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2 A rainha de alguém

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Distante do blog há meses. Mudei o foco, mas em dias como hoje é necessário escrever.

Grande parte do blog foi escrito em meio a uma confusão emocional interminável.  Era interminável e, por vezes, me faz crer que ainda é.

O segundo personagem central dos posts em boa parte dos anos 2010 a 2012 tem nome, sobrenome, endereço e uma vida real e desgraçada.

Eu o amei. O esqueci. Me refiz. Fui amaldiçoada. E o amei outra vez.

Maldito e estúpido coração.

Estúpida e novamente estúpida, eu.

Depois de outros tantos altos e baixos, me deparei com um trecho da música escolhida e postada por esse '2º personagem', logo após o meu aniversário:

"I'm just a waste of her energy
And shes just wasting my time"
 
(Jack Johnson. Wasting time). 

Que belo presente não é mesmo?!

Só quero que em 2013 eu não desperdice o tempo de ninguém e que enfim, eu seja a rainha de alguém.

"If I could be king, even for a day
I would take you as my queen
I would have it no other way
And our love would rule
This kingdom we have made"
 
(Eric Clapton. Change the world).

0 Outra vida

domingo, 19 de agosto de 2012
"Depois do desastre e mil pedaços,
 recompusemos nossos destroços
 e do que sobrou - um novo começo.

Nossas mãos unidas
ganharam outra força
e reinventamos outra vida."

 (Restauração. Sempre, Darcy França Denófrio).
 
Bom dia blogueiros,
 
Como é bom estar de volta às palavras.
 
Hoje, relendo Darcy França D., me deparei com esse poema que tanto gosto: Restauração.
Está aí algo que busquei com muito afinco e dedicação. Restauração; um novo começo; reinvenção; outra vida.
 
Outra vida.
 
É maravilhoso perceber que, ainda que muitas coisas estejam exatamente no mesmo lugar, eu não estou.
Os conselhos que todas as pessoas do mundo dão e que você, tenta seguí-los (em vão, pois, sem convicção), de repente se tornam sua própria escolha e decisão.
 
Nessa outra vida, você se torna senhor de si e dono da sua razão.
 
Você descobre que não adianta se sabotar, viver melindrosamente, construindo-se em cima de emoções passadas e não mais relevantes.
 
Você percebe que a outra vida é outra mesmo, e que você já não se encaixa naquele velho molde apertado e desgastado. Você cresceu. Na verdade, você se agigantou; está do tamanho certo, o seu.
 
Pois, "depois do desastre e mil pedaços, recompusemos nossos destroços e do que sobrou - um novo começo. (...) e reinventamos outra vida."

Bjo, bjo!

2 Coaching!

sábado, 21 de julho de 2012
O que dizer depois de tanto tempo distante do blog, distante dos posts, distante dos amigos blogueiros?!

Nem sei por onde começar... talvez, pelo motivo que me trouxe de volta, o Coaching.

Explico.

Estou passando por um processo de coaching atualmente e, para quem ainda não sabe bem o que é ou como funciona, seguem algumas informações bacanas, encontradas no site da Wikipedia:

Coaching é um processo definido com um acordo entre o coach (profissional) e o coachee (cliente) para atingir a meta desejada pelo cliente, onde o coach apoia o cliente na busca de realizar as metas de curto a longo prazo através da identificação e uso das próprias competências desenvolvidas, como também do reconhecimento e superação de suas fragilidades.

O coach (treinador, numa tradução à letra) atua encorajando e/ou motivando o seu cliente, procurando transmitir-lhe capacidades ou técnicas que melhorem as suas capacidades profissionais ou pessoais, visando a satisfação de objetivos definidos por ambos, considerando ideias como a de que o simples fato de compartilhar pensamentos/ideias que estão soltos e poder organizá-los, transformando em uma meta desafiante com um Plano de Ações pode levar a concretizar antigos sonhos.

Atualmente existem três grandes tipos de coaching, Coaching executivo, Coaching de performance e o Coaching pessoal, os quais se subdividem em outros nichos. Dentre estes, escolhi o Coaching pessoal ou coaching de vida (life coaching).

Este tipo específico de coaching objetiva a capacitação das pessoas na sua auto-realização, pelo alcance de suas metas, alinhando-as para uma vida equilibrada com seus valores, missão e propósito de vida. A meta a ser trabalhada pode estar em qualquer área da vida da pessoa, como saúde, relacionamentos, espiritualidade, finanças, carreira, administração do tempo, família, etc.

O coach vai apoiar o coachee (cliente) na definição da meta, na estratégia para alcançar os resultados almejados e também na superação dos desafios que aparecerem ao longo do caminho. Durante o processo de coaching, o foco é no presente e no futuro, e o coach trabalhará para manter o coachee em ação para que, ao final, ele realize o que se propôs.

Pois bem, feitas tais considerações, confesso que voltar a escrever no blog é uma das ações que me propus, pois reconheço seu valor e relevância no meu dia-a-dia, e é isso o que faço agora: cumpro mais uma tarefa, em busca de um objetivo maior.

Aos poucos vou apresentando mais do processo de coaching, seu significado, incidências, modificações e progressos pessoais. Estou a caminho da 5ª sessão e já percebo reflexos dessa busca pelo autoconhecimento em áreas importantes da minha vida. Sessão após sessão me vejo mais próxima do meu "B"... rs.

Por ora é isso pessoal.

Saudades!

Bjo, bjo

0 E o que temos para hoje...

quarta-feira, 2 de maio de 2012
Então Blogueiros,

Às vezes eu fico pensando que não tem mais jeito. Parece que fiquei estigmatizada por conta do último relacionamento.
Não consigo me envolver com ninguém, ou se me envolvo, dura tão pouco que sequer pode ser considerado como algo concreto.
Me prometi que não deixaria ninguém nunca mais me magoar, mas com isso e, para efetivar isso, levantei tantos muros ao meu redor que hoje, já não vejo como sair.

Engraçada a vida. Ela está sempre nos pregando alguma peça. Se sou crédula e tenho o coração aberto e disposto a me aventurar no amor, vem alguém pra destruir tudo o que levei uma vida inteira para construir. Se tenho o coração receoso e desconfiado, me cerco com tantas barreiras de proteção, que ninguém se dispõe a ultrapassá-las e enxergar o que está do outro lado.

Sim, eu sei. Eu sei que do outro lado há uma pessoa que foi tão magoada, tão pisada, tão enganada, tão ferida, que se esconde atrás de muitas desculpas por medo de viver tudo outra vez. Entretanto, sei também, que agora há uma mulher melhor. Mais realista, mais sensata, mais pé no chão, mais madura, mas que está pronta para amar outra vez.

Estou cansada. Cansada, cansada, cansada.

Será que algum dia terei e viverei a dádiva de amar e ser amada? Será que algum dia essa realidade nua e crua terá um gostinho de mel?

Não sei. E essa incerteza e tantos desencontros estão acabando comigo.

É isso o que temos para a quarta, que tem cara de segunda-feira...

"Em vez disso, as emoções costumam se misturar durante muitos anos num cozido de contradições desconfortavelmente cru." (Elizabeth Gilbert in Comprometida).

Bjo, bjo
sexta-feira, 23 de março de 2012
Blogueiros,

Dizem que nada é para sempre.

Mentira!

Um sonho, não importa o que aconteça, sempre será para sempre.

Sempre.

Não se esqueça...

Nice. França
Bjo, bjo

0 Tempo, tempo, tempo, tempo

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
"Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo
(...)
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo"

(Oração ao Tempo - Maria Gadú)



Tempo, tempo, tempo...

Nada como o tempo Blogueiros.

Parece meio clichê, conversinha furada, blá blá blá, mas o tempo é mesmo compositor de destinos.
Para não perder o costume de vida, tenho refletido muito nos últimos dias a despeito da mudança vivenciada do decorrer de um ano.

Um ano, 12 meses, 365 dias, 8.760 horas, 525.600 minutos, 31.536.000 segundos...

Muito tempo? Pouco tempo? Tempo pra quê? De quê? Gasto com o quê? Aproveitado? Desperdiçado? Vivido? Sofrido? Contente? Suficiente? Diferente? Inovador? Surpreendente?

Enfim, faço a vc as mesmas perguntas que fiz a mim:
- O que o último ano representou para vc?
- Ou melhor, o que esse ano levou? O que ele trouxe?
-O que ganhou depois de passado esse espaço de tempo?

Eu?!...

PAZ.

PAZ em letras garrafais, pois é isso o que ocupa todo o meu coração.

Gente, como o tempo faz bem!

A proximidade do meu aniversário me trouxe à memória o mesmo dia em 2011. Mudança radical. Mudança para o bem. Mudança, obstáculos, crescimento.

Hoje já não há mais tristeza no meu coração. Já não há mais turbulência, tumulto, alvoroço. Já não há dor, tampouco rancor. Já não há amor e nem arrependimentos.
Há a experiência vivida, a ferida cicatrizada, os olhos com alcance maior, o coração mais forte, os passos mais seguros e, sim, há um sorriso rotineiro no rosto..!

Sou grata por tudo.
Hoje consigo enxergar isso. Consigo extrair as coisas boas.
Sempre dá, não é mesmo?!

O passado não muda, não muda nunca, mas o presente e o futuro SIM! É uma dádiva de Deus! Aproveite isso. Eu estou aproveitando...

Ótimo resto de semana.

Bjo, bjo!

0 Feliz 2012!

sábado, 31 de dezembro de 2011
"Te desejo uma fé enorme.

Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que 2012 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Que seja bom o que vier, pra você."

(Dizem que é do Caio Fernando Abreu, se é mesmo, eu não sei... rs)

 
 
 
Blogueiros,
 
Inicialmente quero agradecer a DEUS por mais um ano que se passou.
 
2011 foi um ano difícil, tempo de crescimento e amadurecimento, mas também foi palco de momentos de felicidade, glória e regozijo únicos!
 
Agradeço aos AMIGOS que fiz, os quais me deram forças e seguraram a minha mão, me incentivando a continuar.
 
Agradeço a Dra. JOLIE, quem desempenhou um papel fundamental na minha vida em 2011.
 
E, não menos importante, agradeço a CADA UM DE VOCÊS, seguidores, blogueiros, leitores, curiosos, que estão sempre por aqui, que me leem, me seguem, me ajudam , torçem por mim, pela minha felicidade, assim como torço pela de vcs.
 
O meu MUITO OBRIGADO!
 
Que o ano vindouro seja, em todas as áreas, melhor que o presente.
Me quero ver feliz, me quero ver sem melancolia nenhuma. Quero, da mesma forma, vê-los felizes e sem melancolia alguma!
 
Tudo, mas tudo de bom pra todos nós!
 
Bjo, bjo e Feliz Ano Novo galera!!!

0 Essas coisas levam tempo...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011
“- O que você tem que está toda ensimesmada? - pergunta ele com seu sotaque arrastado, com um palito na boca, como de hábito.

- Não pergunte - respondo, mas em seguida começo a falar e lhe conto tudinho, concluindo com: - E o pior de tudo é que não consigo deixar de pensar obsessivamente no David. Pensei que tivesse esquecido ele, mas está tudo voltando.

- Espere mais seis meses, vai se sentir melhor - diz ele.

- Eu já esperei 12 meses, Richard.

- Então espere mais seis. Vá somando mais seis meses até esquecer. Essas coisas levam tempo.

Solto o ar pelo nariz com força, como um touro.

- Escute aqui, Sacolão — diz Richard. — Algum dia você vai olhar para trás, para este momento da sua vida, e pensar que época deliciosa de luto ele foi. Vai ver que estava lamentando a sua perda, e que o seu coração estava despedaçado, mas que a sua vida estava mudando, e que você estava no melhor lugar possível do mundo para fazer isso: em um lindo lugar de adoração, cercada de graça. Aproveite esse tempo, aproveite cada minuto.”

(“Comer, rezar, amar”, Elizabeth Gilbert)

Blogueiros queridos,

Esse final de ano está mexendo demais com minha cabeça.

Procurando um arquivo no note encontrei, meio por acaso, algumas fotos que havia “camuflado” em uma pasta, referentes ao antigo relacionamento. Resolvi abrir e ver o que havia ali, e tive uma agradável surpresa.

Vi fotos de momentos, viagens, aniversários e tantas outras passagens que marcaram o namoro e descobri...
Descobri que estou curada.
Curada das feridas outrora abertas, fruto dessa relação desmedida e obsessiva.

Eu o perdoei. (Não que para ele valha alguma coisa ou faça diferença. Foda-se. Para mim vale). E mais formidável que isso: eu também ME perdoei.

Passou 1, 2, 3... 9 meses até que eu pudesse, enfim, constatar o óbvio: Acabou. Doeu. Muito. Mas, passou. Superei. Estou livre.

Hoje entendo, vejo e vivo o que Richard disse a Liz.

“Algum dia você vai olhar para trás, para este momento da sua vida, e pensar que época deliciosa de luto ele foi. Vai ver que estava lamentando a sua perda, e que o seu coração estava despedaçado, mas que a sua vida estava mudando, e que você estava no melhor lugar possível do mundo para fazer isso: em um lindo lugar de adoração, cercada de graça. Aproveite esse tempo, aproveite cada minuto.” (sic).

Minha vida mudou e continuará mudando.
Não estive estática e inerte a tudo o que me ocorreu. Pelo contrário, eu batalhei, pelejei e venci.
Agora, estou aproveitando esse tempo, cada minuto, cada segundo dele.

Bjo, bjo

0 E mais um ciclo se fecha... Dra. Jolie!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
“Mas não sei se tenho muita escolha. Procurei freneticamente o contentamento durante tantos anos, de tantas maneiras, e todas essas aquisições e realizações - elas no fim acabam com a sua energia. Se você correr atrás da vida com sofreguidão demais, ela leva à morte.

O tempo - quando perseguido como um bandido - se comporta como um bandido; está sempre uma fronteira ou uma sala na sua frente, mudando de nome e de cor de cabelo para enganar você, saindo pela porta dos fundos do hotel no mesmo instante em que você chega ao lobby com seu mais recente mandado de busca, deixando apenas um cigarro aceso no cinzeiro como provocação. Em determinado momento, você precisa parar, porque ele não vai parar. Você precisa reconhecer que não vai pegá-lo. Que a idéia não é pegá-lo. Em determinado momento, como Richard não pára de me repetir, você precisa relaxar, ficar sentado e deixar o contentamento vir até você.


Relaxar, obviamente, é uma empreitada assustadora para aqueles de nós que acreditam que o mundo só gira porque tem uma alavanca em cima que nós mesmos giramos e que, se largássemos essa alavanca por um instante que fosse, bem — seria o fim do universo. Mas tente largar, Sacolão. Essa é a mensagem que estou recebendo. Fique sentada bem quietinha agora e ponha um fim à sua participação incessante. Veja o que acontece. No final das contas, os pássaros não despencam mortos do céu no meio do vôo. As árvores não murcham nem morrem, os rios não se enchem de sangue rubro. A vida continua. Até mesmo o serviço de correio italiano prossegue na sua marcha trôpega, tocando sua vida sem você — o que lhe dá tanta certeza de que o seu microgerenciamento de cada instante deste mundo é tão essencial? Por que você não esquece isso?

Ouço essa argumentação e ela me atrai. Intelectualmente, acredito nela. Acredito mesmo. Mas, em seguida, eu me pergunto - com todo meu afã incansável, com todo meu fervor exaltado e com toda essa minha natureza estupidamente faminta: o que devo fazer com minha energia, então? A resposta também chega: Procure Deus, sugere minha Guru. Procure Deus como um homem com a cabeça em chamas procura por água.”

(Mais um trecho do livro "Comer, rezar, amar" de Elizabeth Gilbert)



Boa noite Blogueiros queridos,

Segunda-feira, 26/12: mais uma, dentre tantas datas marcantes no ano de 2011.

Hoje minha terapia teve fim.

Como me perguntaram mais cedo: "vc teve alta?" 
- Sim, respondi. Eu tive. Rsrsrs.

Confesso que estou e, contraditoriamente não estou, feliz com isso.

Me acostumei, me apeguei, aprendi a amar, de fato, a querida e maravilhosa Dra. Jolie - minha psico, o anjo que Deus colocou no meu caminho para me auxiliar nessa travessia tortuosa e surpreendente.


Nesses 9 meses de terapia pude aprender a enxergar a vida, a minha própria vida, com outros olhos.

Hoje, no encerramento desse processo analítico de auto-conhecimento, de valorização do "eu", de redescoberta de "quem sou", consegui elaborar e reconhecer pontos importantes e específicos dessa trajetória.

Ao contrário do que proferia aos quatro ventos, minha vida em 2011 não foi um caos. Claro, tive muitos altos e baixos, momentos de dor e sofrimento atroz, porém, também experimentei e vivenciei o sentimento de alegria e júbilo únicos.

Quis compartilhar esse texto com vocês porquanto me vejo refletida nele.
Em 2011, talvez, mais do que nunca, busquei freneticamente o contentamento, de várias maneiras, em inúmeros lugares e em muitas pessoas... contudo, todas essas aquisições e realizações, no fim, acabaram com minha energia.

Chego ao final desse ano estafada, exausta, sobrecarregada, mas em PAZ, comigo e com Deus.

Paz!

Quanto tempo eu a procurei, sem saber que estava todo o tempo ao alcance das minhas mãos...
E não somente a paz, mas a calmaria, o contentamento, o bem estar de se encontrar próximo, protegido e amado por aquele que nunca nos deixa sós.

Deus.

Não dá para maximizar constantemente os problemas.
Não dá para ver a vida de forma tão pessimista e sem esperança.
Não dá para se perder no sentimento de auto-comiseração e afundar, junto dele.

Não dá para fechar os olhos para tanta coisa boa que aconteceu e que continuará acontecendo.
Não dá para desprezar as chances de viver algo novo, pelo simples fato de temer o sofrimento outra vez.
Não dá para deixar de sorrir, sonhar, desejar, crer numa vida melhor.

Não dá pra parar no tempo.
O tempo não para, já cantava Cazuza, e eu, vou avançar. Ou melhor, continuarei.

Mais um ano que se encerra; muitas coisas ficarão para trás, outras para trás já ficaram.

2012 está às portas, como vc irá encará-lo?

Eu, por minha vez, vou de peito aberto, sorriso maroto no rosto e a esperança calcada aos pés do meu Amor Maior...

Jesus.

Bjo, bjo!

0 Isso lhe assusta?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011
“Sou uma filha da natureza: quero pegar, sentir, tocar, ser. E tudo isso já faz arte de um todo, de um mistério. Sou uma só. Sou um ser. E deixo que você seja. Isso lhe assusta? Creio que sim. Mas vale a pena. Mesmo que doa. Dói só no começo.”


(Clarice Lispector)

Boa noite Blogueiros,

Depois de uma longa temporada de incertezas, dúvidas, dor e maus agouros, tomei uma importante decisão.

Acabou.

Não tenho mais tempo a perder com a infelicidade de mim mesma e, como escreveu Elizabeth Gilbert em seu maravilhoso livro “Comer, Rezar, Amar” (estou lendo agora e estou fascinada!), não dá mais para viver atada a uma obsessão amorosa, seguida da completa e implacável desvalorização de mim mesma.

Eu não preciso disso. Nunca precisei.

Estou rodeada por pessoas que realmente se importam e me amam, então, porque continuar no centro desse redemoinho sem fim?

Chega.

Nos últimos dias constatei quantas perdas reais se efetivaram na minha vida diante do medo de me envolver, incluindo vc meu bem, que me surpreendeu ao confessar a descoberta e leitura ativa do blog. Blog esse que pelo conteúdo denso, carregado e, quem sabe, sombrio e melancólico demais, o fez se afastar.

Não é a primeira vez que acontece.

Talvez, isso lhe assuste. Talvez, eu o assuste. O que, definitivamente, é uma pena.

Seja como for e independente de quem permaneça ou vá de vez, decidi ser feliz.

Mais que isso, decidi me abrir novamente ao amor - o que é um verdadeiro divisor de águas em 2011.

Abrir-me ao delírio, devaneio e frenesi materializado no envolvimento de duas pessoas desconhecidas, confusas, curiosas e desejosas pelo outro.

“O amor
Entre cinzas e arco-íris
Esplendor
Por viver as juras de satisfazer o ego mortal
Coisa pequenina
Centelha divina
Renasceu das cinzas
Onde foi ruína
Pássaro ferido
Hoje é paraíso
Luz da minha vida
Pedra de alquimia
Tudo o que eu queria
Renascer das cinzas”

(Jorge Vercillo)



Sim, renascer das cinzas.

Bjo, bjo

0 Avesso imperfeito

quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Olá Blogueiros,

Às vezes, revendo fotos, posts, ouvindo certas canções, relembro tudo, com uma intensidade descomunal.

Como é possível suportar tanta oscilação?

O coração, definitivamente, é o órgão campeão em regeneração.

Fígado?! Que nada! Aquele que agüenta as piores dores e os momentos mais terríveis, incluindo a sucumbência das mágoas na infinidade etílica é o danado e insistente coração.

Segundo a Wikipédia, “a enciclopédia livre”, o coração é um órgão muscular oco que bombeia o sangue de forma que circule no corpo e, em nós seres humanos, esse percurso é feito em aproximadamente 50 segundos em repouso.

Neste tempo o órgão bombeia sangue suficiente a uma pressão razoável, para percorrer todo o corpo nos sentidos de ida e volta, transportando assim, oxigênio e nutrientes necessários às células que sustentam as atividades orgânicas. O coração se localiza em uma bolsa chamada caixa torácica, entre os pulmões. É um órgão muscular, pode se contrair e se relaxar.

Assim como o órgão pulsante e pujante, minha história tem sido escrita, com idas e vindas no amor, inícios nascidos no território limítrofe das sutilezas e términos contrariados. Ciclos que se fecham, todavia, sem um remate final, como pontas soltas de um bordado de avesso imperfeito.

Eu sou imperfeita.




 “No quarto, já despida sobre a cama, não conseguia adormecer. Seu corpo pesava-lhe, existia além dela mesma como um estranho. Sentia-o palpitante, aceso. Fechou a luz e os olhos, tentou fugir, dormir. Mas continuou por longas horas a perscrutar-se, a vigiar o sangue que se arrastava grosso pelas suas veias como um animal bêbedo. E a pensar. Como não se conhecia até então.”

(Clarice Lispector)

Bjo, bjo

0 Tirai-me Senhor, do cativeiro do meu coração

domingo, 20 de novembro de 2011
Boa tarde Blogueiros,

Ando sumida, eu sei. Sempre quero escrever, mas nunca encontro um espaço livre pra isso. Ademais, tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, que nem sei por onde devo começar.

Hoje, quero compartilhar um e-mail pessoal, que enviei a uma amiga em resposta a um texto que ela havia escrito e enviado anteriormente a mim. Creio que sintetiza com clareza e objetividade a tumultuosidade do meu coração atualmente.

Preciso desabafar...




Olá S*,

" Eu morro de medo de uma vida sem Deus, e morro de medo de uma vida com Deus! "

Essa, definitivamente, foi a frase mais verdadeira e real pra mim. Compartilho o mesmo sentimento.

As incertezas se tornam cada dia mais latentes pra nós.

Hoje, eu ainda me sinto em cima do muro: casar ou não casar, eis a questão... rs.

Sempre tive certeza do que eu queria para meu futuro, e sempre planejei cada um dos meus passos, até o momento em que uma decepção tão devastadora destruiu meu coração. Desde então me sinto perdida e desorientada. Sem rumo, sem prumo, sem nada. Com tanta dor e sangue pulsando dentro de mim, misturado a um sentimento de desespero, pressão, raiva, insatisfação, incerteza e muita frustração.

Mas, nesses 25 aninhos (rs) pude aprender uma valiosa lição: Maldito o homem que confia no homem.
Maldita sou, por ter confiado o meu coração, o meu amor e a minha vida a alguém que, apesar de insituí-lo "senhor e única razão do meu existir", não era Deus.

Eu me doei como nunca. Me entreguei sem reservas, sem limites, sem ponderações, sem raciocínio, sem pudores, sem nada, e olha só onde fui parar?!?!?!?

Nos últimos oito meses me transformei em alguém que não sou.
Me destruí e me reconstruí toda torta e remendada, com partes de mim ainda abertas, latentes e putréfadas.
Odeio ser a pessoa de hoje mas, infelizmente, não dá pra ser a mesma Srta. Caroline de antes.

Pensando e refletindo em tudo isso vejo que o meu "medo de uma vida com Deus", me levou a uma vida sem Ele, e as consequências dessa escolha são as piores possíveis e imagináveis.
Chego a pensar que não terei conserto ou solução, talvez, nunca mais seja feliz e sã como outrora. Todavia, no mesmo instante em que escrevo isso, me lembro que a vida com Deus é surpreendente e maravilhosa, e o amor d'Ele, manifesto na Cruz por mim e por você é capaz de transformar todo choro em riso!

Essa é minha única esperança.

Te amo muito em Cristo e sei que Deus tem um propósito especial em nos manter unidas.

Conte comigo. Eu conto com você.

Beijo!

Srta. Caroline.


Salmos 126

Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.
Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o SENHOR a estes.
Grandes coisas fez o SENHOR por nós, pelas quais estamos alegres.
Traze-nos outra vez, ó SENHOR, do cativeiro, como as correntes das águas no sul.
Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.
Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.

Amém.

1 Anda. Seja forte. Seja feliz. Seja uma mulher.

domingo, 2 de outubro de 2011
"Te desejo uma fé enorme.
Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas (...)."
(Caio Fernando Abreu)

Olá Blogueiros,
 
Eu insisto em entender o que não se entende.
Eu fico com a "pulga atrás da orelha" e não canso de pescrutar meu coração.
Eu não lido bem com os "nãos" que a vida me dá.
Eu, irritradiça e teimosa, insisto, implico, não deixo de lado. E sabe o que isso me adianta?
NADA. Absolutamente.
 
Quanto tempo tenho perdido, quantas chances desperdiçadas, quantos amores passaram por mim e eu não vi, pelo simples fato de não desistir, de não esquecer, de não seguir em frente sem olhar para trás (olhar para trás é mesmo o meu maior problema). Eu não desisto. Nunca, nunca mesmo. Mas a vida segue. Sim, vida segue.
 
E eu? Até quando estarei perdida nesse vácuo que o amor me deixou?
Eu recebo flores, chocolates, elogios aos montes, pretendentes também... mas o que se pode fazer quando seu coração não é tocado?
 
Sou movida pela emoção, pela paixão, pela intensidade de se viver. Não sei fazer nada "por conveniência". Não sei, tampouco quero aprender a escolher "por comodidade", porque "faz bem", porque é a escolha "acertada".

Acho isso pouco. Raso e superficial. Vazio e sem sentido. Eu não sou assim e não quero nada disso para minha vida.

É horrível sentir esse medo.
Medo da infelicidade. Medo de uma vida medíocre.
Quero engolir o mundo inteiro. Ter o máximo de conhecimento. Falar várias línguas. Sentir todas as sensações e emoções. Beber todas as bebidas. Conhecer os mais diversos lugares. Quero conhecer gente. Quero gargalhar, várias vezes, por horas, dias inteiros! Quero beijar. Quero abraços longos e confortantes. Quero amar. Quero tudo, sabe?!?! Todavia, uma vida só é muito pouco para tudo isso.

Sinto uma urgência latente. Uma pressa em ser feliz. Entretanto, as coisas não acontecem na mesma velocidade do meu pensamento.

Não sei se depois de escrever tudo isso é possível chegar a alguma conclusão. Talvez, um pensamento, que compartilho com o maravilhoso escritor Caio Fernando Abreu:

"Tenho medo de já ter perdido muito tempo. Tenho medo que seja cada vez mais difícil. Tenho medo de endurecer, de me fechar, de me encarapaçar dentro de uma solidão -escudo".

Porém...

"Continue andando. Enfrente seus problemas de cara. Reaja. Vai. Tá pensando que é só você que sofre? Tá enganada. Anda menina. Para de ser infantil. A culpa não é de ninguém. Se apaixonou, agora segura. Anda. Seja forte. Seja feliz. Seja uma mulher."

Um bom domingo, cheio de chuva e reflexão...

Depois de meses de forte seca, enfim, a chuva chega em terras goianas

Bjo, bjo

0 E o que eu quero? Orientação.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011
"E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu queria amar o que eu amaria - e não o que é. É também porque eu me ofendo a toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. É porque sou muito possessiva e então me foi perguntado com alguma ironia se eu também queria o rato para mim. Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes. Só porque contive os meus crimes, eu me acho de amor inocente. Talvez eu tenha que chamar de “mundo” esse meu modo de ser um pouco de tudo. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário (…). Eu que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu."

(Clarice Lispector - do Livro: Felicidade Clandestina)

Boa noite Blogueiros,

00h57min, e eu tenho tanta coisa pra falar, mas não sei por onde começar.
Acho que essa tem sido a grande dificuldade enfrentada nos últimos dias: linearidade. Ou melhor, falta dela.
Não tenho agido, pensado ou sentido linearmente, está tudo em completa desordem.

Tudojuntoemisturado#

A "tarefa" da semana, indicada pela Dra. Jolie¹ consiste justamente nisso, tentar enxergar o que eu quero agora, "que rumo devo tomar", o que é mais importante nesse momento.

O que é mais importante para mim hoje?
O trabalho. Definitivamente.
Adoro o que faço. Advogar é minha grande paixão, e quanto mais me dôo, mais recebo. Isso sim é uma relação justa! rsrsrs.

Agora, que rumo devo tomar... Bem, isso já é um pouco mais complicado.
Me sinto perdida apesar de sempre buscar orientação.
"Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu", mas até então essa terra eu não encontrei.

Hoje tenho paz, mas ainda não tenho direção.
Sempre me pego relembrando. Tudo. Viagens, amor, surtos, tristezas, baladas, beijos, tentativas, frustrações, novas tentavidas, surpresas, e por assim vai.

Procuro um norte, mas não encontro. Insisto, todavia, permaneço sem respostas.

Eu queria me entender. Queria me desvendar. Às vezes, até eu, sou um mistério para mim.
Desejo tanto, quero mais ainda, sonho como nunca, idealizo, espero, luto, vejo acontecer, ou não...

Será que todo mundo é confuso assim ou somente eu???

Estou cansada. Exausta.
Estou ambígua e obscura, e não sei o que fazer ou para onde ir.

Por hora, minha cama me basta, rs. Madrugada adentro, dubiedade que não me deixa, vou ceder aos encantos do sono, não aguento mais lutar contra...

Quem sabe eu acordo com algumas sugestões?

Bjo, bjo

Obs.1 - Dra. Jolie: Para os novos e queridíssimos seguidores, esse é o codinome que uso ao me referir a minha psicóloga maravilhosa.

0 Fall in Love

segunda-feira, 19 de setembro de 2011
"O meu coração
Já estava aposentado
Sem nenhuma ilusão

Tinha sido maltratado
Tudo se transformou
Agora você chegou

Você que me faz feliz
Você que me faz cantar
Assim"

(Marisa Monte)

Boa tarde Blogueiros,

Novidades urgentes e felizes e intensas e inovadoras e tanta coisa junto ao mesmo tempo! rs.
A história cinematográfica continua e, melhor que o esperado.

Roma/Itália. Sp e Go, Brasil.

Passados dois meses desde que nos conhecemos em Roma, o Paulista, enfim, chegou em Terras Goianas.
O fds juntos reafirmou as suspeitas compartilhadas por ambos. Eu e Ele - química, pele, afinidades. A conversa flui. O riso é constante. O beijo... Tudo, tudo de bom!

Estou feliz e surpreendida. Meu coração se abriu outra vez e dentro dele só pulsa alegria e boas vibrações.
O Paulista me cativou, me encantou e me conquistou... Ele voltou para a Terra da Garoa e em menos de um mês estarei lá, para reencontrá-lo.

Ponte aérea Go-Sp/Sp-Go ainda irá me ver muito!

Deixo com vcs a nova música da Marisa Monte, que descreve bem o que estou sentindo agora.

Torçam por mim!
Já é tempo de ser feliz no amor outra vez.




Bjo, bjo!
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
"Eu sei que não sou nada e que talvez nunca tenha tudo. Aparte isso, eu tenho em mim todos os sonhos do mundo" (Fernando Pessoa)

Contagem regressiva: Apenas 2 dias!!!!

Roma-Sp-Gyn: um novo sonho...

Bjo, bjo!

PS: Gente como viro as fotos??? Não consigo! =/

1 A interferência do tempo e o Amor tranquilo, com sabor de fruta mordida.

quarta-feira, 27 de julho de 2011
A INTERFERÊNCIA DO TEMPO (Martha Medeiros)


Há quem diga que o tempo não existe, que somos nós que o inventamos e tentamos controlá-los com nossos relógios e calendários. Nem ousarei discutir essa questão filosófica, existencial e cabeluda. Se o tmepo não existe, eu existo. Se o tempo não passa, eu passo. E não é só o espelho que me dá a certeza disso.

O tempo interfere no meu olhar. Lembro do colégio em que estudei por mais de uma década, meu primeiro contato com o mundo fora da minha casa. O pátio não era grande - era colossal. Uma espécie de superfície lunar sem horizontes à vista, assim eu o percebia aos sete anos de idade. As escadas levavam ao céu, eu poderia jurar que elas atravessavam os telhados. Os corredores eram passarelas infinitas, as janelas pareciam enormes portões de vidro, eu me sentia na terra dos gigantes. Volto, depois de muitos anos, para visitá-lo e descubro que ele continua sendo um colégio grande, mas nem o pátio, nem os corredores, nem as escadas, nada tem o tamanho que parecia ter antes. O tempo ajustou minhas retinas e deu proporção as minhas ilusões.

A interferência do tempo atinge minhas emoções também. Houve uma época em que eu temia certo tipo de gente, aqueles que estavam sempre a postos para apontar minhas fraquezas. Hoje revejo essas pessoas, e a sensação que me causam não é nem um pouco desafiadora. E mesmo os que amei já não me provocam perturbação alguma, apenas um carinho sereno. Me pergunto como é que se explica que sentimentos tão fortes como o medo, o amor ou a raiva se desintegrem. Alguém era grande no meu passado, fica pequeno no meu presente. O tempo, de novo, dando a devida proporção aos meus afetos e desafetos.


Talvez seja essa a prova da sua existência: o tempo altera o tamanho das coisas. Uma rua da infância, que exigia muitas pedaladas para ser percorrida, hoje é atravessada em poucos passos. Uma árvore, que para ser explorada exigia uma certa logística - ou ao menos um "calço" de quem estivesse por perto e com as mãos livres -, hoje teria seus galhos alcançados num pulo. A gente vai crescendo e vê tudo do tamanho que é, sem a condescendência da fantasia.

E ainda nem mencionei as coisas que realmente foram reduzidas: apartamentos que parecem caixotes, carros compactos, conversas telegráficas, livros de bolso, pequenas salas de cinema, casamentos curtos. Todo aquele espaço da infância, em que cabia com folga nossa imaginação e inocência, precisa hoje se adaptar ao micro, ao mínimo, a uma vida funcional.

Eu cresci. Por dentro e por fora (e, reconheço, pros lados). Sou gente grande, como se diz por aí. E o mundo à minha volta, à nossa volta, virou uma aldeia, somos todos vizinhos, todos vivendo apertados, financeira e emocionalmente falando. Saudade de uma alegria descomunal, de uma esperança gigantesca, de uma confiança do tamanho do futuro - quando o futuro também era infinito à nossa frente.
Boa Noite Blogueiros,

Confesso que estou aficcionada por Martha Medeiras. Levei um livro de crônicas na viagem e o devorei rapidamente. A-d-o-r-e-i!

Gostei da forma simples, direta, mas não menos poética em que essa maravilhosa escritora trata temas cotidianos, porém, pertubadores.

Me identifiquei tanto! rs. Voltei com o livro todo riscado, cheio de pequenas anotações, nomes, datas, cidades por onde passei e as emoções afloradas e registradas a cada folha virada.

A "Interferência do Tempo" foi perfeita para mim. De fato, o tempo ajustou minhas retinas e deu proporção as minhas ilusões, o tempo realmente altera o tamanho das coisas, e a medida que crescemos vemos tudo do tamanho que é, sem a condescendência da fantasia. Eu cresci. Por dentro e por fora. Cresci muito.

Hoje, organizando algumas coisas no meu quarto, encontrei um livro que ganhei do ex, "O Pequeno Príncipe" em francês! E com todas as aquarelas! Deus sabe o quanto adorei esse mimo... Mas desde o término não encostei no livro.

Eu escondi tantas coisas que me lembravam esse amor, porque eu simplesmente não conseguia ver nada que me trouxesse a memória aquilo que eu só queria esquecer, e hoje, com o livro em mãos eu precisei enfrentar esse medo.

Logo ao abrir, caiu uma carta que estava guardada ali. Foi o segundo calafrio em menos de 5 minutos, rsrsrs. E sim, eu li. Li a dedicatória e li a carta, repetidas vezes e foi incrível!

Hoje, passados quase 5 meses desde o término eu me enfrentei, e me surpreendi. Pela primeira vez, eu vi que realmente nos amamos no passado. Eu amei o ex loucamente e fui correspondida! Não era uma mentira, não era uma invenção minha, não era quimera, era real.

Era real, só acabou. Foi eterno enquanto durou. Foi intenso, obsessivo e doentio sim, mas foi a melhor coisa que me aconteceu e a pior também, rs. Ele mudou a minha vida. Eu me transformei por ele e para ele e sei também, que ele mudou por mim. A gente se adapta ao outro num relacionamento. Se vc gosta, vc tenta, se dedica, e às vezes consegue muito mais do que deveria, rs.

Apesar dos calafrios e do medo momentaneo eu fiquei tão feliz. Feliz pela constatação de que amei e fui amada, e que por um tempo deu certo, depois não mais.

Não perdurou, é verdade, mas foi amor. Foi amor.

Ver, saber e sentir isso e ainda assim, ter paz é minha maior conquista.
Eu cresci tanto. Eu mudei tanto. Eu amadureci. E eu preciso repetir, rs, o tempo ajustou minhas retinas e deu proporção as minhas ilusões, o tempo realmente altera o tamanho das coisas, e agora vejo tudo do tamanho que é, sem a condescendência da fantasia.

Confesso que preferia ver o mundo cor-de-rosa, pois quando ingênua e crédula, era mais fácil sonhar. Amar como eu amei, eu não quero nunca mais. Não assim, sem juízo e equilíbrio. Não mais avassalador. Não mais destruidor. Nada de céu e inferno ao mesmo tempo.

Agora, só quero "a sorte de um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida. Nós na batida, no embalo da rede, matando a sede na saliva" (Cazuza).

É isso ae galera, é a vez do amor tranquilo, com sabor de fruta mordida...

Bjo, bjo

PS: Sei que repeti a crônica, mas é que ela é perfeita demais pra situação. Não dava pra não usar.

0 Ah Paris...

domingo, 10 de julho de 2011
"Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar. Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja. Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja." (in "Onde estivestes de noite" - Clarice Lispector)

 
Boa noite blogueiros queridos,

Que saudade de escrever!

Estou em Milão, na Itália, e tanta coisa aconteceu até aqui. Estou de férias na Europa e tudo é maravilhoso. Gostaria de compartilhar com vcs alguns momentos especiais vividos em Paris e em Nice, na França.

Paris change me!
Paris mudou completamente o meu coração. Existe algo mágico naquela cidade, algo que não consigo explicar, mas tão forte que me fez abrir os olhos, os ouvidos e o coração para uma nova vida.
Não sei como, tampouco o porquê, mas me sinto uma nova mulher.
Após o impacto causado pela Torre Eiffel (algo que sonhei e tanto esperei), depois de passar o dia todo ouvindo música nas ruas, dentro dos trens, nas estações, sentei numa escadaria ao lado do rio Senna, na compania de dois amigos queridos, para ouvir um músico que ali estava.

A medida que Antony (sim conheci o cara pessoalmente, sim o beijei também, rsrsrs) cantava e tocava meu coração se aquecia e ali mesmo, no meio da galera, em Paris, no final da tarde comecei a chorar e a gargalhar compulsivamente.

Foi uma explosão de sentimentos. Senti uma alegria tão grande, mas tão grande, que não conseguia me conter! E uma paz, que não lembrava que existia.

Foi algo mágico!

Foi uma libertação.

Desde então me sinto diferente. Estou diferente. Estou feliz!
Sinto uma alegria e uma paz que pensei que nunca mais sentiria. E agora, eu SINTO! Não é incrível?!?!
Sou grata a Deus por isso. Por cada momento especial vivido aqui. Pela superação. Pela nova vida. Pela nova Sara Caroline.

Estou no 10ª dia da viagem e creio que muita coisa boa ainda está por vir e eu estou pronta pra viver isso e muito mais!

"... uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio 'apesar de' que nos empurra para a frente. Foi o 'apesar de' que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida." (Clarice Lispector)

E é com essa multidão de sentimentos bons e atropelados que sigo meus dias aqui. Que a novidade de mim mesma cresça dia a dia e eu me descubra tão feliz e tão incrível como até então não era.

Milhões de beijos queridos!

Muita paz e alegria pra todos nós!

0 A interferência do Tempo

sexta-feira, 1 de julho de 2011
"Há quem diga que o tempo não existe, que somos nós que o inventamos e tentamos controlá-lo com nossos relógios e calendários. Nem ousarei discutir esta questão filosófica, existencial e cabeluda. Se o tempo não existe, eu existo. Se o tempo não passa, eu passo. E não é só o espelho que me dá certeza disso.

O tempo interfere no meu olhar. Lembro do colégio em que estudei durante mais de uma década, meu primeiro contato com o mundo fora da minha casa. O pátio não era grande – era colossal. Uma espécie de superfície lunar sem horizontes à vista, assim eu o percebia aos sete anos de idade. As escadas levavam ao céu, eu poderia jurar que elas atravessavam os telhados. Os corredores eram passarelas infinitas, as janelas pareciam enormes portões de vidro, eu me sentia na terra dos gigantes. Volto, depois de muitos anos, para visitá-lo e descubro que ele continua sendo um colégio grande, mas nem o pátio, nem os corredores, nem as escadas, nada tem o tamanho que parecia antes. O tempo ajustou minhas retinas e deu proporção às minhas ilusões.

A interferência do tempo atinge minhas emoções também. Houve uma época em que eu temia certo tipo de gente, aqueles que estavam sempre a postos para apontar minhas fraquezas. Hoje revejo essas pessoas e a sensação que me causam é nem um pouco desafiadora ou impactante. E mesmo os que amei já não me provocam perturbação alguma, apenas um carinho sereno. E me pergunto como é que se explica que sentimentos tão fortes como o medo, o amor ou a raiva se desintegrem? Alguém era grande no meu passado, fica pequeno no meu presente. O tempo, de novo, dando a devida proporção aos meus afetos e desafetos.

Talvez seja esta a prova da sua existência: o tempo altera o tamanho das coisas. Uma rua da infância, que exigia muitas pedaladas para ser percorrida, hoje é atravessada em poucos passos. Uma árvore que para ser explorada exigia uma certa logística – ou ao menos um “calço” de quem estivesse por perto e com as mãos livres – hoje teria seus galhos alcançados num pulo. A gente vai crescendo e vê tudo do tamanho que é, sem a condescendência da fantasia.

E ainda nem mencionei as coisas que realmente foram reduzidas: apartamentos que parecem caixotes, carros compactos, conversas telegráficas, livros de bolso, pequenas salas de cinema, casamentos curtos. Todo aquele espaço da infância, em que cabia com folga nossa imaginação e inocência, precisa hoje se adaptar ao micro, ao mínimo, a uma vida funcional.

Eu cresci. Por dentro e por fora (e, reconheço, pros lados). Sou gente grande, como se diz por aí. E o mundo à minha volta, à nossa volta, virou aldeia, somos todos vizinhos, todos vivendo apertados, financeira e emocionalmente falando. Saudade de uma alegria descomunal, de uma esperança gigantesca, de uma confiança do tamanho do futuro – quando o futuro também era infinito à minha frente." (Martha Medeiros) 

Boa noite Blogueiros,

Sumi por uns dias e foi tudo uma loucura, mas valeu a pena, minhas férias começaram! Acabo de chegar em Bienne na Suíça. Começo agora a viver um sonho que muito lutei para realizar, e ainda não consigo acreditar que estou aqui!

Foram meses planejando a viagem, e mais tempo ainda juntando grana. Volto pro Brasil no finalzinho de julho, e já sinto saudades do que ainda estou pra viver aqui.

Nas últimas semanas, ou melhor, nos últimos meses tenho vivido uma reviravolta completa. Meu mundo desabou, me senti só e triste como nunca. "Perdi" aquele quem eu pensava - equivocadamente - ser o amor da minha vida. Tive todos os sonhos, ilusões e esperanças destruídas. Meu coração foi partido em tantos pedaços que desejei nunca ter conhecido o amor. Nunca.

Chorei, sofri, padeci. Me arrependi de tudo e ainda me arrependo. Senti raiva e ódio, despeito, dor e a maior desilusão da vida, mas SOBREVIVI. Sim, eu SOBREVIVI!
É estranho e surpreendente me deparar com a força que existe em mim. É algo que sequer sabia que existia. Me senti tão fraca e tola, e provavelmente fui. Mas, como disse a Martha Medeiros, o tempo altera o tamanho das coisas, a medida que cresço, vejo tudo do tamanho que realmente é, sem a condescendência da fantasia. Sim, agora, eu posso ver.

Eu cresci, tô crescendo e não tem sido nada fácil, todavia estou experimentando tantas coisas novas e únicas que só posso dizer que está valendo a pena.

Vou me despedindo de vcs queridos, porquanto o fuso horário bagunçou meu relógio biológico e já está bem tarde por aqui... Sempre que possível atualizarei o blog e postarei algumas fotos da viagem.

Paz pra gente. Tudo o que mais quero.

Bisou! Bisou!