libertador. Quão aliviante é a sensação que tenho hoje. Tenho o coração anestesiado, ferido e magoado - é verdade, mas com o sangue estancado.



Acordei tentando entender tudo o que aconteceu ontem. Faço as seguintes ponderações:

1. "Nunca amamos ninguém.  Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém."

2. Nunca, mas nunca mesmo amei o falecido real. Amei uma ilusão. Uma fantasia criada por mim e mantida pelo ex* (elogios retirados).

3. Nós nunca conhecemos o outro. Nunca. O ser humano consegue sempre surpreender; mentindo, enganando, mutilando, sem se importar com a dor e devastidão causada, afinal, ele só se importa com o próprio umbigo* (elogios retirados).

Assim como a terapia, não entendo muito bem o que isso representa ou como me modificará e ajudará agora. Por mais que eu tente entender, tenho apenas impressões, pensamentos confusos e emoções à flor da pele. Mas de uma coisa estou certa, me fará bem, muito bem...

Bjo, bjo

0 Um Brinde a Vida. O luto acabou.

sábado, 14 de maio de 2011
A Sexta-feira no dia 13 de qualquer mês, é considerada popularmente como um dia de azar, para mim, no entanto, a história é um pouco diferente.

Ontem, sexta-feira 13, foi um importante marco no meu processo de Renovação.
Depois de uma semana conturbada e cheia de altos e baixos (mais 'baixos' diga-se de passagem), decidi, conscientemente ou não, vencer alguns obstáculos.

1º Ouvir música sertaneja
Tá, sei que boa parte das pessoas que conheço e convivo ODEIAM o sertanejo, provavelmente, até vc que me lê agora, mas eu gosto muito! rsrsrsrs. Entretanto, desde o término não ouvia mais, pela depressão que me causava (fato inconteste). Mas ontem, com o início da Pecuária em Goiânia não resisti e, compulsivamente comecei a CANTAR em ALTO e BOM TOM a música 'Telefone mudo'!

Gente do céu essa música é tradiçãããããããão em Goiás! hahahahaha. E cantá-la, esgualadamente, no trânsito, às 18h, NÃO TEVE PREÇO!
Foi cômico! O povo olhando e eu nem aee, cantando e cantando! rs.
Por isso queridos blogueiros deixo essa pérola para ouvirem. Sinta o sertanejo de raiz tocar na sua veia! hahahahaha.
Brincadeiras à parte, vcs não imaginam a importância disso pra mim. É como um grito de liberdade! Um 'FUCK YOU' pro falecido e um largo sorriso para a vida! Aoooooooooooo tchêtchêtchê!!!!
Aprecie sem moderação.

"Eu quero que risque o meu nome da sua agendaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Esqueça o meu telefone não me ligue mais
Porque já estou cansado de ser o remédio
Pra curar seu tédio
Quando seus amores não lhe satisfazem

Cansei de ser o seu palhaço
Fazer o que sempre quis
Cansei de curar sua fossa
Quando você não se sentia feliz

Por isso é que decidi
O meu telefone cortar
Você vai discar várias vezes
Telefone mudo não pode chamar"




2º Sair pra balada
Após o deleite sertanejo (rs), resolvi aceitar o convite de uma amiga que insiste comigo há um bom tempo pra sair.
Onde fomos?
Sedna Lounge.
Se foi bom?
Foi perfeeeeeito!!!!

Meu brinde foi a vida, as novas oportunidades que têm surgido e especialmente AO FIM DO LUTO!
Chega.
Sexta-feira 13 e nada de azar. Sorte, muita sorte!

E a renovação continua...

Bjo, bjo e um sábado tão feliz quanto a sexta.

3 De tudo o que ele me deu, o melhor foi um pé na bunda!

domingo, 8 de maio de 2011
Boa noite blogueiros =]
Recebi uma dica da queridona Andréa, que passa por aqui vez ou outra, sobre um site super bacana, onde encontrei o texto que transcrevo a seguir (http://lucielaineandreatti.multiply.com/reviews/item/19).
Me diverti horrores e me identifiquei demais, credo! rsrsrsrs.
Espero chegar a mesma conclusão, sem precisar passar por todo o caos descrito. E que Deus me ajude!


DE TUDO O QUE ELE ME DEU, O MELHOR FOI UM PÉ NA BUNDA

Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo: "olha, não dá mais". Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado mesmo, mas não se termina nenhuma história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo?

Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu: "mas agora eu to comendo um lanche com amigos". Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele. Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não volta pra mim?

Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta. E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia.

Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito. Decidi ser uma mulher mais feliz, afinal, quando você é feliz com você mesma, você não põe toda a sua felicidade no outro e tudo fica mais leve.

Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de vários livros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu. Mas eu sou taurina com ascendente em Áries, lua em gêmeos e filha única! Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi que eu tinha que ser uma super ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim.

Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida. Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida.

Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei pra Santo Antônio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris.

Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar.
Resultado disso tudo: silêncio absoluto...

O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele. Até que algo sensacional aconteceu. Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher, que eu acabei me tornando mulher demais para ele.

ELE QUEM MESMO?"


(Marta Medeiros)

Ráh! O texto é cômico e bem realista (rs). Não podia deixar de compartilhar com vcs. Gostaram?

Quero registrar ainda, meu super parabéns a todas as Mães pelo seu dia! Muita alegria, paz, saúde, paciência e amor, sempre e sempre.
Mãe TE AMO DEMAIS! Obrigado por tudo!

Uma semana sensacional pra tds nós.

Bjo, bjo

5 Como tudo mudou

terça-feira, 3 de maio de 2011
Boa noite blogueiros queridos!

Saudade de escrever.
Eu?!? completamente sem tempo =/
Muitas, muitas coisas aconteceram desde a última terça-feira.
Situações inusitadas, muita dança, o início da segunda pós graduação, casamento de primo, bolo, amigos + igreja + pizza, gente nova, bonita e bacana.

Nossa! Quanta coisa BOA!

Não podia deixar de escrever hoje, especialmente pelo marco que a data representa: 2 meses, desde o término.

Páro, penso, vejo e me surpreendo.
Tudo mudou. E mudou pra muito melhor!
Me vejo diferente, me sinto diferente, trabalho diferente, danço diferente. Estou diferente.

Estou feliz.

Feliz sim e agraciada por Deus!

Quero registrar aqui o meu muito Obrigado a Deus, minha família, aos amigos - dentre eles, VC blogueiro(a) querido(a) - e a Dra. Jolie, pois têm uma parcela super importante nesse processo de auto conhecimento e renovação. Vcs influenciaram sobremodo o atual estado de espírito.

Então, muito obrigado! Pelo amor, pelas orações, palavras de incentivo, conselhos, 'ouvidos' e 'olhos' atentos, zelosos e carinhosos. Muito, muito obrigado mesmo.

Voltei a gargalhar!!!!
Senti meu coração disparar em duas oportunidades!
(e eu achava que isso nunca mais fosse acontecer).
Me sinto voando num "balão em Paris"! (quem sabe em julho né?! rs)




E é pensando nessa viagem de balão, com múltiplos significados, que termino o post.
Deixo ainda, uma música da Maria Gadú (Paracuti) que gosto muito, até porque melodia, poesia e sonho nunca é demais...



Bjo bjo, e muitas horas de balão...

3 O meu Adeus

segunda-feira, 4 de abril de 2011
Bom dia blogueiros.
Depois do fds absurdamente triste, cheguei a algumas importantes conclusões. Enfim me decidi.
Mandei hoje um e-mail definitivo pro ex, e o transcrevo aqui, porque me marcou e quero registrar o início de uma nova fase.
Hoje, dia 04.04.2011 começo e me reconstruir de verdade.
Consciente e com o coração andando ao lado da razão.
Não é fácil, nem simples. É doloroso e destruidor, mas necessário.
Hoje consegui dar "o meu adeus" a esse amor.

O e-mail:

Te ver (Skank)

"Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível

É como mergulhar no rio
E não se molhar
É como não morrer de frio
No gelo polar
É ter o estômago vazio
Não almoçar
É ver o céu se abrir no estio
E não se animar

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível

É como esperar o prato
E não salivar
Sentir apertar o sapato
E não descalçar
É ver alguém feliz de fato
Sem alguém prá amar
É como procurar no mato
Estrela do mar

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível

É como não sentir calor
Em Cuiabá
Ou como no Arpoador
Não ver o mar
É como não morrer de raiva
Com a política
Ignorar que a tarde
Vai vadiar e mítica

É como ver televisão
E não dormir
Ver um bichano pelo chão
E não sorrir
É como não provar o nectar
de um lindo amor
Depois que o coração detecta
A mais fina flor

Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível"


Bom Dia -----.

Resolvi escrever esse e-mail para tentar explicar algumas coisas que considero muito importantes.
Talvez minhas palavras sejam um pouco desconexas, sem linearidade alguma, assim como está meu coração.
Pois bem.
Passado um mês do término do nosso namoro consegui, enfim, aproximar a razão do coração e consegui entender, pelo menos em parte, o que tem me dito nos últimos dias.

Ontem, consegui compreender o que vc está sentindo.
Pela primeira vez o meu coração entendeu.
Sei que precisa de um tempo só seu, para se encontrar, para descobrir o que quer, se ainda me ama ou não mais. Percebi que a dúvida te impede de tomar qualquer decisão por hora, e não só em relação a mim.

Entendi que, não adianta continuar insistindo com vc. O meu "recado" já foi dado e vc sabe muito bem tudo o que sinto e o que penso, mas agora preciso recuar.

Quanto a mim, também entendi muitas coisas.
Entendi que errei com vc.
Entendi que depositei uma "carga" sobremodo eleveda sobre vc. Todos os meus sonhos, todas as minhas expectativas, todas as minhas alegrias, tristezas, esperanças, tudo. Coloquei tudo sobre vc.
Vc se tornou o meu deus e foi nesse momento que passei a te perder, eu só não percebi antes.

Me perdoe por isso.

Eu te amo mais do que tudo na minha vida.
Eu te amo mais que a mim mesma, mais que Deus, minha família ou qualquer outra coisa.
Vc se tornou o centro do "meu universo particular", o único motivo, a única razão do meu existir e isso tá completamente errado! (hoje, eu sei).

Então constatei que, todo o caos causado quando do término foi em decorrência desse sentimento, dessa dependência, desse amor que não poderia ser seu, não desse jeito, não com tamanha intensidade e entrega ilimitada.

Eu me encontrei e me perdi em vc. Fui sua sem reservas.
Vc me levou ao céu... e foram dias de glória.
Eu conheci um novo mundo ao seu lado.
Eu amei de um jeito novo e eu te amo como nunca amei ninguém.

Mas, infelizmente, não dá pra continuar vivendo nesse ciclo vicioso em que me encontro.
Preciso libertar vc desse amor, do meu coração, e eu preciso voltar a viver.

Saber de vc, ver vc, ainda que virtualmente, é devastador.
Cada atualização sua me faz pensar que o faz para me ferir, para dar algum sinal subliminar de algo, e a realidade nem sempre corresponde a ilusão criada...

Vc sabe o quanto acho infantil e imaturo deletar alguém de orkut, msn e face, mas precisarei fazer isso ok?

Preciso fazer isso pra me libertar de vc.
Preciso ser liberta desse amor.
Eu não queria!
Queria costurar minha vida à sua. Queria me casar com vc, viver todos os meus dias ao seu lado, formar uma família, ter filhos, cahorro (rs), tudo! Mas vc não quer e não posso fazer mais nada, eu sei.

Eu não te quero mal, tampouco tenho raiva.
Hoje, tenho um coração muito magoado, ferido, triste e despedaçado, mas preciso me reconstruir.
Preciso me reencontrar. Preciso "renascer das cinzas".

Daqui um tempo, quando estiver curada de vc, curada desse amor, pronta pra te ver e falar com vc, irei te re-adicionar em tudo outra vez! e espero que me aceite, é claro, em cada site inútil "de relacionamento" que existe, msn e em tudo o mais onde eu possa te encontrar.
Vc é muito importante pra mim e eu nunca vou esquecer tudo o que vivemos juntos.
Só que agora preciso desse espaço. Também vou precisar de um tempo pra te esquecer.
Preciso me distanciar, pra reaprender a viver sem vc.

Então, depois de um e-mail feito com tanta dor e lágrimas, acho que é melhor dizer adeus.

Amo muito vc.

Um beijo, como foi nosso primeiro.

Sara Caroline.

1 Estaca a zero

domingo, 3 de abril de 2011
Desespero total!
Tem alguma coisa pior que sair num sábado a noite, ir pra uma boate e se deparar com o ex na hs?

Aff...
Que desespero! Que desespero!

A vontade de falar com ele, o medo de vê-lo com outra, os amigos da época do namoro ali, o ex-cunhado e a namorada - pessoas que adoro!, enfim, que merda!

Gente passei um dia péssimo e a noite só piorou tudo.

Depois de tanta insistência resolvi aceitar o convite de uma amiga, e sair com uma galera super legal pra uma boate super badalada daqui. Chego lá, vejo gente bonita e começo a dançar: a libertação. Passado algum tempo, eis que passa do meu lado o ex-cunhas.

Eu: 1ª Pergunta: Ah não!? Não me diga que ele tá aqui?!

Ex-cunhas: Tá Sara, bem ali (e apontou o lugar). É aniversário de fulano e tá td mundo aqui.

Eu: Eu tb vim pra um niver. Não quero encontrá-lo! Eu o amo, mas ele me deu um pé na bunda!!!

Ex-cunhas: Esquece ele! Ele não sabe o que quer da vida, não se encontrou na sua própria vida, ele não te merece, não sofra! Curte a vida e seja feliz. Procure alguém melhor, ele é um problema, vc sabe disso. Enquanto ele não aprender a se relacionar consigo mesmo, ele não saberá se realcionar com ninguém. (disse algo mais ou menos assim...)

Eu acabei mudando de assunto e logo depois o ex-cunhas saiu. Fiquei procurando o ex até encontrá-lo.

Que merda!!!

Estava começando a curtir a noite, a dançar (algo que adoro!), a sorrir, mas depois disso perdeu a graça.

Resultado: decidi ir embora. Me despedi do povo e fui saindo. Parei e perguntei pra minha amiga: falo ou não falo com ele?

Ela: Fala. Só diga um oi e avisa que já tá indo e só queria se despedir. Nada mais!

Eu: Ok. (Mentira).

Fui lá. Ele conversando com 2 mulheres. Falei oi e ele me deu um abraço. Falei que estava indo, que eu havia o visto e não dava pra continuar ali.

Ele disse: Não faça isso. Não faz isso comigo. Não faz isso com vc.

Eu: Ãããn??? Olha eu quero ficar com vc e sei que isso não vai acontecer. É melhor eu ir embora, não dá pra ficar aqui.

Ele: Não diz isso. É crueldade comigo.

Eu: Queeeeee???? Crueldade????? Crueldade é o que vc tá fazendo comigo! Eu te amo.

Ele: Não diz isso. Não faz isso com vc.

Eu: Então o que eu devo fazer, me diz? Pq eu não sei.

Ele: Não faz isso. Olha nós já conversamos e eu já te disse td o que eu tinha pra dizer.

Foi como um tapa na minha cara. Fiquei sem reação. Não pude, nem consegui fazer nada. Depois disso, virei as costas e sai. Assim mesmo, sem dizer nada.

Que merda. Que dor. Que saudade dele! Do seu cheiro, do beijo, de tudo. Quanto sofrimento. Quanta desilusão. Quanto amor...

Cheguei em casa sem eira nem beira. Não dormi nada essa noite. Acordei engasgada, com o estômago revirando, com essa dor no peito e a vontade de escrever.

Cá estou, me expondo vexatoriamente. Mostrando minha humilhação de forma pública. Minha dor, meu lamento, meu desespero.

Não sei mais o que fazer. Estou de volta a estaca a zero.

0 "O tempo é um fardo"

sábado, 2 de abril de 2011
"Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para lhe esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais (...)"


(Amado - Vanessa da Mata)

Olá blogueiros.
Tenho vivido dias tão difíceis, tão dolorosos, tão infindáveis e é tão ruim.
Amanhã faz um mês que o (ex) Príncipe terminou comigo e lembrar disso é inevitável. E sofrer por isso também.

Tenho me empenhado muito para superar essa fase, pra esquecer esse amor e seguir adiante. Tenho caminhado em passos ainda incertos e vacilantes, mas não tô me permitindo parar.

Na última conversa com a Dra. Jolie restou evidenciado o início ao processo de superação da dor. Tenho trabalhado muito, marquei a viagem pra Europa, retornei ás aulas de dança de salão e começei com o tango também, tudo para me ajudar.

É estranho amar alguém e perdê-lo depois de um tempo. É como se faltasse um pedaço de mim. Falta um pedaço do meu corpo e outro da minha alma e esse vazio é estarrecedor.

A Dra. Jolie me passou mais uma lição a ser feita antes da próxima consulta: agora é a hs de tentar olhar a realidade das diferenças que existem entre eu e o ex e, buscar saber se verdadeiramente eu conseguiria viver junto assim.

Visualizar, não só o tempo presente, onde estou disposta a enfrentar qualquer dificuldade pra estar junto, mas tentar propagar nossas incompatibilidades ao longo dos anos.

Ainda não consegui fazer essa lição. Claro, estou um pouco mais equilibrada e ponderada. Por mais que me destrua, entendo os motivos que levaram o ex a romper comigo, só não estou pronta (ainda) pra viver sem ele e também não estou pronta para concordar com ele.

Oro muito pra que Deus me ajude a superar tudo isso, a me perdoar e a seguir adiante. Mas quando penso em tudo o que fiz, no quanto me doei e me entreguei ilimitadamente a esse amor, simplesmente perco o chão.

Sei, porém, que já insisti demais; já o procurei por tantas vezes, e sempre ouço a mesma negativa. Não sou do 'tipo' que desiste do que quer. Sou do 'tipo' que luta e vai em busca até as últimas consequências, mas eu já fui e já cheguei às últimas consequências e ainda não me conscientizei disso.

Soube hoje, que uma prima com a minha idade está se separando. Foi um relacionamento de 5 anos. Eu fui "dama-moça" e cantei no casamento dela e ver tudo ruindo é frustrante e triste... e é ai que busco forças pra fazer meu coração entender, mesmo que na marra, que é melhor um término agora do que protelá-lo pra daqui um tempo.

Se é inevitável, melhor não continuar sonhando em vão. Afinal, quanto maior o tempo, maior a dor.

E pra terminar, deixo uma frase de Nietzche que representa bem tudo o que disse até agora e o que sinto nesse momento:

"O tempo é um fardo"

Bjo, bjo

0 A triste e irrevogável constatação do fim

domingo, 27 de março de 2011
"Algumas vezes o fim do namoro pode acontecer de maneira repentina, sem que um dos dois concorde com a idéia triste de ter que colocar fim em algo que lhe parecia ser tão bom.

A verdade é que a dor de amor realmente existe e apenas quem já passou por isto é capaz de saber o quanto ela dói. A pessoa fica desnorteada e sem saber o que fazer da vida. A dor de amor é um vazio intenso que prejudica a pessoa e a deixa obcecada pelo relacionamento fracassado.

Na maioria das vezes basta dar tempo ao tempo que as coisas vão se acertando e fica possível levar a vida normalmente, mas para algumas pessoas este tempo só faz com que aumentem ainda mais a dor e a saudade deixada pelo fim da relação.

A melhor forma de esquecer alguém, é mantendo distância e tentando viver a própria vida. Entretanto, muitas pessoas não conseguem dar este primeiro passo e acabam fazendo justamente o contrário: elas se torturam ao presenciar o ex levando a vida felizes sem a sua companhia.

Algumas pessoas são ainda mais masoquistas e se torturam ao assistir seu ex sendo feliz com outra pessoa. Existem mulheres que ficam por perto, como urubus, esperando que o novo romance dele chegue ao fim para que ela possa ficar com as sobras ou apenas para sentir-se vingada.

Além disto, há ainda algumas pessoas que se cuidam apenas para se mostrarem melhores, nas esperança de que o outro reconheça o que perdeu e volte atrás na decisão. Dentre estas mulheres, há aquelas que realmente querem voltar com o parceiro e esquecer o que passou, mas existem também algumas que querem apenas ter a chance de dizer não, pois acreditam que isto será suficiente para que se sintam melhores.

A verdade é que ninguém é obrigado a ficar com ninguém e por mais que a pessoa esteja se sentindo prejudicada com o fim do relacionamento, a única coisa que ela tem a fazer é seguir com a própria vida e evitar pensar naquilo que não está lhe fazendo bem.

Para esquecer alguém, algumas pessoas se matam de trabalhar, fazem novos cursos, ou se dedica mais as outras pessoas, transformando o amor que tinha pelo outro em carinho pelas outras pessoas. O mais importante é descobrir como substituir o sentimento ruim em algo bom.

Só a própria pessoa poderá se livrar da tristeza e fechar a ferida deixada pelo fim do relacionamento."

O artigo, que desconheço a autoria, só expressa a triste e irrevogável constatação do fim. Já não há nada a se fazer, a não ser se livrar da tristeza e fechar a ferida...

Foda. Muito foda.

0 Renovação

domingo, 20 de março de 2011
"Você tem que estar preparado para se queimar em sua própria chama: como se renovar sem primeiro se tornar cinzas?" (Nietzsche)

Boa noite blogueiros!
Um amigo me disse que toda crise gera mudança, e que toda mudança gera dor.

Grande verdade.

Meus dias tem sido tumultuados, tristes, confusos, interessantes e inesperados.
Em meio há tanta dor, reencontrei alguém que não via há mais de um ano, o Dr. Psico! (rs).

Quem é ele???

Bem, é um amigo de um amigo, que acabou sendo meu "amigo" tb (amigo entre aspas, porque de fato não sei se essa é a melhor palavra para definí-lo agora...).

O Dr. Psico é psicólogo (por isso o codinome), tem um papo super agradável, é daqui, mas tá por aqui há pouco e voltou pra ficar (eu acho). Tem estado presente nos últimos dias e o sinto, como alguém com quem posso contar. Ouve minhas lamúrias e reclamações amorosas, aguenta meu choro, me estende a mão, me dá conselhos, compartilha suas experiências, ri das minhas nóias e de quase tudo o que falo; bate o pé inconscientemente quando fica meio sem jeito comigo e perde o raciocínio com certa facilidade...

É engraçado e igualmente inesperado viver essa aproximação. Inesperado e bom. E revigorante tb.

Dr. Psico tem me ajudado muito, assim como alguns amigos próximos. Não conseguia ver a dimensão e relevância das palavras de apoio e incentivo, e hoje me sinto grata por ter pessoas tão especiais perto de mim. Sem eles, não suportaria esses dias.

Nossa vida é feita de ciclos, de constantes renovações, de crises e dor, de alegria, paz, amor e falta de amor.

Hoje sou cinza, sou pó, sou o resquício do que um dia foi colorido e feliz, sou o que resta de um temporal, de uma avalanche sem precedentes, sou vazia e triste, um morto que vive, sem saber como está de pé.

Estou vivendo uma renovação. É um ciclo que se fecha. Estou me tornando uma "borboleta" não é Dr. Psico?!?



Hoje sou feia, frágil e triste. Amanhã serei bela, livre e forte.


O tempo no casulo não é eterno, é passageiro, assim como minha dor.

Que vivamos uma semana renovadora (e feliz)!

1 Decisões, decisões

sexta-feira, 18 de março de 2011
"É que por enquanto a metarmofose de mim em mim mesma não faz sentido. É uma metamorfose em que eu perco tudo o que tinha, e o que sou. E agora o que sou?
Sou: estar de pé diante de um susto. Sou: o que vi. Não entendo e tenho medo de entender, o material do mundo me assusta, com seus planetas e baratas".

(Clarice Lispector)


Depois do surto psico-melodramático de ontem, resolvi buscar ajuda (profissional).
Sei que ainda td é recente e, lidar com a dor é questão de sabedoria, paciência e tempo. Mas não tenho sabedoria, nem paciência, sequer tempo.

O que tenho é essa dor constante e terrível e não dá pra continuar assim.

Depois de várias ligações, terminei o dia de ontem frustrada. Não achei nenhum psicólogo com dia livre nas próximas 2 semanas pra me atender! Aff...

Hoje acordei pensando: "ah, já tô melhor, deixa esse negócio de psicólogo pra lá..."
Pra minha surpresa, recebi uma ligação agora pela manhã, informando que havia surgido uma vaga na agenda, perguntando se eu ainda teria interesse.

Ráh! Na hora né?! Aceitei.


Semana que vem terei mais novidades! hahahahaha. Quero ver o que vai dar essa análise... tô bem curiosa! rs

Espero, de verdade, que me ajude a lidar melhor com as emoções; isso é fundamental.

Então é isso. Continuo aguardando mais conselhos, dicas e tudo o mais de vcs. Toda ajuda é sempre bem vinda. E a dor vai passar, sei que vai.

Bom fds!

Bjo, bjo

0 Recaída

quinta-feira, 17 de março de 2011
"Eu não sei se vale a pena
Aceitar esse teu jeito
Todo mundo tem defeitos
Por favor não to querendo te julgar

Somos muito diferentes
E por mais que a gente tente
A cabeça dá um nó e vai ficar pior se a gente não parar

Vai doer
Mas não tem jeito fácil de terminar
Vou sofrer
Mas te amo e não quero te machucar

Não fique assim
Eu também to tentando ser forte e não chorar
Olha pra mim
Vai ficar tudo bem quando a dor passar

Vai ser sempre a primeira namorada
Esse amor não vai sair de mim por nada
E nem pense em se afastar de mim
Vai ser muito ruim se eu não puder te ver

É normal que a gente tenha se enganado
Nossa história aconteceu no tempo errado
Eu não sou bom em me despedir
Mas é melhor eu ir pra não me arrepender
Tente entender"


(A Primeira Namorada - Sorriso Maroto)

Boa noite blogueiros queridos, tive uma super recaída hoje.
Resumindo a história, ouvi na rádio essa música estúpida e revivi tudo o que ouvi do ex no término.

Foi uma me***!

Chorei, depois de dias, chorei compulsivamente.
Revivi todo o pânico experimentado há 2 semanas; a mesma dor, desilusão e desespero.
Liguei pra ele.

Grande estupidez.

Declaração inútil de amor.
Apenas uma frase: "Sara nós já conversamos sobre isso".

Sim, nós conversamos, mas e daí?
Não estou confortável nessa situação e nem sei mais o que fazer pra mudar meu coração!
A razão me aponta milhares de pontos favoráveis ao rompimento, mas o danado do coração só sabe me torturar.
Como vencê-lo nessa batalha?
Como manter a racionalidade e deixar a emoção pra lá?

Não sei.

Palavras amigas, conselhos mil, não conseguiram arrancar esse sentimento de mim.
Dizem que o tempo resolve tudo, acalma tudo... mas que tempo é esse? e quando ele irá chegar? me curar?

Também não sei.

Sei que busco infinitos meios de lidar com a perda e ainda não encontrei nenhum que, de fato, me ajudasse.
Meu único desejo é de ter a alegria devolvida e esquecer, arrancar, de uma vez por todas, esse amor de dentro de mim o mais rápido possível.

Hoje, estou desolada. Completamente.

0 Bom fds com Fernando Pessoa

sexta-feira, 11 de março de 2011
"Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um"

(Fernando Pessoa)

Blogueiros queridos, depois de um poema como esse só posso dizer que estou tentando, novamente, apreender a ser UM, pra então viver a DOIS (acho que pulei essa lição...).

Hoje o que importa é meu desejo a vcs e a mim também, de sentir toda felicidade do mundo, porque nós merecemos. E como...

Bjo, bjo e bom fds!

PS: Melhor a cada dia =]